terça-feira, 21 de agosto de 2018

A Democracia Começa a Reagir



LIVE DO CONDE: A Democracia Começa a Reagir

Empresário não gera empregos


Milly Lacombe

Uma das perguntas na entrevista com o Haddad foi como fazer para o empresário voltar a ter confiança para assim poder gerar empregos. O que gera emprego é demanda e não confiança. O empresário não acorda saltitante e confiante numa segunda-feira e diz: vou gerar 10 empregos hoje.

Empresário não gera emprego. O que gera emprego é demanda. Quando pararmos de santificar, bajular e engrandecer essa figura chamada empresário e colocarmos o foco no lugar certo talvez saiamos dessa lama.

*

Eu escrevo: "empresário não gera emprego, que o que gera emprego é demanda" e o rapaz comenta: "Ah, se empresário não gera, quem gera?"
D-E-M-A-N-D-A, meu filho.
Eu hein.
Eu hein.

*

E já que estamos nessa, tem outra coisa. Empresário também não “dá” emprego. Se nessa relação alguém dá alguma coisa para alguém é o funcionário para o empresário. Mas os verbos não são usados ao acaso. É conveniente que achemos que o emprego é um favor oferecido

Precisamos de uma cela maior


Temer tem apoio total


Era Bozozóica


Folha publica a maior fake news do ano para homenagear o dono morto



Moisés Mendes

A Folha online assegura agora em manchete que Otávio Frias Filho liderou a campanha das Diretas.

É a maior fake news do ano. E o homem está morto. Fake news em obituário.

(E o mais engraçado é que a manchete junta as Diretas com a reforma do jornal.)

O Cabo sobe ao monte


Sinal dos tempos


Otávio Frias morre e deixa um legado de ódio


Morte de um inimigo é sempre um desafio pra urbanidade.

Se eu fosse uma pessoa muito boa, eu lamentaria a morte e me ateria ao lado bom do morto que, claro, como todo ser humano ele o tem;

Mas não sou uma pessoa muito boa e, portanto, me limito ao espaço da decência civilizatória e lamento o sentimento de dor dos familiares e sou solidário a eles; 

Quanto ao morto, vai levando consigo a responsabilidade de ter sido um dos mais ativos militantes do retrocesso e da barbárie social que a sociedade brasileira vive atualmente. Tavinho fez muito contra os pobres, jogou todo o peso de sua imprensa marrom contra os mais desvalidos, os mais necessitados. Vai e deixa um profundo rastro de ódio sulcado na alma e nos corações de seus seguidores.

Parafraseando o nonno Fernando Morais, "A famiglia Frias é inimiga do povo e assim deve ser tratada"

Brasileiros em Harvard


Celebrando a Morte


René Amaral

A morte é o mistério supremo, no caminho da vida é a última porteira, e ao atravessa-la nem sequer podemos vislumbrar o que nos espera, dai o pavor que Inspira. 

Povos há, e houve, que celebram, celebravam o mistério, e promoviam a matança dos iguais numa celebração aos deuses.

Para os astecas era uma missão, e a oferenda eram os vencidos em guerra, até hoje a cultura mexicana celebra e festeja seus mortos com comidas, bebidas e música.

Mas celebrar a morte de alguém pode ser bem mal visto, esse povo politicamente correto acha feio tripudiar sobre o luto alheio, como se já não estivessem agendadas as celebrações pela morte do Lula. Se no ato de sua chegada preso em Curitiba houve aquele festival de fogos de artifício, imagina no dia do passamento.

Eu jamais celebraria a morte de alguém simplesmente por pensar de modo diferente do meu, o pensamento é livre, e não pensar é opcional, problema deles. 

Então que mortes podemos, devemos celebrar?

E essa não é pergunta retórica, tanto que eu mesmo respondo: a daqueles que perseguem os que pensam diferente, a dos mentirosos, mistificadores, vendilhões da alma humana, impiedosos, covardes, assassinos frios e opressores…

Por isso agora, aqui, me dispo de todos os pruridos e dou parabéns ao Brasil, pois Otávio Frias foi abrilhantar o inferno.

A morte de Otávio Frias de Oliveira Filho

A morte não melhora ninguém...
Mario Quintana

Ricardo Costa de Oliveira

A morte precoce por doença de Otávio Frias de Oliveira Filho, herdeiro do Grupo Folha, herdeiro de velhas famílias do Rio de Janeiro e de São Paulo, trineto do Barão de Itambi, é muito simbólica nesta conjuntura ao revelar o fim de um tipo de mídia, o fracasso de uma elite cultural da classe dominante tradicional, incapaz de se modernizar e que se enterra junto com o fracasso do Golpe de 2016.

Otavinho foi um dos protagonistas da "Contrarrevolução de Cashmere", as manifestações da plutocracia paulistana na derrubada da democracia, frustrando a promessa de tornar o Brasil uma sociedade democrática, sonho acalentado desde a transição da última ditadura (não ditabranda) nos anos 70-80.

O fracasso civilizatório profundo de setores do empresariado, da mídia, do sistema judicial e das forças armadas de segurança, em se educarem, se aprimorarem culturalmente, se modernizarem e se democratizarem, estes que são os responsáveis pela profunda miséria golpista que o Brasil vive hoje em dia e com consequências ainda imprevisíveis. Quem se lembra da promessa frustrada do papel progressista da Folha de São Paulo na Campanha das "Diretas Já", nos idos de 80 e o retorno do golpismo, do autoritarismo e da indigência intelectual oportunista e subserviente ao atraso nos últimos anos, movimentos reacionários que jogam o Brasil em profunda crise civilizatória causada pela incapacidade desta mesma classe dominante em se modernizar, aceitar a democracia, a inclusão social e parar de afundar o país como fazem na perseguição golpista e autoritária contra Lula, contra a democracia, contra a modernidade, contra a ética e contra a civilização.

Bolsonaro confirma que vai retirar o Brasil da ONU

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Sim, Bolsonaro é um mito.


Thomas de Toledo

Sim, Bolsonaro é um mito. Ele é um mito do ódio a tudo o que significa civilização. Um mito dos sentimentos mais sombrios, violentos e ignorantes que foram represados pelo avanço dos valores iluministas e do Estado democrático de direito.

Bolsonaro é um mito para o empresário sonegador e explorador que sonha voltar a comprar escravos por arroba, mas que tem que se submeter à CLT e à Receita Federal.

Bolsonaro é um mito pro latifundiário que quer tomar terras de índios, grilar áreas públicas da União, usar agrotóxicos indiscriminadamente e empregar mão de obra escrava, mas que tem que se limitar pela legislação ambiental, social e trabalhista.

Bolsonaro é um mito para o homem que odeia a mulher e a subjuga pela violência, mas que agora tem que se conter pela Lei Maria da Penha.

Bolsonaro é um mito para as viúvas da ditadura que têm saudade de torturar, estuprar e matar aqueles que odiavam, mas que não podem mais fazer por causa dos tais direitos humanos.

Bolsonaro é um mito para aquele nazista que guarda relíquias da Alemanha de Hitler e faz musculação para agredir quem odeia, mas que é bloqueado por um tal código penal.

Bolsonaro é um mito para aquele pastor evangélico fundamentalista que pretende expandir seus negócios, mas que sempre encontra barreiras no fisco.

Bolsonaro é mito para aquele brasileiro com complexo de vira-latas que bate continência aos Estados Unidos, mas que estava indignado em ver o Brasil virar a 6a economia do mundo na Era Lula.

Sim, Bolsonaro é um mito para todo aquele que deseja expressar livremente seu ódio a comunistas, mulheres, negros, gays, muçulmanos, religiosos afro-brasileiros e imigrantes, mas que sempre são contidos em seus impulsos bestiais pelos valores e legislações do mundo civilizado.

Bolsonaro é, portanto, um mito que emerge das entranhas do intestino grosso daqueles que desejam odiar mas são proibidos. Dos que querem explorar, sonegar, grilar e roubar e dos que almejam ter armas para matar, mas não podem.

Bolsonaro é um mito da sombra de tudo aquilo que o Brasil não quis olhar, que foi empurrando para debaixo do tapete, mas que agora encontrou um porta-voz. Ele expressa a ignorância, o anti-intelectualismo e o que de pior o senso comum é capaz de produzir. Assim, seduz incautos e inconsequentes que classificam-se como "cidadãos de bem".

O Brasil está doente e Bolsonaro é apenas um sintoma visível. Mesmo que não seja eleito, os fantasmas que o "mito" ressuscitou, necessitarão de um bom tempo para serem exorcizados. Ele tem o papel de didaticamente mostrar aquilo que precisa ser curado, extirpado e banido. Quando este mito e tudo o que ele representa for derrotado, o Brasil estará curado. No seu lugar, um mito que representa a solidariedade, a paz e a harmonia deve ser instalado.

A coisa já esteve bem melhor para Sergio Moro

Gustavo Conde

Moro pode acabar sendo preso. O que era sonho começa a ter cifras de realidade. Ele vem sendo execrado e ridicularizado não mais apenas pela blogosfera, mas por grande parte da imprensa internacional e agora até por parte da imprensa brasileira, de maneira sutil e só 'rastreável' no tom dos textos.

Por exemplo, a chamada de hoje sobre Moro na Folha é "Moro faz sua própria defesa no caso de guerra de decisões sobre Lula".

Não há mais pressuposto como meses atrás: é 'guerra de decisões', não 'manobras judiciais do PT'.

Mais: Moro aparece como réu (ele 'faz sua própria defesa').

A coisa já esteve bem melhor para Sergio Moro.


Moro está em seu momento "Ofélia". Cuspido pelo golpe que o gestou, ele começa a desovar cifras de insanidade. Eu achei que ele seria preso. Mas talvez, eu tenha errado. Ele pode vir a ser internado.

Leiam mais um trecho de seu depoimento ao CNJ:

"Teve ainda o julgador presente que se fosse efetivada a soltura, o relator natural da ação penal provavelmente revogaria a decisão no dia seguinte ao término do plantão, com o que ter-se-ia que restabelecer a prisão do condenado. Ocorre que isso talvez não fosse tão simples. Da primeira vez, como é notório, a ordem de prisão exarada em 05/04/2018 só foi cumprida em 07/04/2018, uma vez que o condenado cercou-se de militantes partidários e resistiu ao cumprimento da determinação judicial. Naquela oportunidade, somente a cautela e a paciência da Polícia Federal evitaram que uma tragédia ocorresse e que inocentes fossem feridos. Não se justificaria renovar a mesma situação de risco a terceiros por conta de ordem de soltura exarada por autoridade absolutamente incompetente”.

Não é um texto técnico, não é um texto claro, tampouco é um texto dotado de coerência básica. São frases desconectadas, sob forte registro heterogêneo. Não há progressão e, ademais, é um texto claramente canalha quando distorce a rendição pacífica de Lula - que aliás, nem deveria 'vir ao caso', uma vez que ele depõe instado por agir ilegalmente com telefonemas e pressões indevidas para não cumprir o rito de um habeas corpus.

O texto é realmente obra de alguém prestes a entrar em processo de psicose. Ele está com medo, está confuso, está abandonado.

Lula vence as Eleições e chega ao Palácio do Planalto, em versão 8 bits

Eleição é campo de combate contra o fascismo, o golpe e o retrocesso social


Luis Felipe Miguel

A eleição de outubro tem que ser abordada em três níveis simultâneos.

(1) A luta contra o fascismo. Não é possível fingir que o fenômeno Bolsonaro não existe. Seu discurso pode chocar pelo grau de estupidez que contém, mas o fato é que cativa um em cada seis eleitores brasileiros. Pessoas que se curvam às soluções aparentemente mais fáceis, que não exigem nenhum esforço de pensamento: a solução para a criminalidade é pena de morte e armamento da população, estupro se resolve com castração química, retirada de direitos combate o desemprego. E que, levadas pela adesão ao "mito", que se torna uma vinculação emocional e um elemento da própria identidade, vão aceitando todo o resto. Bolsonaro pode propor o fim da escola pública como solução para eliminar a "doutrinação marxista", pode anunciar a retirada do Brasil da ONU igualmente "comunista", pode dizer em público que as mulheres devem ficar caladas - estou me limitando a algumas das sandices dos últimos dias - que seu público aplaude ou pelo menos releva.

O bolsonarismo é uma das engrenagens que têm permitido que o racismo, o sexismo e a homofobia, sempre presentes na sociedade brasileira como discursos difusos e práticas entranhadas nas estruturas sociais, passem a ser também assumidos como identidades militantes. Ao negar o discurso dos direitos, ao qual contrapõe uma mistura indigesta de lei da selva, "meritocracia" e fundamentalismo cristão, ele nos aproxima da barbárie.

É importante combater este discurso, que torna tóxico o espaço público e, como um buraco negro, arrasta toda a discussão política para o patamar mais baixo de degradação e caricatura. É importante impedir que ele se alastre e, sempre que possível, induzir a dúvida em seus seguidores.


(2) A luta contra os retrocessos sociais. Mas não basta combater o fascismo (mal) disfarçado que Bolsonaro encarna. Marina Silva enfrentou o ex-capitão na Rede TV!, fez com que vacilasse, mostrou que mesmo uma persona política tão pouco combativa como ela é capaz de, com um pouco de firmeza, desconstruir os absurdos que ele fala, de uma maneira que até o público dele possa entender. Parabéns para ela.

Mas o que Marina Silva nos diz sobre a emenda constitucional que congelou o gasto social? Sobre a reforma trabalhista e outros atentados aos direitos da classe trabalhadora? Sobre a proposta de reforma da previdência? Sobre o rentismo? Sobre a desnacionalização de nossa economia? Pensando bem: o que Marina Silva nos diz sobre o desastre de Mariana? Sobre a relação entre capitalismo e destruição do meio ambiente?

É preciso combater Bolsonaro, mas não é possível deixar que ele faça o papel do "bode na sala", aquele que serve para mostrar que tudo pode ficar pior e nos faça ficar alegres por continuar só com o péssimo de sempre. Bolsonaro é o bode, Marina é o não-bode e Alckmin, motivado a conquistar o eleitorado da direita extremada e com Ana Amélia de vice, decidiu assumir a posição de semibode. Não são diferenças irrelevantes. Mas os três - e junto com eles os Amoêdos e Meirelles da vida - representam matizes de um mesmo projeto antipovo e antinação. Um projeto que está muitos degraus abaixo do que aquilo que, com todos os seus problemas, a Constituição de 1988 apontava e que nos congela na posição de país periférico, pobre e profundamente injusto.


(3) A luta contra o golpe. O entusiasmo que a campanha eleitoral promove, a adrenalina da disputa, a atenção pública focada nos candidatos, nada disso pode obscurecer o fato central: nosso contexto é o do golpe. Esta não é uma eleição normal. Há anos, a esquerda política vem sendo criminalizada. O aparato repressivo do Estado - judiciário, ministério público, polícias - age de maneira abertamente seletiva. A vigência da lei é condicional. O candidato favorito à eleição está sendo impedido de competir, o que constitui uma arbitrariedade reconhecida até pelas Nações Unidas, e preso em desacordo evidente ao artigo 5 da Constituição Federal, após processo cujos vícios já foram amplamente noticiados.

É próprio do processo eleitoral funcionar como algo fechado em si mesmo, uma disputa de tipo esportivo. Esta é uma das armadilhas para a esquerda, quando passa a priorizar a luta neste campo. O comportamento do PT serve de exemplo, fechando alianças com partidos golpistas pelo Brasil afora, pensando sobretudo em resultados eleitorais imediatos. Movimentos do próprio Fernando Haddad, substituto de Lula na cabeça de chapa, mostram que parece vantajoso agir no cenário eleitoral como se estivéssemos próximos de uma normalidade.

Mas não estamos. Qual é o espaço que o eleito, quem quer que seja, terá para implementar mudanças? A ruptura de 2016 mostrou que o mandato popular é revogável por decisão de interesses poderosos. Judiciário, mídia e burguesia têm deixado bem claro que não vão permitir que se volte atrás no desmonte do país. Se a luta contra o golpe não estiver no topo das prioridades, se a campanha eleitoral não estiver a serviço dela (e não o contrário), o próximo presidente, não importa qual seu nome ou programa, estará condenado a ser o simples gestor do atraso.

Lava Jato é uma fraude desde o começo e tem que ser anulada


Fernando Horta

Hoje foi condenada pela justiça do Sr. Moro, aquela que tem uma constituição própria, amigos como seus superiores e que confunde juiz com acusador...

Enfim, foi condenada a senhora Meire Poza.

Atenção no nome. Meire Poza é uma das chaves para invalidar toda a lava a jato. Ela há 4 anos denunciou um esquema para a PF "esquentar" provas usadas pela Lava a Jato. Meire disse que fez parte do esquema e que receberia o benefício de não ser indiciada.

De repente, foi. Aí ela passou a denunciar a fraude. Ao que parece, com provas.

A questão é a seguinte:

A Lava a Jato do Sr. Moro começa investigando crimes do deputado Janene. Nada a ver com Petrobras ou Lula. Como Janene usava alguns contadores, Moro fez busca nestes escritórios. Supostamente para investigar Janene. Meire era contadora ligada a Youssef. Numa das "buscas" a PF "encontrou" caixas de documentos ligados aos diretores da Petrobras. Este fato foi usado por Moro em 3 anos de batalhas para ficar com o direito de julgar tudo relacionado à Petrobrás (chama-se competência no direito).

Acontece que nossas leis proíbem que a PF pegue quaisquer documentos não expressamente ordenados pelo juiz, até para evitar que ela "plante" evidências ou que o juiz julgue o caso que quiser (forçando a atração de competência).

A PF diz que "achou" os documentos dos diretores da Petrobras "sem querer" e Moro se tornou o juiz "por acaso".

Meire apresentou conversas no celular com o delegado e agentes da PF perguntando a ela quais caixas pegar justamente para pegar os documentos (que não haviam sido pedidos) da Petrobras "por acaso". Meire mostrou que a PF "esquentou" a lava a Jato e fez tudo para Moro ficar como o juiz.

Isto anularia toda a operação.

Quando ela denunciou a mídia solenemente ignorou e agora Moro a condena como um aviso para que cale a boca. Perceba que é condenação sem prisão, mas pode ser revertida caso Meire resolva falar.

A Lava a Jato é cheia de irregularidades desde o início e tem inúmeros episódios em que se verifica claramente o objetivo de entregar a Moro, e só a Moro, o fio da meada que conduziria à prisão de Lula. O problema eram os prazos. Mas aí vimos como os amigos de Moro em Porto Alegre resolveram....

A mais completa desmoralização do golpe judicial


Ricardo Costa de Oliveira

Lula cresceu quase cinco pontos nesta 137ª pesquisa CNT/MDA - Lula com 37,3% ampliou a vantagem no primeiro lugar da corrida presidencial. Se somará a este resultado a posição da ONU em defesa do direito democrático de Lula poder ser candidato, o que é a mais completa desmoralização do rasteiro e autoritário golpe judicial que Lula e a democracia brasileira são vítimas. Imaginem agora com o início da campanha e o começo do horário eleitoral no dia 31 de agosto ! Lula é forte candidato, a ditadura judicial está encurralada na sua própria manipulação grosseira de exceção mentirosa, o que a maioria do eleitorado percebeu. Mesmo como preso político Lula transfere um potencial incrível de votos para Haddad em qualquer cenário. Somente o povo organizado garante a livre democracia com Lula livre na disputa.

Vitória sobre a farsa


Claudio Guedes

A pesquisa CNT/MDA que acaba de ser divulgada pelo UOL, 20/08, mostra o desempenho extraordinário do ex-presidente Lula: algo como 2 (dois) em cada 5 (cinco) brasileiros o escolheriam, em primeiro turno, para chefiar o próximo governo da República.

Os números são:

Foram testados os 13 candidatos que pediram registro ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral):


  1. Lula (PT) - 37,3% 
  2. Jair Bolsonaro (PSL) – 18,8% 
  3. Marina Silva (Rede) – 5,6% 
  4. Geraldo Alckmin (PSDB) – 4,9% 
  5. Ciro Gomes (PDT) - 4,1%


Mais surpreendente é que Lula tem de intenção de voto mais do que a soma dos 4 (quatro) candidatos que o seguem! O que é forte indício que ele venceria a eleição em primeiro turno se pudesse falar livremente ao povo.

Muito significativo é o desastre dos candidatos do governo Michel Temer e promotores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff: Alckmin e Meirelles, juntos, não atingem sequer 6% da intenção de votos. Um desastre para o PSDB e PMDB.

Lula preso vale mais, para o povo brasileiro, que todos os seus adversários políticos soltos, falando à imprensa e participando de debates nas TVs.

O que significa?

Que o processo, julgamento e condenação de Lula pelo juiz de Curitiba e pelo TRF-4 foi lido por grande parte do país como uma farsa. O povo não é bobo.

Cada dia fica mais claro, mais cristalino, que a prisão do maior líder popular do país foi uma manobra grotesca das forças conservadoras e reacionárias do país. Manobra que se encontra fadada ao fracasso.

Não haverá saída positiva para o país sem a a liberdade de Lula. Sua continuada prisão só agravará o impasse nacional, a turbulência interna e o desinvestimento econômico.

Está tardando para que as forças políticas e econômicas de direita e liberais reconheçam este fato e trabalhem para uma saída negociada que possibilite superarmos a crise que se aprofunda.

Lula livre!

Lula atropela qualquer um no segundo turno

Pesquisa CNT/MDA: Lula dispara, vai a 37,3% e pode até vencer no primeiro turno

Lula lidera as intenções de votos, com 37,3%, de acordo com pesquisa do instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira (20); em segundo lugar aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,6%; feita entre 15 e 18 de agosto, pesquisa captura parcialmente efeito da decisão da ONU sobre candidatura de Lula, anunciada na última sexta (17)

247 - A pesquisa do instituto MDA e encomendada pela Confederação Nacional de Transportes (CNT), divulgada nesta segunda-feira (20), aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em primeiro lugar na disputa presidencial, com 37,3% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 18,8%, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,6%, e por Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,9%.

Na sequência estão Ciro Gomes (PDT), com 4,1%, Alvaro Dias, do Podemos (2,7%), Guilherme Boulos, do PSOL (0,9%), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) com 0,8% cada.

Segundo o levantamento, Cabo Daciolo (Patriota) aparece cm 0,4%, seguido por Vera (PSTU), com 0,3%, por João Goulart Filho (PPL), com 0,1%, e José Maria Eymael (DC) – 0,0.

Brancos e nulos somam 14,3%, e indeciso, 8,8%.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre a última terça-feira (14) e este domingo (19), em 137 municípios de 25 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

A ONU É COMUNISTA!


SIM, A ONU É COMUNISTA!

A ONU foi fundada em 1945, em São Francisco, Califórnia (EUA), por sugestão do presidente dos Estados Unidos (que havia morrido meses antes), Franklin Delano Roosevelt, um notório e exaltado comunista.

Portanto, os coxas do Brasil, estafermos, beócios, jegues, antas e assemelhados têm razão: a ONU é um partido político internacionalista fundado pelo comunismo internacional então sediado na Casa Branca.

Pronto, contei.

Cristóvão Feil

Haddad fala sobre a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU sobre os direitos de Lula



O desespero da direita e seus candidatos sem voto

Moisés Mendes 

DESESPERADOS 

Toda a grande imprensa reproduz hoje a entrevista de Fernando Henrique a Bernardo de Melo Franco, do Globo. Quando bate o desespero, um repórter é escalado para ouvir Fernando Henrique.

A parte mais engraçada é quando FH sugere que, para escapar de Bolsonaro, o PT poderia apoiar Alckmin.

Mas como o PT poderia apoiar Alckmin, se Alckmin não consegue nem o apoio dos tucanos?

O problema do PSDB e de toda a direita é que eles inventaram Bolsonaro para um trabalho intermitente. O sujeito deveria apenas bater no PT, em Lula, em Dilma e nas esquerdas. Mas não para ser opção de poder.

Agora, com todos os candidatos da direita empacados, Bolsonaro passa a ser o terror muito mais dos golpistas do que das esquerdas.

Porque o candidato do PT, sendo Haddad, vai para o segundo turno (e Lula venceria no primeiro). Qualquer um derrota Bolsonaro.

Só falta Fernando Henrique pedir para o PT apoiar Henrique Meirelles.


FH: "Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias"



Para Fernando Henrique Cardoso, o Brasil se aproxima da eleição mergulhado num clima de ódio e de medo. O ex-presidente se diz assustado com a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) chegar ao segundo turno. Neste caso, ele admite a hipótese de um acordo entre PSDB e PT, algo inédito desde 1989, quando os dois partidos se uniram contra Fernando Collor.

— Não farei objeção a que o PT nos apoie. Naturalmente, isso significa também que não haveria objeção ao contrário. Mas nós pensamos de forma diferente — ressalta.

Aos 87 anos, FH acaba de entrar no Twitter. O tucano promete usar o próprio celular para conversar com os eleitores. Na sexta, um jovem quis saber o que ele pensou quando o ex-jogador Vampeta deu cambalhotas no Palácio do Planalto.

— Pensei que ele fosse cair da rampa! — respondeu.

***

Desde 1989, um candidato do PSDB não vai tão mal nas pesquisas. Por que Geraldo Alckmin não decola?

A mídia presta atenção em tudo o que é novo ou extravagante. Quando surgiu o Bolsonaro, eu disse: “Vai subir”. Até que o Geraldo ultrapasse a poeira, é difícil. Mas ele sempre ultrapassou.

Em abril de 1994, eu virei candidato. Em maio, falei com a Ruth: “Vou desistir”. Eu tinha 12%, o Lula tinha 40%. As pessoas não acreditavam. Em agosto, comecei a crescer. Em outubro, ganhei no primeiro turno. É claro que tinha o Plano Real. Mas não é só o que você faz. É o que você fala. Tem que cacarejar.

Alckmin cacareja pouco?

Cada um tem um jeito de ser. O importante, em política, é não tentar ser o que não é. Este é o problema dos marqueteiros. O Geraldo ganhou várias vezes em São Paulo. Ele é médico, tem experiência, não enriqueceu na política, não é gastador. Tem que mostrar isso. Não basta ser simpático, tem que ser confiável.

Em 2006, ele foi criticado por vestir um macacão com os logotipos das estatais...

Ele foi o chefe da privatização em São Paulo. Aquilo foi marquetagem, foi errado. O marqueteiro é indispensável, mas ele tem que ressaltar o jeitão do candidato, e não fazer o candidato do jeitão dele. As pessoas percebem quando é inautêntico.

Alckmin se aliou ao centrão em troca de palanques regionais e tempo de TV. Isso ainda vai decidir eleição em 2018?

Não tenho certeza. Não é suficiente, mas é necessário. Embora a rede social tenha muita influência, a televisão tem peso. Todos os candidatos tentam ter o máximo de tempo. Quando um consegue, o outro acusa. Ele está apanhando porque fez o que todos ambicionavam e não conseguiram. Todos os presidentes tiveram que governar também com eles (os partidos do centrão): eu, Lula, Dilma.

"Não tem nenhum tesoureiro do PSDB na cadeia."

O PSDB ainda pode se recuperar do desgaste com a Lava-Jato?

Todos os partidos estão desgastados. O mensalão e o petrolão mostraram o dinheiro público sustentando partidos no poder. É outra natureza de corrupção, a corrupção da própria democracia. Não tem nenhum tesoureiro do PSDB na cadeia.

O senador Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a um empresário. A polícia filmou as malas de dinheiro.

Isso prejudica, obviamente, a imagem do partido. Não dá para tapar o sol com a peneira.

Por que o PSDB não o expulsou?

Ele não foi condenado ainda. Tem que respeitar a Justiça.

Um colaborador próximo de Alckmin, Laurence Casagrande, foi preso sob suspeita de desviar dinheiro do Rodoanel.

São Paulo faz muita obra. É possível que funcionários tenham ganhado alguma coisa. Mas não vi nada indo para o Alckmin. Nada que possa prejudicar a imagem dele.

No passado, caixa dois era uma coisa banal. É errado? É. É crime eleitoral. A Justiça vai ter que separar bem as coisas. Tudo é crime, mas são crimes diferentes. Sou favorável à Lava-Jato. Pode haver exageros. Acho difícil aceitar prisão provisória por mais de um ano, por exemplo. Não é bom ver pessoas que você conhece indo para a cadeia, mas o processo era necessário. O Brasil não aguenta mais assalto ao cofre.

O ministro Gilmar Mendes diz que há um Estado policial.

Há uma predisposição de acusar, é verdade. Faz parte da cultura do Ministério Público. Mas o processo legal está sendo seguido. Acho grave dizer que estamos vivendo um Estado policial. Não estamos. Você pode ter excessos. Mas eu vivi o Estado policial, sei o que é isso. Nós não vivemos isso aqui.

Há uma tentativa de desmoralizar o sistema. Quem sancionou a Lei da Ficha Limpa foi o Lula. Se você foi condenado em segunda instância, não está em condições de ser candidato. Tem que cumprir a lei.

O PT diz que eleição sem Lula é fraude. O sr. concorda?

Não. Vai haver eleição, e o PT vai concorrer. Hoje (sexta-feira) o Comitê de Direitos Humanos da ONU declarou que o Lula deve ser candidato. Qual a base para isso? Querem que desrespeite as leis brasileiras? A lei é clara. Ele não tem, pela lei, a qualificação para ser candidato. Como é que o tribunal vai registrar?

É preciso fortalecer as instituições. Nas democracias, sempre há o risco de eleger um personalista malucão. Ainda mais agora. Quando a s instituições são fortes, elas seguram. Quando não são fortes, o malucão as derruba. Eu vi isso na América Latina tantas vezes...

Muitos especialistas dizem que haverá pouca renovação no Congresso. Por quê?

Reforçaram a oligarquia partidária. É difícil (renovar). Com essa legislação, que limitou recursos e pôs na mão dos oligarcas dos partidos, como é que faz? E quem se eleger presidente vai governar com quem? Com os que estão no Congresso.

Marina Silva diz que é possível governar só com os melhores...

Tudo bem. Boa intenção ajuda. Especialmente no convento, na universidade... Na política, você tem que ter um certo grau de realismo.

Gosto da Marina, me dou com ela, mas não acho que vá para o segundo turno. Ela tem pouco tempo de TV. Há uma certa fragilidade na candidatura, nela mesma. O povo sente isso. Ela tem uma causa, é aberta, mas falta um pouco de malignidade.

Esse negócio de ser presidente da República não é fácil. Eu não sei por que tanta gente quer... (risos).

Nos cenários sem Lula, o líder é Bolsonaro. O que explica isso?

As pessoas estão com ódio e com medo. No Brasil, além da incerteza, tem a violência e a corrupção. O apelo por uma solução forte e simplista é grande. O Leste europeu está todo indo para a direita. Em alguns casos, para um neofascismo. O Trump quebrou os partidos com essa linguagem forte. O Bolsonaro é um reflexo deste momento de incerteza.

O que ele fez como deputado? Eu não sei. Sei que ele queria me fuzilar numa certa altura. Queria matar 30 mil pessoas (o deputado já disse que o país precisava de uma guerra civil, mesmo que morressem 30 mil). É uma visão simplória da história.

Ele se diz liberal na economia...

Vai acreditar nisso? A vida inteira ele não foi assim. Ele não deve ter uma convicção maior. Ele não sabe.

Bolsonaro o assusta?

Assusta. Não creio que ele tenha a experiência e a visão democrática de aceitar o outro com facilidade. O pior, para mim, é que ele tem soluções simplistas e autoritárias. Eu não acredito nisso. Acredito que as coisas são complicadas e que você precisa convencer. Num país diverso como o nosso, como é que você governa sem capacidade de juntar?

É possível que ele vá ao segundo turno.

O PT acha que o segundo turno vai ser Haddad e Alckmin. Eu acho que pode ser Bolsonaro e Alckmin.

E se for Bolsonaro e Haddad? O PSDB pode apoiar o PT?

Não quero aliança com o PT. Somos diferentes. O PT virou um partido hegemônico. A história nos separou.

PT e PSDB já se aliaram para evitar a eleição de quem julgavam ser um mal maior. Marta e Covas se juntaram duas vezes contra Maluf.

É verdade. O Covas era grande. Acho que precisamos evitar uma descambada para os extremos. Na hora da eleição, você tem que ter voto. Vai polarizar quem tiver voto.

E se o PSDB ficar fora?

Não farei objeção a que o PT nos apoie. Naturalmente, isso significa também que não haveria objeção ao contrário. Mas nós pensamos de forma diferente. O que acho é que isso (um eventual acordo no segundo turno) deve se dar dentro de uma visão democrática.

Se Lula for barrado, o PT deve lançar Fernando Haddad. O que acha dele?

Tenho uma boa relação pessoal com o Haddad. O que acho complicado é que ele está sendo visto como marionete do Lula. Um presidente tem que ter força própria para governar.

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