quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Indícios sugerem irresponsabilidade e imperícia na queda de avião da Chapecoense

Autoridade colombiana diz que pane seca causou queda de avião da Chapecoense 


Jornal GGN - O avião que levava a equipe da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana em Medellín, na Colômbia, caiu sem “uma gota de combustível”, afirmaram autoridades da Aeronáutica Civil da Colômbia. 71 pessoas morreram no acidente e seis ficaram feridas entre jogadores, integrantes da comissão técnica, jornalistas e tripulantes.

Fredy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil explica que a pane seca teria apagado os motores.  “Motores são a fonte elétrica. Você pode ter uma turbina adicional, mas se não tinha combustível, vai ter uma pane elétrica", afirmou.

A tese da pane seca se fortaleceu com a divulgação de áudios que mostram a comunicação entre a Torre de Controle do aeroporto de Medellín e Miguel Quiroga, o piloto da aeronave.

"Senhorita, LaMia 933 está em falha total, falha elétrica total, sem combustível", disse o comandante pouco antes da queda.

Bonilla ressaltou que as regras internacionais exigem que uma aeronave precisa ter combustível suficiente "para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva".

A LaMia afirmou que o Avro RJ 85 tinha autonomia de até 2.965 quilômetros, sendo que a rota realizada tinha 2.940 quilômetros e o consumo pode variar de acordo com o peso total e das condições do vento.

O secretário colombiano também ressaltou que o pilotou não relatou imediatamente que estava em um situação de emergência e que ele deveria ter alertado antes a Torre de Controle.

Gustavo Vargas, diretor da LaMia, disse que o piloto deve ter avaliado que o combustível era suficiente para chegar ao destino, já que havia a opção de fazer uma escala em Bogotá para reabastecimento. “Trata-se de um piloto com muita experiência, treinado na Suíça", disse Vargas.

As autoridades da Colômbia trabalham junto com especialistas brasileiros, da Bolívia, técnicos do Reino Unido (onde foi fabricado o avião) e a Agência Nacional de Investigação de Transporte Aéreo dos Estados Unidos para esclarecer o acidente. 

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