segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Substituição no Bananão: sai Isentão e entra Tranquilão

Luis Felipe Miguel 

Com o andar do desgoverno Temer, está cada vez mais difícil segurar a posição de "isentão". Mas tem um rival em alta: o tranquilão. Que está pronto a debochar do "alarmismo" de quem vê o país mergulhando nas trevas.

O curioso é que as previsões dos "alarmistas" vão se concretizando, mas o tranquilão logo as incorpora como parte da "normalidade" e continua a debochar de quem as previu. Afinal, nada é tão grave assim - e o que é realmente grave só pode ser o que não acontecerá. Fim da CLT? Pfff...
Rechaço à denúncia contra Temer? Pfff... Corte de bolsas? Pfff... Fim da universidade pública? Pfff...

O tranquilão pode ter diferentes posições políticas, mas no fundo julga que em 2018 tudo volta aos trilhos. Só que aqui também a água já está batendo na bunda. Quando desengavetaram a emenda que prorrogava os mandatos, o tranquilão desdenhou. Mas as eleições estão cada vez mais ameaçadas. Por um lado, Temer já fala abertamente em parlamentarismo (depois dele). Por outro, o processo eleitoral corre o risco cada vez mais palpável de ser descaracterizado, pela exclusão arbitrária do candidato favorito. As infames declarações do presidente do TRF-4, Thompson Flores, avalizando a sentença de Moro, já indicam isso. Sem Lula, a eleição é uma farsa - fato que é reconhecido por qualquer democrata, apoie o candidato que apoie.

Eles não deram o golpe para em seguida entregar o poder. O golpe não foi contra Dilma ou o PT; foi contra a democracia e os direitos. Só isso já é motivo suficiente para se alarmar.

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