quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Festa no pelourinho

Mario Rocha

Hoje é dia de a Casa Grande se deliciar com mais um açoite na Senzala. Lula vai a Curitiba depor àquele juiz que, quando ouvia o nome do Aecio em alguma delação, costumava dizer "não vem ao caso".

Aécio é do PSDB, o mesmo partido do famoso "mensalão tucano" ou "mensalão mineiro", como preferem dizer alguns colegas jornalistas. O mensalão do PSDB funcionou em Minas Gerais, terra de Aécio e Eduardo Azeredo, dois ex-presidentes do partido dos tucanos. O mesmo partido que o juiz de Curitiba faz de conta não existir.

O mensalão do PSDB foi anterior ao "mensalão do PT". Dizem que os malfeitos tucanos inspiraram os petistas. Mas essas coisas a gente nunca sabe direito como acontecem. O que a gente sabe, por se tratar de verdade factual, é que petistas foram julgados, condenados e presos por causa do mensalão do PT.

O que a gente também sabe é que o mensalão tucano é mais antigo que o petista e teve 15 denunciados. Desses, apenas um foi condenado. Trata-se do ex-presidente tucano Eduardo Azeredo, que recorre em liberdade o julgamento, há seis meses sem data marcada, em um tribunal em segunda instância.

Mas falar de tucano ladrão não vem ao caso na justiça brasileira. O legal (trocadilho?) nessas terras tropicais é a festa no pelourinho, seja com preto, pobre, puta ou petista.

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