quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O vale-tudo dos nomes próprios

Osmarina
Mirosmar
Vallisney
Cristóvão Feil

A pronúncia do nome Joesley afeta um certo anglicismo tolo, gratuito e sub-culto (metido a 'gran cosa').

Os ledores de telepromter da Globo se encarregam de "estadunidizar" todas as pronúncias idiomáticas do mundo (Weber vira Uéber, quando o certo é Veber).

Joesley é um nome brasileiríssimo, forjado pela imaginação de pais que aspiram ares cosmopolitas aos filhos.

Sendo assim, a pronúncia correta é Joesley (sem ênfase em nenhuma sílaba) e não Joésley - como frisam os celetistas globais.

Os pais buscam acolherar sílabas que contemplem pedaços dos próprios nomes (com muitas letras Y, K e W, comumente repetidas) ou visando uma uniformidade fonética na jovem prole (Sidclay, Medclay, Janeclay, Cassiusclay, Sonyclay, Kellyclay).

Nota-se que os nomes judaico-cristãos, inspirados na Bíblia, cedem espaço, cada vez mais, a preferências inspiradas em grandes celebridades do momento ou a essa 'bricolage' de sílabas abstratas e auto-homenagens narcísicas de pais sem referências culturais ou memorialísticas.

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