segunda-feira, 13 de março de 2017

Alexandre de Moraes janta com Leandro Karnal



—  Boa noite, professor. Obrigado por aceitar o meu convite pra jantar.
—  Eu não aceitei. Você me obrigou. Vim numa viatura da Polícia Federal.
—  Professor, só quero que minha equipe registre esse momento. Sente- se e sorria, por favor, como fez no encontro com o Moro. Isso. Muito bem.
—  E se eu não sorrisse?
—  A escolha é sua.
—  Sinto- me intimidado. Estou deveras abichornado com tudo isso!
—  Como o senhor fala bonito. E passa uma serenidade, mesmo irritado. Queria ser assim.
—  Comece sendo menos autoritário.
—  O senhor pode me dar algumas dicas?
—  E se eu me recusar?
—  A escolha é sua.
—  Ok. O que você quer saber?
—  Primeiro, queria passar essa sabedoria que o senhor passa. Qual o segredo?
—  O segredo está na posição do queixo.
—  Como assim?
—  É preciso mantê-lo sempre levemente pra cima.
—  Assim?
—  Não, está exagerado. Você está quase com a cabeça pra trás. É preciso equilíbrio até que ache esse ângulo imperioso.
—  Ok, vou treinar em casa. O que mais?
—  Saiba de cabeça pelo menos cinco grandes frases de pensadores.
—  Ah, isso eu sei. Decorei.
—  Diga uma.
—  "Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá- las". Aristóteles.
—  Aristóteles nunca disse essa frase. Onde você leu?
—  No livro do Chalita. Qual a próxima dica, mestre?

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