sábado, 11 de março de 2017

Lulu, o chanceler do postiço

Claudio Guedes

Sobre a Venezuela, o tucano paulista disse em entrevista ao Estadão que do ponto de vista dele o país é uma ditadura.

Sem entrar no mérito da questão política interna da Venezuela, que acompanho apenas à distância, me parece que um país onde o presidente da República foi eleito pelo voto popular, em eleições legitimas e acompanhada por observadores internacionais, e onde a oposição controla, desde 2015, o Poder Legislativo, dificilmente poderia ser chamado de "uma ditadura".

Mas é o Lulu, o sangrador de presidentes eleitos. Seu nome completo? Aloysio Nunes Ferreira.
Não gosta de respeitar resultados de eleições, o bacana. A menos que ele seja vitorioso. Derrotado em 2014, quando compôs a chapa presidencial do PSDB com Aécio Neves, chegou ao poder central pela farsa do impeachment.

Nos últimos tempos ganhou fama, na verdade, má fama, pela postura agressiva e vulgar contra um jovem jornalista que lhe fez uma leve provocação. Também está na lista dos que receberam grana de empreiteiros investigados na Lava Jato.

Na verdade, desde 1990 quando se afastou dos companheiros que o ajudaram no inicio da carreira política, um grupo ligado aos setores renovadores do Partidão, passou a ter suas eleições bancadas por empreiteiros & grandes fornecedores do estado paulista. Sua relação com o operador dos tucanos nas obras da Dersa (Rodoanel e estradas estaduais) é conhecida largamente por todos que acompanham de perto a política em SP.

De lá para cá suas escolhas políticas dizem muito de quanto mudou ... foi vice-governador de Fleury Filho em SP e candidato a vice-presidente de Aécio Neves. Edificante, não?

Vai sobreviver por quanto tempo no governo do postiço? Conseguirá sobreviver ao calhamaço de denúncias da Odebrecht?

Bom, se considerarmos as trajetórias de Jucá, Henrique Alves, Geddel, Serra, Padilha (que está cai, não cai) sua sobrevida será curta.

Vamos acompanhar ...

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