sexta-feira, 3 de agosto de 2018

As palavras mudam, mas o horror permanece


Nelson Barbosa

Chamava-se "revolução" o golpe de 1964.
Chamou-se "impeachment" o golpe de 2016.

Chamava-se "AI-5" a perseguição à cultura e educação.
Chama-se "corte de verbas da Capes" o esvaziamento da educação e da pesquisa.

Chamava-se "comunista" toda a teoria de Paulo Freire.
Chama-se "Escola sem partido" a nova configuração da escola no país.

Chamava-se "cassação de direitos políticos" a perseguição de então.
Chama-se "prisão sem provas" a extinção de direitos humanos e políticos de agora.

Chamava-se "Militar" o regime de então.
Chama-se "Judiciário" o regime de agora.

... e por aí vai...

Não precisamos ficar esperando que os mesmos nomes se repitam para entendermos o que fatalmente nos acontece hoje.

Os ideólogos de plantão parecem mais bem articulados que nós: mudaram as narrativas para embaralhar nossas militâncias.

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