sábado, 21 de julho de 2018

É melhor já ir se acostumando


Fernando Horta

O plano de governo do "mito" pode ser resumido da seguinte maneira:

Ele não sabe nada e vai entregar a economia para os banqueiros, a educação para os neopentecostais e o trabalho para os empresários, desde que deixem ele bater em pobre, matar negro, espezinhar as mulheres e a comunidade LGBT.

É o pacto da mediocridade. Ele quer carta branca para "bater, matar, ofender e espezinhar" todos os que ele acha "inferiores" ... o resto ele não sabe.

O jornalismo de ódio levou a Abril para o buraco



Nocaute
Gabriel Priolli

O presidente executivo Giancarlo Civita e o presidente do conselho editorial, Victor Civita Neto, pegaram o boné e deixaram a empresa sob o comando da consultoria Alvarez & Marsal, que nomeou o executivo Marcos Haaland como o novo CEO.

Candidatura de Janaína Paschoal é mais uma prova da farsa total que foi o impeachment

Glenn Greenwald

O impeachment de Dilma foi uma das maiores e óbvias fraudes políticas que o mundo viu desde a invasão do Iraque. Entre MBL, Cunha, Aécio e agora isso com Janaína, nem mesmo a mídia oligárquica responsável por essa farsa pode negar mais o que realmente era:


A falência do estado


O maior responsável pelo colapso da Veja se chama Eurípedes Alcântara


Luís Costa Pinto

A 1ª edição de Veja fechada na UTI financeira, no ambulatório da recuperação judicial, pergunta: por que até a mortalidade infantil voltou a crescer no Brasil depois de 26 anos de declínio? Ora, porque entre outras tragédias associadas, os jagunços de um "liberalismo" tosco assumiram o controle daquelas que outrora eram as principais redações do país e desmantelaram o fluxo de oxigênio que ainda chegava à sociedade. Essa tropa de mercenários tem muitos soldados rasos e escassos capatazes. Mas, no caso específico de Veja, o capataz-mor do desastre se chama Eurípedes Alcântara. Se o desmonte da melhor escola de jornalismo do Brasil (até meados dos anos 1990) tem um responsável, o nome é Eurípedes Alcântara.

A situação já esteve melhor para a Globo Golpista




Ciro se sente desconfortável à esquerda e não tem lugar à direita

Jorge Linden

Ciro atacou com ferocidade desmedida Lula e o PT, pensando conquistar a atenção e o respeito da casa grande. Alckmin, velho frequentador, com cadeira cativa à mesa, mostrou que, se Ciro se sente desconfortável à esquerda, não tem lugar à direita. E o tempo se fecha pra quem, como ele, ostenta um guarda-chuva furado.

Lula Livre na GloboNews

Chapa Bolsonaro/Janaína pode ser exorcizada e impugnada


Fernando Horta

Eu saio 24 horas do acompanhamento político e o Brasil já é outro.

Ciro 4% toma toco da direita e já sai defendendo "Lula Livre". Parece ex que tomou fora do cacho novo e termina a noite chorando na porta do antigo, dizendo que nunca esqueceu o "verdadeiro amor".

Alckmin fazendo a técnica do zumbi... Se fingindo de morto até o feiticeiro Mercado lançar o encanto do encosto do capital. Daí, sai abraçando criança e beijando pobre como nunca antes na vida.

Bolsonaro 8 segundos arruma uma vice que vai representá-lo nos debates. Janaína pazuzu fará o mesmo que Bolsonaro faria, mas com mais glamour. A chapa bolsonaro-Janaína pode, no entanto, ser impedida diretamente por ação do Papa e um bom exorcista.

Uma parte da esquerda cogita Manuela de vice de Lula, numa das ideias suicidas mais impressionantes desde os Kamikaze japoneses.

Lula segue firme e a Veja falida. Da Silva 1, Civita 0.

Qualquer que seja o nosso devaneio sobre democracia, a verdade é que o presidente de 208 milhões de pessoas será escolhido por 11 ministros do STF. Que nunca foram votados. Para nada.

Coligação Lava Jato: Ciro é aconselhado a procurar Marina


Do DCM:

Ciro é aconselhado a procurar Marina Silva após ser rejeitado pelo centrão direitão

Segundo o Painel da Folha, a cúpula do PDT tem tratado a rejeição do centrão ao nome de Ciro na base do lema “há males que vêm para o bem”. Integrantes do partido defendem que o candidato procure Marina Silva (Rede) para discutir a possibilidade de uma aliança.

Vai que cola? Marina já rejeitou acenos de outras siglas, mas os pedetistas dizem que Ciro deve ao menos tentar.

Menos é mais O discurso feito por Ciro no lançamento de sua candidatura ao Planalto, nesta sexta (20), passou por diversas mãos. A principal preocupação era a de que fosse uma fala sem rompantes.


Afasta de mim O comando da campanha quer evitar que o pedetista seja visto como o “Bolsonaro da esquerda”.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

A Abril suicidou-se



Muita coisa já se falou e ainda se vai falar sobre a quase falência da Abril. Mas o que mais impressiona nessa história melancólica é que a Abril, ao contrário de outros grandes grupos jornalísticos, não nasceu com a proposta atual, simbolizado por um panfleto mentiroso e sensacionalista como a revista Veja.

Ao contrário, a Abril foi uma empresa que criou publicações memoráveis como Realidade e a antiga Veja. Que divulgou clássicos da Filosofia, da Economia e da literatura brasileira como os da foto, que ainda tenho em casa. Edições cuidadosas, com informações sobre os autores, belas encadernações, trabalhos de verdadeiros artistas gráficos.

Os motivos da atual agonia são vários, mas o principal, tenho certeza, é uma mistura de estupidez e arrogância de empresários que fazem do Jornalismo um simples negócio. Um negócio que deixa de lado regras básicas do Jornalismo e abraça interesses mesquinhos, ainda que esses interesses façam mal ao país..

A Abril não está sozinha nessa lama. 

Essas empresas gastam dinheiro contratando pesquisas caríssimas a serem respondidas pelos seus funcionários sobre o dia-a-dia no local de trabalho, satisfação com o tratamento de chefias diretas etc. 

Mas não fazem jamais, por motivos óbvios, uma pesquisa básica e fundamental com seus jornalistas: o que vocês pensam sobre o jornalismo que a empresa produz, que vocês fazem? O que mudariam, se pudessem? 

O suicídio da Editora Abril deveria servir de alerta à meia dúzia de famílias brasileiras que têm no Jornalismo o seu principal ramo de negócio.

O que se passa na Nicarágua?



Trump the Hutt



Candidato fascista anuncia advogada possuída por Satanás como vice

A advogada do Diabo Janaína 45 Mil Paschoal deve ser anunciada como candidata a vice na chapa do sociopata fascista Jair Bozonaro. Os dois se falaram por telefone na quinta-feira, e a Possuída deve vir ao Rio neste sábado para conversar pessoalmente com o Fascista — será a primeira vez em que Bozonaro e a Louca vão se encontrar. 

Janaína se tornou conhecida por ser uma das autoras do parecer, pago pelo PSDB por 45 mil, que "embasou" o pedido de impeachment sem provas da ex-presidente Dilma Rousseff (PT)





Editora Abril foi consumida pela próprio ódio

Moisés Mendes

OS TUCANOS E A VEJA SE ESFACELAM

Dois anos depois do golpe, o PSDB é um partido destruído e sob ameaça de ficar de fora do segundo turno.

Seus grandes líderes foram esquecidos pelos próprios parceiros. Ninguém mais fala de Aécio e José Serra. Alckmin agarra-se à ex-Arena e ao ex-PFL para sobreviver.

E a editora Abril fecha revistas. Os últimos Civita que fingiam gerir o espólio entregaram ontem o comando do grupo à consultoria financeira Alvarez & Marsal, especializada em empresas quebradas.

A Abril e a Veja encolhem e demitem jornalistas porque foram consumidas pelos efeitos do próprio ódio. No ano passado, segundo informa hoje o jornal O Estadão, o prejuízo foi de R$ 331 milhões.

O reacionarismo e o golpismo empurraram a Abril para o penhasco, com uma dívida impagável de R$ 1,3 bilhão.

E os tucanos e a Veja diziam que o PT é que iria acabar.

Comentarista da Globo diz que Lula elege até um poste

Celso Amorim seria o suposto nome preferido de Lula caso haja eleições


Dacio Malta


O ex-Presidente Lula está decidido a levar sua candidatura ao Planalto até as últimas consequências. 

Desistir do pleito seria um atestado de reconhecimento de culpa - e ele não tem o que reconhecer.

Inocente, ele é hoje, para os olhos do mundo, um preso político, sem culpa e sem crime.

Como está em pleno gozo de seus direitos políticos, continua candidato.

A maioria do povo brasileiro - e isso atesta todos os institutos de pesquisa - quer Lula de volta ao Planalto.

Os petistas que se arvoram a candidatos, procurando inclusive adversários do ex-Presidente, consideram a insistência de Lula uma aventura, mas sabem que ele é o dono do eleitorado e, aventura de verdade seria tentar se eleger contra ele.

Até o dia 5 de agosto o partido realizará sua convenção, quando Lula, mesmo ausente, será ovacionado.

Até o dia 15, haverá o registro da candidatura e, a partir do dia seguinte, ele poderá - tecnicamente - fazer comícios, carreatas, distribuir material de propaganda e usar a internet.

Dia 31 começa o horário eleitoral gratuito, e o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar sua candidatura.

Como na Justiça brasileira os processos contra Lula correm mais rápido que o relâmpago jamaicano Usain Bolt, é provável que a impugnação seja decretada ainda em agosto. 

Para isso eles deram o golpe. 

Vide o pedido estapafúrdio do MBL ao TSE, querendo declarar logo a inelegibilidade do ex-Presidente.

Perseguido, caluniado e criminalizado, será da pequena solitária da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde cumpre pena provisória, que sairá o seu substituto. 

Lula sabe que não pode errar, pois seu futuro depende dessa escolha.

O candidato precisará ser, antes de mais nada, um nome inatacável, limpo, digno, competente, leal as políticas sociais do ex-Presidente e um defensor, testado, da soberania nacional. 

O nome que reúne essas características é, sem sombra de dúvidas, o do embaixador Celso Amorim, ministro de três governos - Itamar, Lula e Dilma - e o responsável por ter transformado o Brasil em protagonista na cena mundial, com sua política externa ativa e altiva. 

Hoje, como ex-Chanceler e ex-ministro da Defesa, o embaixador poderia estar hoje ganhando um bom dinheiro com consultorias ou palestras para empresários, mas decidiu não fazer uma coisa, nem outra. Preferiu, na primeira hora, estar ao lado de Lula, desde que começou a perseguição covarde ao maior líder político do país.

Diplomata treinado para a paz e a conciliação, Celso Amorim é hoje um dos mais importantes intelectuais do país e, para desespero de seus opositores, seria o candidato que o centro tanto procura. Por isso é o nome capaz de unir e pacificar o país.

Os demais postulantes ao Planalto - é bom lembrar que Celso nunca se insinuou como candidato - já se mostraram escorregadios. 

Jacques Wagner, campeão de votos na Bahia (o homem que derrotou Antonio Carlos Magalhães, conseguiu a reeleição e ainda fez seu sucessor) foi infeliz quando, com Lula encarcerado, sugeriu que o PT apresentasse um vice ao candidato Ciro Gomes. 

Fernando Haddad, ex-prefeito em São Paulo derrotado no primeiro turno ao tentar a reeleição, fez pior: logo após a destituição de Dilma Rousseff, concedeu uma entrevista em que afirmou que "golpe é palavra dura".

A verdade é que, mesmo mantendo sua candidatura, Lula tem seu candidato "in pectore", a ser anunciado no limite: o embaixador Celso Amorim.

Ontem, a pau mandado de Moro, Carolina Lebbos, juíza da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, negou a possibilidade de Lula dar entrevistas, pois "não está no pleno gozo dos direitos assegurados aos cidadãos livres". Para ela, a condição de pré-candidato é "auto declarada", ou seja, a candidatura não está formalizada.

Sendo assim, o PT deve antecipar sua convenção nacional para viabilizar a participação de Lula no processo eleitoral. 

Com a participação de Lula no horário do TSE, a candidatura do embaixador será forte o bastante para vencer as eleições no primeiro turno.

Classe dominante brasileira fecha as portas para qualquer tipo de mudança


Luis Felipe Miguel

Acho engraçado esse negócio de “Centrão”. Em que mundo aqueles partidos são de centro? Só na novilíngua do noticiário político brasileiro, em que Ciro Gomes é “radical”, Lula é “extremista” e Boulos, “terrorista”.

São partidos de direita com comportamento acentuadamente fisiológico - outra expressão curiosa, um eufemismo brasileiro que indica aquela zona cinzenta entre o oportunista e o corrupto.

É mais um “Gelatinão” do que qualquer outra coisa. Um paradoxo, na verdade: o “Centrão” é a manifestação organizada da geleia geral da política partidária brasileira.

Agora, rifam Ciro e decidem apoiar Alckmin. O candidato do PSDB ganha algum gás e encerra, ao menos por enquanto, a ofensiva para substituí-lo por Dória. O preço que paga é ter seu eventual (ainda improvável) governo tutelado por seus novos parceiros; seu programa, que a imprensa vai chamar de “liberal”, só poderá ser a manutenção, ampliação e blindagem da rapinagem da elite política sobre o Estado brasileiro.

Mas não se sabe se o apoio será o suficiente para erguer sua campanha - os tucanos andam chamuscados demais para conseguir alçar voo.

Ciro sai mal da história, sem os apoios ambicionados e com dificuldade para recuperar seu discurso à esquerda.

Mas a lição principal é que os partidos da direita fisiológica também fecham as portas para uma saída negociada da situação aberta com o golpe. Ciro tentava se posicionar como o arauto de um novo lulismo, capaz de conciliar os contrários e pacificar o país. Um lulismo diferente, é claro, adaptado à sua persona, sem a barreira que o preconceito de classe gerava, com um toque mais tecnocrático e menos popular. Mas com o mesmo espírito, de uma pactuação que incorporasse todos sem ameaçar ninguém.

A manutenção de Lula como preso político, nas circunstâncias que todos conhecemos, mostra que a classe dominante brasileira fecha as portas para esta repactuação, tal como proposta por Lula. Ciro já enfrentava o desagrado de muito do empresariado e, agora, ganha a rejeição formal da elite política: seu próprio projeto de repactuação não encontra eco.

O caminho deles, está dito e redito, é aprofundar os retrocessos, sem ceder nada, sem conceder nada.

A volta do Ciro pródigo

Mauro Lopes

CIRO PERDE O CENTRÃO PARA ALCKMIN E AGORA QUER 'VOLTAR PRA CASA'

Uma das passagens bíblicas mais conhecidas é a do rapaz que, vivendo muito bem na casa do pai, um dia resolve pedir sua parte antecipada na herança. Com o patrimônio no bolso, cai na vida e torra tudo. Longe da casa paterna, acaba indo trabalhar numa fazenda de criação de porcos. Ficou em petição de miséria. O dono da fazenda não lhe dava nem as bolotas com que alimentavam os porcos. Caindo em si, voltou pra casa, onde foi recebido de braços abertos pelo pai. Está no Evangelho de Lucas (Lc 15, 11-32).

Pois o centrão não deu as bolotas destinadas aos porcos a Ciro. Entregou-as a Alckmin. E o sonho cirista de ser o candidato da centro-direita no país deu com os burros n'água (ou, mais apropriadamente com os porcos n'água). Nem o PP de seu ex-patrão Benjamin Steinbruch que Ciro e o PDT davam como garantido sobrou. Nada.

Essa quinta (19) foi o dia em que o cenário eleitoral finalmente destravou. As bolotas dos porcos do centrão foram para Alckmin, ele saltará de de 1min18seg em cada bloco no horário eleitoral gratuito para mais de 4 minutos, 40% do tempo destinado aos partidos na TV. E ainda falta o MDB, para que fique completo o bloco do golpe. 

Ciro foi rápido, como o rapazinho da passagem bíblica. Saiu correndo de volta para casa e hoje mesmo reconheceu que Lula é o grande líder político do país e, de apoiador da Lava Jato, passou a crítico. Referindo-se à situação absurda do domingo histórico (8 de julho) em que uma trama urdida pela elite do Judiciário impediu a libertação de Lula, Ciro afirmou numa reunião com as centrais sindicais na tarde de hoje: "Como pode, num domingo só, tanta aberração lidando com coisas graves como a liberdade do maior líder político do país?". Uma declaração inédita que terá enorme impacto na costura da reunificação da esquerda.

Teve mais: "O Brasil nunca será um pais em paz enquanto o companheiro Lula não restaurar a sua liberdade", disse Ciro diante das centrais sindicais. "Eu acredito nisso, eu luto por isso", completou -o que não era verdade, até agora. Ciro vinha ignorando olimpicamente a prisão de Lula, inebriado com sua chapa que se tornou fumaça.

A partir desta quinta, tudo pode caminhar para seu leito normal. A definição do centrão de fato destrava a disputa. Extrema-direita vai com extrema-direita (Bolsonaro e mais uns gatos pingados), direita vai com direita (Alckmin e o Centrão) e esquerda vai com esquerda (sob a liderança de Lula). Agora há chance de Lula ser lançado a presidente com Ciro como seu vice e mais PSB, PC do B e até PSOL na aliança. 

Ciro não fez este giro brutal hoje por causa dos belos olhos dele. Foi porque entrou pelo cano mesmo. Mas deve ser acolhido de volta em casa como o foi o rapaz da passagem bíblica. Com roupa bonita e uma grande festa.

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PS meu: depois da "grande festa" sugiro o enforcamento do sujeito pela língua 

PSOL colocou louco delirante de ultra-direita na Câmara Federal



Claro que você poderia argumentar que foram os eleitores que escolheram essa aberração, mas se não fosse apresentado como líder de classe e combatente pelos direitos do trabalhador por um partido que as pessoas creem ser de esquerda dificilmente seria eleito.

Quantas pessoas progressistas não votaram nessa coisa porque era do PSOL e, portanto, progressista? Numa sigla de aluguel evanjegue seu discurso se perderia em meio a outros picaretas e dementes.

Colocando os pingos no is


"Nossa, mas você publicou dois textos mutuamente excludentes: num o PT tem vaga garantida no segundo turno, no outro o PT nem  sequer poderá disputar a eleição presidencial, a não ser apoiando alguém discretamente?". Sim, exatamente isso. As duas possibilidades são igualmente possíveis e, acredito, igualmente desastrosas.

O PT sustentar a candidatura Lula até o fim, até a rejeição do último recurso possível, e lançar em seu lugar um candidato potencialmente forte como Haddad, Jaques Wagner ou qualquer outro vai levar,  sim, o partido ao segundo turno e, provavelmente à vitória. O problema é que essa vitória é inaceitável na ditadura em que vivemos. Seria a derrota ampla, geral e irrestrita dos golpistas. Quando foi que se viu um golpe de estado ser derrubado em algumas dezenas de meses com o retorno das vítimas ao governo?

A meganhagem de toga, farda, distintivo da PF, microfone da Globonews e similares não vai aceitar  e tem poder para isso. O Judiciário e a PF se tornaram aglomerados de gangues lutando entre si no saque do país. A mídia e os militares são profundamente antinacionais e têm laço$ fortíssimos com os EUA. Nenhum desses grupos dá a menor bola para o poder legítimo saído das urnas. O governo do PT seria derrubado de novo e, provavelmente, de forma muito mais violenta.

Se a manutenção das aparências eleitorais leva à vitória do PT e possível pinochetazo, o que aconteceria se o PT desistisse na prática da eleição por força da perseguição da meganhagem? A manutenção de uma ditadura sem legitimidade, sem projeto e sem apoio popular nenhum. A continuação da destruição total do país. A ampliação da revolta de setores da população contra o sistema, com possível repressão cada vez mais brutal.

E a saída? Não existe. A "saída" era a continuidade democrática, que provavelmente levaria agora ao governo o PSDB, só que com legitimidade. O aperfeiçoamento das instituições, o revezamento democrático de forças no governo e o progresso econômico e civilizacional eram a saída do buraco em que vivíamos. Entre 2013 e 2018 esse caminho foi fechado, provavelmente para sempre, no mínimo por décadas. Excluindo uma sucessão de eventos aleatórios, todos favoráveis, essa geração está acabada. Nada de bom sairá dessa desgraça. Os milhares de promotores, juízes, advogados, empresários, fazendeiros, pastores e agentes policiais abertamente racistas, antinacionais, profundamente ignorantes e que sonham em roubar o máximo do Brasil e depois mudar para Miami continuarão aqui por muito tempo. Talvez consigam criar uma nova geração ainda pior que essa.

O PT está banido da eleição presidencial, com ou sem Lula

Weden Alves

PROSCRITO

O PT ainda não se deu conta de que hoje é, oficiosamente e ao menos para suas intenções presidenciais, um partido proscrito. Insistir na candidatura Lula é uma questão de honra, de respeito pela História, e a sigla deve levar essa bandeira até o final. Mas os petistas devem estar cientes de que setores dominantes do Judiciário agem hoje como um bando justiceiro, daqueles existentes ainda nos rincões do país, a ameaçar pessoas e executar vinganças.

E a maioria dos ministros do STF e do STJ é hoje cúmplice desse bando. Eles vão se acoelhar ante qualquer decisão arbitrária do Judiciário militante de baixo clero e aliado dessa quadrilha neoliberal que tornou de assalto o país.

O que significa que qualquer que seja um candidato petista que ouse se apresentar como herdeiro de Lula será caçado, sem qualquer escrúpulo, como um pária não só pela mídia dos barões mafiosos que são, como também pelo aparelho miliciano composto por certos procuradores e policiais federais, com a certificação do bando de toga.

Mas parece que alguns petistas insistem em fazer uma leitura dilmista (e seu republicanismo francês) dessa guerra assimétrica.

Em tempo: essa guerra aberta é contra toda a resistência ao modelo neoliberal-autoritário instaurado. E só não incomodam Boulos e Manuela, porque eles são nanicos.

Segundo turno deverá ter candidato do PT contra o Direitão


Renato Janine Ribeiro

Então parece que Alckmin deu uma dentro, uma grande. Umas horas depois de o Centrão (mais ou menos, a direita sem ideologia) se unir para emplacar um nome como vice, seu peso na TV foi entregue a Alckmin - que terá uns 40% do tempo de propaganda gratuita. 

Ao mesmo tempo, Bolsonaro fica com 8 segundos, salvo grande mudança em seu favor. Poderá dizer, p ex, "Com Bolsonaro homem será homem e mulher será mulher" - isso deve exigir uns 3 segundos. 

Ciro fica meio a ver navios. Agora, uma aliança com o PT se torna crucial para ele.

Marina, com uns segundos a mais que Bolsonaro. Não dá para exclui-la (nem ele!) totalmente, mas ficaram improváveis.

E, salvo um erro muito grande por parte de Lula, o que me parece difícil, um nome no 2º turno será do PT.

De modo que parece que tinham razão os que diziam que a final será PT-PSDB.

Banditismo político golpista se une em torno da candidatura do Picolé de Chuchu



Rosa dos ventos


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