quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Leandro Karnal é uma vergonha para a historiografia brasileira

Gustavo Conde

Depois de ver Leandro Karnal se expor mais uma vez sem a menor cifra de autopreservação intelectual, desfilando sua síndrome de abstinência política misturada à pretensão de neutralidade ideológica, o meu sentimento é de nojo.

Um nojo simples, desses que sentimos quando pisamos em algum fluído orgânico desconhecido.

Só para ativar a memória que mergulha acelerada ao esquecimento: a primeira auto exposição suicida do historiador foi quando ele posou para uma foto com Sergio Moro.

A reiteração da mediocridade se deu ontem, em sua leitura do Roda Viva com Jair Bolsonaro, postada em seu Facebook. Recebi o texto de um amigo, chocado com o inacreditável sub letramento do professor da Unicamp.

Choca porque ele acusa um déficit muito grande das teorias semi contemporâneas da linguagem – quiçá as contemporâneas. Leandro Karnal é uma vergonha para a historiografia brasileira, um agente infiltrado na academia como tantos outros, mas com a primazia de ser digno de um relato de caso.

Por muito pouco, ele não vai passar como um apoiador de Bolsonaro, tal é a ginástica ressentida que ele apresenta ao nivelar os discursos políticos em um mesmo balaio cognitivo.

Karnal acha que a linguagem é desinteressada e neutra. E, de maneira constrangedora, responde às próprias angústias intelectuais decorrentes da sua limitação de leitura da realidade e suas interfaces linguísticas (simbólicas).

Vale muito pouco a pena conferir sua leitura de Bolsonaro, senão como o registro de uma alma perturbada, vazia e solitária, em busca de algum tipo de aprovação.

Fico aliviado em saber que, desde quando apareceu na cena pública do comentário, Leandro Karnal já me causava uma certa náusea, seja pelo seu narcisismo carente, seja por suas piadas extremamente preconceituosas (falsamente inteligentes).

É vital exercitar o ‘faro’ para essas fraudes que insistem em aparecer na cena do comentário público e da academia. Aliás, é preciso que a própria academia dê início a um protocolo de desmascaramento dos agentes carreiristas que lhes intoxica o funcionamento e lhes frauda os regimes de dedicação docente exclusiva ou não.

A universidade pública brasileira merece – e precisa de – uma cultura docente menos comprometida consigo mesma. A universidade pública brasileira não merece uma cultura docente agindo como um braço mais podre e mais pobre do judiciário - o 'ganhar' sem 'trabalhar'.

Ludibriar o público leitor igualmente prejudicado do Estadão com cacoetes acadêmicos para reproduzir preconceitos políticos pode ser considerado um dos gestos mais degradantes da civilização.

Étienne de La Boétie não merecia ter sido tão citado pelo historiador brasileiro. A reputação do filósofo francês no Brasil também foi abalada pelo seu ‘apud’ menos brilhante, a despeito da calva lustrada.

Que leiamos um pouco de Rimbaud para exorcizar tamanha mediocridade.

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