domingo, 19 de fevereiro de 2017

Michel Temer e Roberto Freire discutem mudanças no Prêmio Camões de Literatura


Michel Temer conversa com Roberto Freire sobre mudanças no Prêmio Camões de Literatura.

— Roberto, que papelão, francamente!
— Ah, desculpa, eu não aguentei, presidente...
— Estou me referindo àquele escritorzinho comunista.
— Ah, sim, o Raduan. Um oportunista, mau caráter.
— Ganhou 100 mil euros da gente e ainda reclama?
— Pois é, presidente, não se pode confiar nunca num comunista.
— Chamei você aqui porque quero fazer algumas mudanças nesse prêmio.
— O senhor manda.
— Vamos começar pelo nome. Quero prestigiar um autor nacional. Alguma sugestão?
— Prêmio Gabriel Chalita?
— É um grande nome, mas ele está com o Haddad agora.
— Que tal Prêmio Merval Pereira de Literatura?
— Ele tem livro publicado?
— Acho que não, mas é membro da Academia Brasileira de Letras.
— Ótimo! A Globo vai adorar. Quero também acrescentar uma nova categoria. Cota pessoal.
— Que categoria seria essa?
— Livros pra colorir. A mãe da Marcelinha quer concorrer. A velha até que tem bom gosto com as cores, sabia?
— Posso imaginar, presidente.

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