domingo, 4 de dezembro de 2016

Morre o colunista sujo José Ribamar Ferreira, vulgo Ferreira Gullar


Nelson Barbosa (12/09/2016)

Eu às vezes tomo um Omeprazol com Dramin e dou uma sapeada nas crônicas dominicais do golpista Ferreira Gullar, na não menos golpista Falha de S.Paulo.

Não porque eu tenha um desejo mórbido de sentir nojo ou de vomitar as tripas, mas porque, como professor de literatura e sua teoria, me sinto na obrigação de atestar a indigência moral deste indivíduo caso algum eventual aluno me pergunte sobre ele e eu só tenha impressões negativas para dizer - ossos do ofício, talvez.

Pois não é que o indigente diz que políticas sociais de Lula/Dilma levaram o país a uma crise econômica estratosférica? E eu pergunto, por onde andou este estrume até agora, no alto de seus oitenta e tantos anos, que nunca viu que o Brasil, ao longo de seus 500 anos, só viveu crises econômicas para enriquecer as elites (incluindo seu patrão, o frias) e nunca - antes na história desse país - havia inserido o pobre no seu orçamento como fez o PT? E de que crise econômica este escroto quer falar?

Tá aí mais um que se um dia escreveu poesia o fez apenas para encher os bolsos, como o faz agora se metendo a comentarista econômico para exaltar o herdeiro que lhe puxa as rédeas todo domingo oferecendo-lhe feno para sua velhice apodrecida.

Juremir Machado da Silva (05/01/2012)

Nada mais conservador do que um ex-comunista. É a síndrome do ex-fumante ou do ex-drogado, o cara que cria uma fundação para pregar a moral que não viveu.

Para ser colunista nos jornalões brasileiros, é preciso, em geral, ser muito conservador ou transferir capital de um bolso para outro, usando a fama de uma atividade como base para o exercício de outra.

A direita domina amplamente os chamados espaços de formação de opinião na imprensa. Há jovens que sobem logo ao trono, adotando ideias reacionárias e velhas que, enfim, conquistam novos prêmios, espaços e adulações repetindo fórmulas gastas pela mídia soberana.

...

Como cronista, Ferreira Gullar é um Neymar improvisado de lateral. Há quem confunda ter criticado o stalinismo, na época da queda do muro de Berlim e das ditaduras do Leste europeu, com louvação ao capitalismo sem regulação, esse que quebrou a Europa e parte da economia dos Estados Unidos.

Pois é, o poeta Ferreira Gullar perdeu-se em corsos, comícios, discursos a granel. Vai ver que é a coincidência do nome com outro maranhense: José Ribamar.

Cristóvão Feil (04/12/2016)

Ex-stalinista, Ferreira morre adepto da direita mais atrasada do mundo: o conservadorismo da Casa-Grande.

Wagner Iglecias (05/12/2016)

Não conheço direito a obra de Ferreira Gullar e prefiro não comentar. Mas nos últimos anos observei o espanto de muita gente com a guinada ideológica do poeta. Acho que alguém que foi de esquerda na adolescência e na juventude tornar-se de direita aos 35 ou 40 anos de idade é, em muitos casos, compreensível. O que é estranho é alguém tornar-se de direita aos 70. Deve ser duro lidar com a negação daquelas ideias com as quais se entendeu no mundo durante uma vida inteira.

Um comentário :

  1. Não há nada mais belo que assumir um equívoco e reconhecer a verdade quando esta se descortina . Porém quando se conhece a injustiça social e se visualiza todos os crimes que as elites praticaram no decorrer da história , e depois passa-se a defender os argumentos dessas mesmas elites, não é mais assumir um equívoco , mas sim repudiar os mais nobres sentimentos adiquiridos através da sabedoria. Contudo, acredito que , alguém que tenha conhecido uma vez a verdade, tornou-se um liberto, através da própria verdade, como disse certa vez um grande mestre. Negar convicções , consubstanciadas na verdade, em meu entendimento, significa jamais ter conhecido a verdade em qualquer aspecto . Os verdadeiros ideais nunca morrem naqueles que os vivenciaram na sua essência espiritual.
    Gostaria de prestar uma homenagem ao poeta, não ao homem.

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