domingo, 20 de agosto de 2017

Morte horrível

Lula não é nenhum fenômeno



Fernando Horta

Quando o Oscar jogava basquete, invariavelmente os analistas e comentaristas das partidas chamavam-no de "mão santa". Como se um dom divino o tivesse atingido e fosse responsável pelas cestas. Numa entrevista, vi ele dizer que odiava ser chamado desta forma, que ele ficava fazendo 2000 lances livres após os treinos, todos os dias, para depois dizerem que aquilo era "santo". 

Lula não é um "fenômeno". Falam como se houvesse uma ligação divina que brilhasse em Lula. Alguém que desde a década de 70 levanta 3 ou 4 horas da manhã para falar com empregados na porta das fábricas, que viaja pelo Brasil falando e ouvindo gente de todas as cores, de todos os tipos e com todos os sotaques não pode ser chamado de "fenômeno". É diminuir o trabalho, a história e a capacidade que tem Lula. 

Como uma imensa piada de mau gosto, no Brasil atual temos um grupo de classe média que cultua TODAS as qualidades que Lula tem: esforço pessoal, determinação, coragem, conhecimento real e não apenas acadêmico, humildade e etc. Mas pagam fortunas para "empresários", que não têm tais qualidades, falarem por embuste, enquanto criminalizam tudo o que Lula fez. 

É errado até mesmo colocá-los em comparação. Viveremos 100 anos e não haverá outro Lula. E não haverá porque hoje ninguém quer pagar o preço que Lula pagou nas décadas de 70 e 80. Não existem "fenômenos". Enquanto uns colhem das multidões a quem plantaram - por décadas -, outros precisam de seguranças para fugir de ovos.

Ronaldo Gordômeno troca o inqualificável Aécio pelo desqualificado João Scoria


 Tudo por dinheiro

Análise profunda de Trump


Jerry Lewis morre aos 91 anos



G1

O ator e comediante Jerry Lewis morreu aos 91 anos neste domingo (20). Conhecido como "Rei da Comédia", ele é um dos maiores comediantes de todos os tempos.

O agente do ator confirmou que Lewis morreu nesta manhã em sua casa em Las Vegas, no estado norte-americano de Nevada. Entre junho e agosto deste ano, ele ficou hospitalizado para tratar de uma infecção urinária. Ainda não há informação sobre o que levou à morte do comediante.

A última apresentação de Lewis nos palcos ocorreu no hotel South Point, em Las Vegas, em outubro do ano passado.

Além de influenciar uma geração inteira de comediantes e ser um ícone do riso, Jerry também conduziu causas humanitárias, como seu programa beneficiente anual do Dia do Trabalho para a Associação de Distrofia Muscular, que ele começou a apresentar em 1952. Ele se aposentou do evento em 2011.

Carreira

Jerry Lewis atingiu o estrelato junto do cantor Dean Martin, com quem atuou a partir de 1946 e formou uma das duplas mais memoráveis do humor americano.

Dean Martin era o elegante da dupla, especialmente quando cantava, enquanto Jerry Lewis exercia o papel do parceiro imprevisível. Os espetáculos eram totalmente abertos à improvisação.

Após dez anos de sucessos demolidores nos teatros e no cinema, graças a filmes como "O marujo foi na onda" (1952) e "O rei do laço" (1956), em 24 de julho de 1956 Dean Martin e Jerry Lewis fizeram o último espetáculo como dupla no clube Copacabana, em Nova York.

Ainda na década de 1950, Lewis se notabilizou pelas apresentações em clubes noturnos, na televisão e no cinema. Ao longo de cinco décadas de carreira, Lewis estrelou mais de 50 filmes.

O filme mais famoso de Lewis é a comédia “O Professor Aloprado”, de 1963. Protagonizado e produzido por ele, o longa conta a história do atrapalhado professor universitário Julius Kelp. Depois de ser humilhado por alunos e quase demitido da instituição de ensino pelas constantes trapalhadas em que se envolve, Kelp cria uma fórmula que o faz ser elegante, charmoso e bom de papo. Nasce então Buddy Lee.

O filme ganhou uma nova versão na década de 1990, quando Eddie Murphy viveu o professor aloprado.

Seu último filme é "Max Rose", lançado no ano passado, e o primeiro que ele protagonizou desde "Rir é Viver", de 1995. Ele interpreta o viúvo Max Rose, que, ao mesmo tempo em que sofre com a perda da esposa Eva (Claire Bloom), investiga uma descoberta que pode acabar com as certezas adquiridas após muitos anos de casado.

Já o penúltimo trabalho de Jerry ator foi o filme brasileiro "Até que a Sorte nos Separe 2", em que trabalhou com Marcius Melhem e Leandro Hassum. Na época das filmagens, o ator estava com 87 anos.

Prêmios

Ao longo de sua carreira, Lewis ganhou vários prêmios pelas suas atuações, como American Comedy Awards, Golden Camera, o Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice.

Além disso, possui duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas.

Jerry Lewis nunca recebeu um Oscar por sua atuação nas telonas. Ele só foi lembrado pela Academia de Cinema em 2009, quando recebeu um Oscar por seu trabalho humanitário.

Repercussão

Lewis foi um modelo a ser seguido para muitos comediantes e humoristas, que manifestaram tristeza ao saber de sua morte. "Eu tive a honra de assistir um show dele em Las Vegas e depois tive a honra de contracenar com ele", afirmou Marcius Melhem à GloboNews.

"Foi um dos dias mais nervosos da minha vida. Nem quando as minhas filhas nasceram fiquei tão nervoso", disse Melhem. "Foi muito emocionante passar o dia com ele, gravar, filmar. Eu estava eufórico, emocionado, tentando fazer tudo direitinho."

A pobreza espiritual do Brasil

Thomas de Toledo

A pobreza espiritual predominante no Brasil fica evidente quando vemos as referências religiosas que fazem fortuna com a ignorância social. Nada novidade em um país que se consagrou como o maior exportador de fé enganosa do mundo, onde sua maior multinacional é a Igreja Universal e seu maior expoente literário é Paulo Coelho. Por aqui tem INRI Cristo que fala que é Jesus. Tem Gideon que fala ser Lakota. Tem Hélio Couto que fala que é Akhenaton e que vende CD onde diz gravar "quanticamente" tudo o que pessoa pedir. Tem bispo Valdemiro vendendo vassoura pra limpar a casa do demônio. Tem Toninho do Diabo vendendo pacto com o capeta e saindo candidato pelo PSDB. Agora tem até "menino do Acre" falando que é Giordano Bruno e vendendo diários de adolescente como se fosse filosofia. 

Enquanto isso, as universidades federais e estaduais estão indo à falência com cortes de orçamento, as particulares virando loja de diplomas, a profissão de professor sendo transformada em bico e os cientistas brasileiros tendo que sair do país pra não virarem motorista de Uber. 

Como se não bastasse, escolhem o ator pornô Alexandre Frota e o pastor Silas Malafaia para promoverem a reforma educacional do ensino médio. 

Para quem acreditava que o iluminismo tinha vindo pra ficar, eis que voltamos à idade das trevas do obscurantismo na qual as religiões neopentecostais, o satanismo e o esquisoterismo encontram terreno fértil para imbelicizar as massas e ganhar dinheiro à custa da ignorância.

A bagagem do preso


Suspensão de negociações de acordo com Cunha mais parece birra
A suspensão, pelos procuradores da Lava Jato, das negociações para a delação premiada de Eduardo Cunha tem versões demais. No que mais interessa, nenhuma tem importância. A suspensão, sim, contém ameaças variadas à necessária verificação de ganhos ilícitos, de uma parte, e vantagens empresariais, de outra, em setores apenas sobrevoados ou nem considerados até agora nas delações e alegadas investigações.

Entre os já citados na Lava Jato, Cunha é, sem dúvida, quem mais conhece –por experiência pessoal e por sua bagagem de informações– a diversidade de setores e personagens ativos no mundo das transações obscuras. Exemplo recente da relevância de delações de Cunha veio da própria Polícia Federal, investigadora na Lava Jato.

Em relatório ao ministro Edson Fachin, a PF diz que "não encontrou" elementos comprometedores de Aécio Neves no chamado caso Furnas, que cochila há uns dez anos. Haja ou não o comprometimento comentado há muito tempo, não encontrar não significa inexistir. Cunha, a quem Aécio tratou no Congresso com muita deferência, conhece por dentro todo o caso. Desde a nomeação, para Furnas, do indicado de Aécio, Dimas Toledo.

Habitação popular? É com Cunha mesmo. Telefonia, negócios brasileiros e portugueses em torno da Oi são com Cunha. Caixa Econômica, seus (ex-)vices Geddel Vieira Lima e Moreira Franco e negócios ainda não apurados ou nem conhecidos são com Cunha. Dinheiro para determinadas votações na Câmara? Posto Ipiranga. Quer dizer, Eduardo Cunha, como tantos assuntos mais.

Não há dúvida de que as revelações oferecidas por Cunha para o acordo de premiação estão aquém do valor possível. Mas nem como pressão é promissor o corte das negociações, a um mês da substituição de Rodrigo Janot por uma situação de incógnita. Mais parece birra da presunção paranoide de alguns salvadores do país, confrontados com as resistências do seu prisioneiro.

Cumplicidade do Supremo mantém Gilmar de Lama livre e desimpedido para violar todas as leis

Mello Franco: com STF calado, Gilmar continuará a atuar desimpedido

247 - Em sua coluna na Folha, Bernardo Mello Franco destaca que o ministro do STF "bateu um recorde pessoal" ao levar 24 horas para conceder dois habeas corpus ao mesmo réu, o empresário Jaco Barata Filho, conhecido como "rei do ônibus" no Rio de Janeiro.

O jornalista observa que a decisão a favor do empresário não foi "atípica", tratando-se de Gilmar Mendes, "conhecido por abrir as portas da cadeia a personalidades envolvidos em grandes escândalos", mas que a novidade, neste caso, está em sua relação próxima com o investigado.

"Gilmar não se constrangeu. Enquanto seus colegas do Supremo se mantiverem em silêncio, ele continuará a atuar assim: desimpedido", ressalta Mello Franco.

A lei virou conveniência e é aplicada de forma implacável só contra pretos e pobres

Do DCM:

Um detalhe

Zélia Duncan

Semana dessas vi uma parte do “Profissão repórter”, de que gosto muito, e já nos primeiros minutos comecei a reparar numa coisa que é infelizmente bem fácil de se constatar. Um programa sobre vítimas de violência nas emergências de hospitais públicos. Muitos entrando já cobertos por um lençol, por onde, lá na ponta da maca, só se viam os pés. Negros. Todos que vi entrando, com ou sem vida, sangrando, chorando, assustados, calados, falantes. Todas as famílias esperando notícias, todas as mães aflitas, todos eram brasileiros negros. Nosso país é racista desde sempre, não posso e não quero me iludir. Fiquei impactada com aquelas imagens e indignada por ninguém ressaltar a constatação óbvia. Ficou como se fosse uma sinistra coincidência. Um detalhe? Sabemos que há uma violência sistemática contra o jovem negro no Brasil. E, claro, uma violência generalizada nos nossos dias. O bebê Arthur que o diga; encurralado por uma bala perdida no ventre da mãe, não resiste e morre. Uma bala de fuzil. Perdida.

Mas, de cada cem, 71 vítimas são negras. Faltou dizerem isso, volto a repetir, pode parecer aleatório, mas está enquadrado numa sinistra estatística de genocídio negro. Os números correm na nossa frente, como evitar que cresçam dessa maneira? Quem foi que deu licença pra esse absurdo? Acostumamos também com isso? Não deveríamos nunca evitar esse assunto. Naturalizar a violência é concordar com ela todo dia.

Vimos também o filho da desembargadora Tânia Garcia, do Mato Grosso do Sul, sempre na mesma foto, fortão, sorrisão, óculos escuros, no sol, flagrado com 120kg de cocaína, mais um monte de munição. Até gravação de conversa grampeada pela polícia com bandido de dentro da prisão, planejando fuga de chefe de tráfico, existe. Se bem que conversa gravada não vale muita coisa no Brasil, todos sabemos disso. Não é questão só de ter acontecido um crime, mas de como o meliante influente vai se safar dele. Apesar de toda a exposição esfregada na cara de todos, o tal Breno conseguiu, graças à mãe, ser transferido para um hospital psiquiátrico, onde poderia tirar praticamente a mesma foto e não notaríamos diferença no ambiente.

E ainda desmoraliza as pessoas que por ventura possam ter problemas psiquiátricos reais e que jamais cometeriam crimes por conta disso. Breno Fernando Solo Braga é o nome desse sujeito de 37 anos, fichado antes por porte ilegal de arma, tudo derrubado por dois habeas-corpus, alegando uma doença que antes não teria sido mencionada. E assim vão os pesos e medidas da Justiça brasileira. Nove gramas de cocaína, 0,6g de maconha e Rafael Braga, preto e ex-morador de rua, foi condenado a 11 anos de reclusão. Habeas-corpus negado. Rafael ficou conhecido por ter sido preso com uma garrafa de desinfetante, durante protesto em julho de 2013. Ele foi o único condenado por supostos delitos durante os atos. Manifestações aconteceram na esperança de chamar a atenção para sua punição completamente desproporcional. De nada adiantou.

A lei muitas vezes parece ter virado só conveniência e é aplicada de forma implacável, contra principalmente pretos e pobres. Os outros, no máximo, esgotam as tornozeleiras do mercado e depois caem no mundo, em geral levando consigo a maior parte dos furtos cometidos.

Este ano uma professora negra pediu a palavra na Flip e se tornou a voz do evento. Diva Guimarães, neta de escravos, bem ali, com o microfone na mão. A vergonha da escravidão foi ontem, e os efeitos dessa ferida estão longe de cicatrizar. Estão em nós todos, em acharmos natural ver negros apinhando penitenciárias, ocupando subempregos, habitando as ruas e os sinais. Temos muito que falar e ouvir, porque é um fato vivo, cotidiano e nosso.

Lima Barreto, homenageado na Flip, é uma voz a ser ouvida pra sempre e nos dias de hoje, um discurso que pode ser ainda transformador e extremamente útil na decisão de sermos mais críticos e brasileiros. Brasileiros no sentido de olharmos pra nós, pensarmos em como chegamos até aqui. Lima era negro e nasceu pouco antes da abolição. Herdou dos pais a certeza de que a liberdade está na educação.

A recente passeata nos Estados Unidos mostra a face orgulhosa de nazistas e seus desdobramentos. Na internet, rapidamente, os que por aqui se identificam com a boçalidade mostram apoio, como se pudessem fazer parte daquilo. Como se latinos estivessem convidados para o banquete da ignorância branca americana.

Mas tivemos um alento. Maria do Rosário vence no processo contra Bolsonaro, isso, sim, uma vitória de todas e todos que lutam por algo melhor, apesar de tanta contramão. Nem tudo vai ficar sem consequência. Respiremos nessa brisa, que oxigênio virou coisa muito rara.

Os crimes de Silas Malafaia

Luis Felipe Miguel

Reportagem na Folha de hoje mostra que Silas Malafaia tomou partido - por João Doria, contra seu até agora amigão Jair Bolsonaro. Ao obter o apoio militante do pastor, o dito prefeito de São Paulo dá mais um passo para se credenciar como nome da extrema-direita para 2018. O preço a pagar, claro, é ampliar o compromisso com o discurso fundamentalista e o ataque aos direitos das mulheres e da população LGBT. (Outros preços podem ter sido cobrados, mas daí é uma questão de foro íntimo entre Doria e Malafaia...)

Muita gente não gosta de Malafaia porque ele é pilantra e aproveitador. Eu acho isso o de menos. Eu não gosto de Malafaia porque ele é um assassino. Pode nunca ter matado alguém com as próprias mãos ou apertado o gatilho, mas tem parte da culpa por cada gestante que morre num aborto inseguro, por cada mulher que é assassinada por um companheiro ou ex-companheiro que a tratava como propriedade sua, por cada lésbica, gay ou travesti que compôs as estatísticas que fazem do Brasil o campeão mundial de homicídios homofóbicos.

Por ignorância, acredito, mais do que por má fé, a reportagem da Folha fala de "ideologia de gênero" sem aspas e deixa transparecer que a questão da construção cultural dos papéis masculinos e femininos é uma problema em aberto, não um ponto há muito estabelecido nas ciências humanas. A "ideologia de gênero" é, na verdade, um termo inventado pelos setores mais reacionários da Igreja Católica e que se tornou a bandeira da frente ecumênica em defesa do sexismo e da homofobia, hoje emblematizada, no Brasil, pelo projeto obscurantista da "Escola sem Partido" (sic). Se há, de fato, uma ideologia de gênero, ela é a ideologia que atribui compulsoriamente comportamentos estereotipados de acordo com o sexo biológico, nega autonomia às mulheres e proíbe relações afetivas que não se enquadrem em um único padrão.

Ao impedir que a desigualdade de gênero e a homofobia sejam tematizadas nas escolas e na mídia e combatidas por políticas de governo, esses grupos promovem ativamente a perpetuação de formas de violência e opressão. As motivações de Malafaia e de seus parceiros incluem doses variáveis de oportunismo político e de fanatismo. Mas são todos cúmplices de milhares de mortes anuais e do sofrimento e insegurança constantes de milhões e milhões de pessoas pelo Brasil afora.

sábado, 19 de agosto de 2017

Estado Islâmico assume autoria de atentado


Ovos nas serpentes


Última esperança


Dilma responde ao ataque da revista de esgoto Veja

Dilma Rousseff

JORNALISMO DE GUERRA: VEJA INVENTA DENÚNCIA CONTRA DILMA PARA ATENDER AO GOVERNO GOLPISTA

NOTA À IMPRENSA

Sobre a matéria de “Veja”

A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2. Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

3. Afastada da Presidência pelo golpe construído a partir do impeachment fraudulento, Dilma Rousseff recebeu em agosto de 2016 seu primeiro benefício como aposentada.

4. Inicialmente, o governo golpista se recusara a reconhecer o tempo de serviço dela, com base nos efeitos da anistia. É que, além de ter sido encarcerada pela ditadura no início de 1970, Dilma Rousseff foi obrigada, a partir de 1977, a se afastar de seu trabalho, na Fundação de Economia e Estatística, por integrar a chamada lista do General Frota. Só no final dos anos 1980, foi anistiada.

5. Por isso, Dilma Rousseff pleiteou para a sua aposentadoria o reconhecimento pelo INSS do período de anistia de aproximadamente dez anos. O governo golpista negou-lhe os efeitos da anistia com o evidente objetivo de prejudicá-la. Alegou que tentava fraudar a previdência, procurando se aposentar antes da hora. A ação foi frustrada porque Dilma Rousseff havia trabalhado por todo esse período e podia facilmente comprová-lo. Como o fez.

6. Na sequência, o INSS apontou que uma anotação equivocada por parte de uma funcionária — sem interferência da presidenta eleita —, ensejou a concessão do benefício em agosto e não em setembro, como seria o correto. A própria autarquia avaliou, no entanto, que não houve má-fé por parte da servidora.

7. A defesa da presidenta eleita — a cargo dos advogados Bruno Espiñera Lemos e Victor Minervino Quintiere — deixou claro que não era possível exigir de Dilma Rousseff que soubesse tratar-se de equívoco por parte do sistema do INSS. Isso porque o procedimento passou pelos devidos trâmites regimentais.

8. Dilma Rousseff está recorrendo da devolução. A jurisprudência dos tribunais superiores considera incabível a cobrança pelo erário dos valores recebidos de boa-fé. Ela vê na atitude do governo golpista uma clara tentativa de prejudicar funcionários de carreira criando uma “falsa denúncia” para punição abusiva.

9. A sindicância mencionada por Veja reforça a tese da defesa da ex-presidente de que não houve “intenção clara dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff”.

10. Veja dá cores de denúncia ao que é sanha de um governo usurpador, tomado pelo objetivo de perseguição política e de diversionismo dos escândalos de corrupção do grupo no poder. Devia era explicar as aposentadorias precoces do presidente ilegítimo e de seus associados.

11. A revista também não cumpre a exigência fundamental do jornalismo isento, ao deixar de procurar a defesa da ex-presidente ou sua assessoria de imprensa. Não há desculpas ou explicações que justifiquem a parcialidade e o proselitismo político da revista.

12. Esse é o retrato dos nossos tempos, em que a democracia se mantém sufocada pelos interesses inconfessáveis de uma elite insensível ao bem-estar da população e ao respeito dos direitos democráticos, como a liberdade de imprensa.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF

São Paulo já vive o pré-nazismo, falta pouco para a ascensão do Führer

Flavio Gomes

Esta é a São Paulo gerida pelo gestor. Manda marcar criança na mão para não repetir merenda. O cara ainda se justifica: "Questões nutricionais". Um escroto sem tamanho. Métodos nazistas de "marcação". Estamos falando de crianças. Esse aí, Doria, é a paixão da classe média mais estúpida do planeta.

De novo não...


Roberta Luchsinger afirma que Luis Nassif mentiu e apresenta documento

“Querem me jogar na fogueira”: Roberta Luchsinger mostra certidão de nascimento do avô. Por Pedro Zambarda

Transformada em celebridade instantânea depois que anunciou que faria uma doação milionária ao ex-presidente Lula, Roberta Luchsinger foi tema de uma reportagem do site JornalGGN do jornalista Luis Nassif.

No texto, ele afirma que o avô de Roberta não seria Peter Paul Luchsinger.

Nas redes sociais, a herdeira diz que o texto é mentiroso. “Se retrata, Nassif. Ficou feio pra você, um senhor da sua idade. Se dê ao respeito, amigo”, disse no Twitter. O jornalista a bloqueou.

Ao DCM, Roberta Luchsinger enviou a certidão de nascimento do parente e falou sobre o assunto.

DCM: Você diz que o Luis Nassif mentiu. Por quê?

Roberta Luchsinger: Creio que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

DCM: Seu avô morou em Porto Alegre? Por que ele saiu da Suíça para vir ao Brasil? Este é um dos pontos contestados.
RL: Sim, ele morou por um pequeno período em Porto Alegre, associando-se aos primos na empresa Adubos Trevo. Fez isso por ter se casado com minha avó, que era brasileira.

DCM: Você tem documentos que provam que seu avô é cidadão Suíço?
RL: Tenho e estou te enviando a certidão de nascimento dele por email. Meu avô é suíço e o Nassif poderia ter se aprofundado melhor na história dele. Inclusive na familia e sua origem.

Quando ele me procurou, eu estava chegando com minha filha de 5 anos a São Bernardo para um aniversário. Eu me ofereci para falar com ele no dia seguinte. Iria mandar fotos porque vi que ele parecia perdido e confuso e um tanto rude sobre a história. Foi uma surpresa para mim e para muitos ver algo tão agressivo como ele fez.

Acho que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

Eu atendi a mensagem do Nassif, respondi a algumas perguntas sem pé e nem cabeça, que estavam estranhas. Falava que determinada pessoa é minha tia e ele perguntava se era minha avó, coisas assim. Não sei porque ele foi absolutamente deselegante e agressivo comigo.

DCM: O que você acha que está ocorrendo?

RL: Fui casada com um homem que fez muitos inimigos. E por defender o Protógenes, eu sempre estou exposta a isso. Agora, por defender Protógenes e também Lula, vão em breve me jogar na fogueira para ser queimada viva, assim como as bruxas na época da Inquisição (risos).


A certidão de nascimento do avô de Roberta

Vejo o diálogo sempre como melhor caminho. Como estamos vivendo momentos difíceis na defesa das nossas convicções no campo da esquerda, e por ser meu gesto ser atípico, o melhor caminho é a união e não embates.

Acredito que não será necessário entrar na seara jurídica. Como já disse ao Nassif, eu estou aqui para ajudá-lo com todas as dúvidas que ele tiver. Acho que depois que ele tiver as informações corretas, ele mesmo dará as explicações.

DCM: Você previa ataques?

RL: Sim, previa. Fui inclusive avisada que seria perseguida por meu ato em apoio ao presidente Lula.

DCM: A Veja publicou que você tem uma dívida de R$ 232 mil no condomínio de Higienópolis. O que você tem a dizer sobre isso?

RL: Acho que é mais um ataque, porque querem me atacar a qualquer custo para tirar o foco da minha doação ao Lula. Sei que é difícil para muitos aceitar minha decisão e opinião em relação ao Lula.

Muitos querem denegrir minha imagem, mas não vou cair nessas provocações. Meus advogados vão dar a devida resposta no tempo correto.

A cigana nos enganou


O judiciário merece Gilmar de Lama

Moisés Mendes

O JUDICIÁRIO MERECE GILMAR MENDES

Em julho, o juiz federal Marcelo Bretas mandou que prendessem o empresário Jacob Barata Filho, da máfia dos ônibus no Estado.

Gilmar Mendes mandou que o soltassem.

Argumentou que há medidas cautelares capazes de impedir a fuga do mafioso. Foi o que ele disse ao soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih, que logo depois fugiu para o Paraguai.

Mas o juiz Bretas mandou de novo que o sujeito fosse preso. Mendes voltou a soltá-lo e ainda passou um pito no juiz.

Gilmar Mendes tem relações de amizade com o mafioso e foi padrinho de casamento da filha do homem que ele mandou soltar pela segunda vez.

E os juízes fazem o quê? Os juízes ficam quietos. O acovardamento se espraiou. Gilmar Mendes e o jaburu-da-mala mandam e desmandam num país anestesiado e alienado.

Se fosse na Venezuela, nossos liberais estariam berrando. O Judiciário que presidiu o golpe de agosto merece Gilmar Mendes.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O bandido bolsonazista da FAB


Leandro Fortes

BANDIDO DA FAB

Infelizmente, a Aeronáutica tornou-se um dos piores redutos do fascismo dentro das Forças Armadas.
O fato de um sargento ter a petulância de ameaçar, de peito aberto, uma deputada federal, revela apenas o grau de anarquia e de leniência dos oficiais em relação ao comportamento dos subordinados.

Uma besta-fera como essa não é só um perigo para Maria Do Rosário, mas para toda a sociedade brasileira.

Tem que ser expulso da FAB e metido numa jaula.

O fracasso da economia cubana e o sucesso da brasileira

Clique na imagem para  AMPLIAR
Gustavo Castañon

SABEM O QUE É ESSE GRÁFICO?

É uma ilustração do desempenho cubano em áreas que formam o IDH. O círculo é o desempenho esperado em função do PIB per capita. Fora do círculo desempenhos superiores aos esperados. Dentro menores. Esse socialismo é mesmo incompetente, não?

Esse abaixo é o desempenho do Brasil. Círculo resultado esperado por renda média, fora superior, dentro inferior. Vejam os assassinatos e a desigualdade de renda onde estão.

Clique na imagem para  AMPLIAR

A verdadeira cara de Donald Trump



A verdadeira cara de Donald Trump. Nenhum presidente dos Estados Unidos protegeu tanto racistas, neo-nazistas e a Ku Klux Klan como o atual ocupante da Casa Branca.

Em alemão:

Em inglês:

America's Chauvinist-in-Chief
The True Face of Donald Trump
U.S. President Donald Trump is a racist and a hate preacher. It's time to stop trivializing the immense damage he is causing.


Cai liminar de juizinho de merda e Lula recebe mais um doutorado


Cai liminar, Lula vira doutor e diz: o título é de cada negro e negra

Bahia 247 - A Justiça derrubou há pouco a liminar que impedia a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de conceder ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa. Suspensão da cerimônia marcada para esta manhã se deu ontem, atendendo a pedido do vereador de Salvador Alexandre Aleluia, do DEM.

Mesmo com a proibição, Lula chegou ao município de Cruz das Almas por volta das 11h desta manhã, onde está o campus da universidade. Ele foi recebido com festa pela população.

A decisão do juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível de Salvador, causou espanto ontem no meio acadêmico. A própria UFRB pediu ontem que a Advocacia Geral da União (AGU) tomasse "todas as medidas cabíveis" para reverter a liminar.

Presunção da inocência

O vereador Aleluia disse a uma rádio local que moveu o processo porque, para ele, Lula merecia "uma sentença e não uma homenagem". Foi então que entrou no ar o procurador de Justiça da Bahia Rômulo Andrade Moreira, articulista do portal Justificando, para indagar o político e seu aluno se ele havia prestado atenção às aulas.

"Pergunte a ele se na faculdade ele não aprendeu o que é princípio da inocência. Ele foi meu aluno na Unifacs. Eu ensinei isso a ele. Lula não foi definitivamente condenado. Lula já foi homenageado por várias universidades no mundo", rebateu o procurador.

Capa de CartaCapital descreve perfeitamente Henrique Meirelles


A coreografia do mal



Web Analytics