quinta-feira, 16 de março de 2017

Jornalista fascista Fábio Pannunzio ataca estupidamente vereador fascista Fernando Holiday

Pannunzio dá show de mau jornalismo na entrevista com Holiday 

Por Renato Rovai 


Depois de ler algumas postagens sobre a entrevista do repórter Fábio Pannunzio, da Rádio Bandeirantes, com o vereador Fernando Holiday decidi buscá-la na internet.

Boa parta da minha timeline estava exultante com o fato de Pannunzio ter colocado "o moleque fascista" no seu devido lugar.

Então, eu que acho Holiday um garoto de caráter duvidoso e que a partir da leitura da matéria do BuzzFeed passei a ter convicção que ele praticou sim, caixa 2, como, aliás, praticamente todos vereadores da atual Câmara de São Paulo devem ter feito, vou ouvir a entrevista.

E eis que saio dela com a convicção que Holiday não foi o canalha da vez naquele show de horrores produzidos numa concessão de rádio, mas sim o colega de profissão, Fábio Pannunzio, que de maneira autoritária tratou Holiday não como um entrevistado, mas como um safado que estava ali para tomar umas bordoadas ao vivo e divertir sua audiência.

O jornalismo capanga, clássico nos programas policias da tarde, veio para a política de uma forma acintosa nos últimos tempos.

E produziu, por exemplo, gente como Marco Antonio Vila, que todos os dias atacava o ex-prefeito Fernando Haddad como se fosse um delegado de polícia xingando um estuprador.

Pannunzio está buscando ser o Vila da Band. E isso cada dia isso fica mais claro. Nas poucas vezes que lhe ouvi nos últimos tempos ele fica vociferando opiniões sobre tudo e todos. E sempre falando do alto de uma soberba e como se fosse o pastor de um templo de isenção.

Jornalismo não é isso. É algo um pouco mais sofisticado.

Ter opinião é absolutamente natural, fazer de conta que ela é verdade absoluta é outra coisa. Não tem nada a ver com jornalismo e é extremamente perigoso se praticado por pessoas ambiciosas, como parece ser Pannunzio.

Na entrevista com Holiday, ele exige que o entrevistado diga o que ele quer ouvir. E como isso não acontece, o trata como se fosse um moleque chegando ao ponto de lhe cortar a voz ao mandar derrubar a ligação.

Não gostar das opiniões de Holiday ou das explicações que ele dá para a matéria do BuzzFeed, muito bem feita por sinal, não me fará associar a este tipo de jornalismo fascista.

Quem conhece um pouco dos ambientes de redação sabe o que é lidar com esse tipo de profissional como Pannunzio demonstra ser. E sabe também quanto este tipo de postura de briguento de botequim e não de jornalista influencia de forma negativa a formação dos jovens que estão chegando na área.

E faz com que eles ao invés de estudarem, prefiram treinar como gritar mais alto decorando frases baseadas no senso comum.

Em suma, o que Pannunzio fez com Holiday é pior do que o caixa 2 denunciado pelo BuzzFeed. E faz mais mal para a sociedade. Porque se todos os jornalistas começarem a se comportar como ele, acabou-se qualquer possibilidade de a mídia ser um espaço minimamente democrático.

PS: Se quiser ler o que a defesa do Pannunzio sobre o que fez, passe lá no blogue dele. Onde você pode escutar, inclusive, aquilo que ele chamou de uma entrevista.

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