domingo, 20 de agosto de 2017

Morte horrível

Lula não é nenhum fenômeno



Fernando Horta

Quando o Oscar jogava basquete, invariavelmente os analistas e comentaristas das partidas chamavam-no de "mão santa". Como se um dom divino o tivesse atingido e fosse responsável pelas cestas. Numa entrevista, vi ele dizer que odiava ser chamado desta forma, que ele ficava fazendo 2000 lances livres após os treinos, todos os dias, para depois dizerem que aquilo era "santo". 

Lula não é um "fenômeno". Falam como se houvesse uma ligação divina que brilhasse em Lula. Alguém que desde a década de 70 levanta 3 ou 4 horas da manhã para falar com empregados na porta das fábricas, que viaja pelo Brasil falando e ouvindo gente de todas as cores, de todos os tipos e com todos os sotaques não pode ser chamado de "fenômeno". É diminuir o trabalho, a história e a capacidade que tem Lula. 

Como uma imensa piada de mau gosto, no Brasil atual temos um grupo de classe média que cultua TODAS as qualidades que Lula tem: esforço pessoal, determinação, coragem, conhecimento real e não apenas acadêmico, humildade e etc. Mas pagam fortunas para "empresários", que não têm tais qualidades, falarem por embuste, enquanto criminalizam tudo o que Lula fez. 

É errado até mesmo colocá-los em comparação. Viveremos 100 anos e não haverá outro Lula. E não haverá porque hoje ninguém quer pagar o preço que Lula pagou nas décadas de 70 e 80. Não existem "fenômenos". Enquanto uns colhem das multidões a quem plantaram - por décadas -, outros precisam de seguranças para fugir de ovos.

Ronaldo Gordômeno troca o inqualificável Aécio pelo desqualificado João Scoria


 Tudo por dinheiro

Análise profunda de Trump


Jerry Lewis morre aos 91 anos



G1

O ator e comediante Jerry Lewis morreu aos 91 anos neste domingo (20). Conhecido como "Rei da Comédia", ele é um dos maiores comediantes de todos os tempos.

O agente do ator confirmou que Lewis morreu nesta manhã em sua casa em Las Vegas, no estado norte-americano de Nevada. Entre junho e agosto deste ano, ele ficou hospitalizado para tratar de uma infecção urinária. Ainda não há informação sobre o que levou à morte do comediante.

A última apresentação de Lewis nos palcos ocorreu no hotel South Point, em Las Vegas, em outubro do ano passado.

Além de influenciar uma geração inteira de comediantes e ser um ícone do riso, Jerry também conduziu causas humanitárias, como seu programa beneficiente anual do Dia do Trabalho para a Associação de Distrofia Muscular, que ele começou a apresentar em 1952. Ele se aposentou do evento em 2011.

Carreira

Jerry Lewis atingiu o estrelato junto do cantor Dean Martin, com quem atuou a partir de 1946 e formou uma das duplas mais memoráveis do humor americano.

Dean Martin era o elegante da dupla, especialmente quando cantava, enquanto Jerry Lewis exercia o papel do parceiro imprevisível. Os espetáculos eram totalmente abertos à improvisação.

Após dez anos de sucessos demolidores nos teatros e no cinema, graças a filmes como "O marujo foi na onda" (1952) e "O rei do laço" (1956), em 24 de julho de 1956 Dean Martin e Jerry Lewis fizeram o último espetáculo como dupla no clube Copacabana, em Nova York.

Ainda na década de 1950, Lewis se notabilizou pelas apresentações em clubes noturnos, na televisão e no cinema. Ao longo de cinco décadas de carreira, Lewis estrelou mais de 50 filmes.

O filme mais famoso de Lewis é a comédia “O Professor Aloprado”, de 1963. Protagonizado e produzido por ele, o longa conta a história do atrapalhado professor universitário Julius Kelp. Depois de ser humilhado por alunos e quase demitido da instituição de ensino pelas constantes trapalhadas em que se envolve, Kelp cria uma fórmula que o faz ser elegante, charmoso e bom de papo. Nasce então Buddy Lee.

O filme ganhou uma nova versão na década de 1990, quando Eddie Murphy viveu o professor aloprado.

Seu último filme é "Max Rose", lançado no ano passado, e o primeiro que ele protagonizou desde "Rir é Viver", de 1995. Ele interpreta o viúvo Max Rose, que, ao mesmo tempo em que sofre com a perda da esposa Eva (Claire Bloom), investiga uma descoberta que pode acabar com as certezas adquiridas após muitos anos de casado.

Já o penúltimo trabalho de Jerry ator foi o filme brasileiro "Até que a Sorte nos Separe 2", em que trabalhou com Marcius Melhem e Leandro Hassum. Na época das filmagens, o ator estava com 87 anos.

Prêmios

Ao longo de sua carreira, Lewis ganhou vários prêmios pelas suas atuações, como American Comedy Awards, Golden Camera, o Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice.

Além disso, possui duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas.

Jerry Lewis nunca recebeu um Oscar por sua atuação nas telonas. Ele só foi lembrado pela Academia de Cinema em 2009, quando recebeu um Oscar por seu trabalho humanitário.

Repercussão

Lewis foi um modelo a ser seguido para muitos comediantes e humoristas, que manifestaram tristeza ao saber de sua morte. "Eu tive a honra de assistir um show dele em Las Vegas e depois tive a honra de contracenar com ele", afirmou Marcius Melhem à GloboNews.

"Foi um dos dias mais nervosos da minha vida. Nem quando as minhas filhas nasceram fiquei tão nervoso", disse Melhem. "Foi muito emocionante passar o dia com ele, gravar, filmar. Eu estava eufórico, emocionado, tentando fazer tudo direitinho."

A pobreza espiritual do Brasil

Thomas de Toledo

A pobreza espiritual predominante no Brasil fica evidente quando vemos as referências religiosas que fazem fortuna com a ignorância social. Nada novidade em um país que se consagrou como o maior exportador de fé enganosa do mundo, onde sua maior multinacional é a Igreja Universal e seu maior expoente literário é Paulo Coelho. Por aqui tem INRI Cristo que fala que é Jesus. Tem Gideon que fala ser Lakota. Tem Hélio Couto que fala que é Akhenaton e que vende CD onde diz gravar "quanticamente" tudo o que pessoa pedir. Tem bispo Valdemiro vendendo vassoura pra limpar a casa do demônio. Tem Toninho do Diabo vendendo pacto com o capeta e saindo candidato pelo PSDB. Agora tem até "menino do Acre" falando que é Giordano Bruno e vendendo diários de adolescente como se fosse filosofia. 

Enquanto isso, as universidades federais e estaduais estão indo à falência com cortes de orçamento, as particulares virando loja de diplomas, a profissão de professor sendo transformada em bico e os cientistas brasileiros tendo que sair do país pra não virarem motorista de Uber. 

Como se não bastasse, escolhem o ator pornô Alexandre Frota e o pastor Silas Malafaia para promoverem a reforma educacional do ensino médio. 

Para quem acreditava que o iluminismo tinha vindo pra ficar, eis que voltamos à idade das trevas do obscurantismo na qual as religiões neopentecostais, o satanismo e o esquisoterismo encontram terreno fértil para imbelicizar as massas e ganhar dinheiro à custa da ignorância.

A bagagem do preso


Suspensão de negociações de acordo com Cunha mais parece birra
A suspensão, pelos procuradores da Lava Jato, das negociações para a delação premiada de Eduardo Cunha tem versões demais. No que mais interessa, nenhuma tem importância. A suspensão, sim, contém ameaças variadas à necessária verificação de ganhos ilícitos, de uma parte, e vantagens empresariais, de outra, em setores apenas sobrevoados ou nem considerados até agora nas delações e alegadas investigações.

Entre os já citados na Lava Jato, Cunha é, sem dúvida, quem mais conhece –por experiência pessoal e por sua bagagem de informações– a diversidade de setores e personagens ativos no mundo das transações obscuras. Exemplo recente da relevância de delações de Cunha veio da própria Polícia Federal, investigadora na Lava Jato.

Em relatório ao ministro Edson Fachin, a PF diz que "não encontrou" elementos comprometedores de Aécio Neves no chamado caso Furnas, que cochila há uns dez anos. Haja ou não o comprometimento comentado há muito tempo, não encontrar não significa inexistir. Cunha, a quem Aécio tratou no Congresso com muita deferência, conhece por dentro todo o caso. Desde a nomeação, para Furnas, do indicado de Aécio, Dimas Toledo.

Habitação popular? É com Cunha mesmo. Telefonia, negócios brasileiros e portugueses em torno da Oi são com Cunha. Caixa Econômica, seus (ex-)vices Geddel Vieira Lima e Moreira Franco e negócios ainda não apurados ou nem conhecidos são com Cunha. Dinheiro para determinadas votações na Câmara? Posto Ipiranga. Quer dizer, Eduardo Cunha, como tantos assuntos mais.

Não há dúvida de que as revelações oferecidas por Cunha para o acordo de premiação estão aquém do valor possível. Mas nem como pressão é promissor o corte das negociações, a um mês da substituição de Rodrigo Janot por uma situação de incógnita. Mais parece birra da presunção paranoide de alguns salvadores do país, confrontados com as resistências do seu prisioneiro.

Cumplicidade do Supremo mantém Gilmar de Lama livre e desimpedido para violar todas as leis

Mello Franco: com STF calado, Gilmar continuará a atuar desimpedido

247 - Em sua coluna na Folha, Bernardo Mello Franco destaca que o ministro do STF "bateu um recorde pessoal" ao levar 24 horas para conceder dois habeas corpus ao mesmo réu, o empresário Jaco Barata Filho, conhecido como "rei do ônibus" no Rio de Janeiro.

O jornalista observa que a decisão a favor do empresário não foi "atípica", tratando-se de Gilmar Mendes, "conhecido por abrir as portas da cadeia a personalidades envolvidos em grandes escândalos", mas que a novidade, neste caso, está em sua relação próxima com o investigado.

"Gilmar não se constrangeu. Enquanto seus colegas do Supremo se mantiverem em silêncio, ele continuará a atuar assim: desimpedido", ressalta Mello Franco.

A lei virou conveniência e é aplicada de forma implacável só contra pretos e pobres

Do DCM:

Um detalhe

Zélia Duncan

Semana dessas vi uma parte do “Profissão repórter”, de que gosto muito, e já nos primeiros minutos comecei a reparar numa coisa que é infelizmente bem fácil de se constatar. Um programa sobre vítimas de violência nas emergências de hospitais públicos. Muitos entrando já cobertos por um lençol, por onde, lá na ponta da maca, só se viam os pés. Negros. Todos que vi entrando, com ou sem vida, sangrando, chorando, assustados, calados, falantes. Todas as famílias esperando notícias, todas as mães aflitas, todos eram brasileiros negros. Nosso país é racista desde sempre, não posso e não quero me iludir. Fiquei impactada com aquelas imagens e indignada por ninguém ressaltar a constatação óbvia. Ficou como se fosse uma sinistra coincidência. Um detalhe? Sabemos que há uma violência sistemática contra o jovem negro no Brasil. E, claro, uma violência generalizada nos nossos dias. O bebê Arthur que o diga; encurralado por uma bala perdida no ventre da mãe, não resiste e morre. Uma bala de fuzil. Perdida.

Mas, de cada cem, 71 vítimas são negras. Faltou dizerem isso, volto a repetir, pode parecer aleatório, mas está enquadrado numa sinistra estatística de genocídio negro. Os números correm na nossa frente, como evitar que cresçam dessa maneira? Quem foi que deu licença pra esse absurdo? Acostumamos também com isso? Não deveríamos nunca evitar esse assunto. Naturalizar a violência é concordar com ela todo dia.

Vimos também o filho da desembargadora Tânia Garcia, do Mato Grosso do Sul, sempre na mesma foto, fortão, sorrisão, óculos escuros, no sol, flagrado com 120kg de cocaína, mais um monte de munição. Até gravação de conversa grampeada pela polícia com bandido de dentro da prisão, planejando fuga de chefe de tráfico, existe. Se bem que conversa gravada não vale muita coisa no Brasil, todos sabemos disso. Não é questão só de ter acontecido um crime, mas de como o meliante influente vai se safar dele. Apesar de toda a exposição esfregada na cara de todos, o tal Breno conseguiu, graças à mãe, ser transferido para um hospital psiquiátrico, onde poderia tirar praticamente a mesma foto e não notaríamos diferença no ambiente.

E ainda desmoraliza as pessoas que por ventura possam ter problemas psiquiátricos reais e que jamais cometeriam crimes por conta disso. Breno Fernando Solo Braga é o nome desse sujeito de 37 anos, fichado antes por porte ilegal de arma, tudo derrubado por dois habeas-corpus, alegando uma doença que antes não teria sido mencionada. E assim vão os pesos e medidas da Justiça brasileira. Nove gramas de cocaína, 0,6g de maconha e Rafael Braga, preto e ex-morador de rua, foi condenado a 11 anos de reclusão. Habeas-corpus negado. Rafael ficou conhecido por ter sido preso com uma garrafa de desinfetante, durante protesto em julho de 2013. Ele foi o único condenado por supostos delitos durante os atos. Manifestações aconteceram na esperança de chamar a atenção para sua punição completamente desproporcional. De nada adiantou.

A lei muitas vezes parece ter virado só conveniência e é aplicada de forma implacável, contra principalmente pretos e pobres. Os outros, no máximo, esgotam as tornozeleiras do mercado e depois caem no mundo, em geral levando consigo a maior parte dos furtos cometidos.

Este ano uma professora negra pediu a palavra na Flip e se tornou a voz do evento. Diva Guimarães, neta de escravos, bem ali, com o microfone na mão. A vergonha da escravidão foi ontem, e os efeitos dessa ferida estão longe de cicatrizar. Estão em nós todos, em acharmos natural ver negros apinhando penitenciárias, ocupando subempregos, habitando as ruas e os sinais. Temos muito que falar e ouvir, porque é um fato vivo, cotidiano e nosso.

Lima Barreto, homenageado na Flip, é uma voz a ser ouvida pra sempre e nos dias de hoje, um discurso que pode ser ainda transformador e extremamente útil na decisão de sermos mais críticos e brasileiros. Brasileiros no sentido de olharmos pra nós, pensarmos em como chegamos até aqui. Lima era negro e nasceu pouco antes da abolição. Herdou dos pais a certeza de que a liberdade está na educação.

A recente passeata nos Estados Unidos mostra a face orgulhosa de nazistas e seus desdobramentos. Na internet, rapidamente, os que por aqui se identificam com a boçalidade mostram apoio, como se pudessem fazer parte daquilo. Como se latinos estivessem convidados para o banquete da ignorância branca americana.

Mas tivemos um alento. Maria do Rosário vence no processo contra Bolsonaro, isso, sim, uma vitória de todas e todos que lutam por algo melhor, apesar de tanta contramão. Nem tudo vai ficar sem consequência. Respiremos nessa brisa, que oxigênio virou coisa muito rara.

Os crimes de Silas Malafaia

Luis Felipe Miguel

Reportagem na Folha de hoje mostra que Silas Malafaia tomou partido - por João Doria, contra seu até agora amigão Jair Bolsonaro. Ao obter o apoio militante do pastor, o dito prefeito de São Paulo dá mais um passo para se credenciar como nome da extrema-direita para 2018. O preço a pagar, claro, é ampliar o compromisso com o discurso fundamentalista e o ataque aos direitos das mulheres e da população LGBT. (Outros preços podem ter sido cobrados, mas daí é uma questão de foro íntimo entre Doria e Malafaia...)

Muita gente não gosta de Malafaia porque ele é pilantra e aproveitador. Eu acho isso o de menos. Eu não gosto de Malafaia porque ele é um assassino. Pode nunca ter matado alguém com as próprias mãos ou apertado o gatilho, mas tem parte da culpa por cada gestante que morre num aborto inseguro, por cada mulher que é assassinada por um companheiro ou ex-companheiro que a tratava como propriedade sua, por cada lésbica, gay ou travesti que compôs as estatísticas que fazem do Brasil o campeão mundial de homicídios homofóbicos.

Por ignorância, acredito, mais do que por má fé, a reportagem da Folha fala de "ideologia de gênero" sem aspas e deixa transparecer que a questão da construção cultural dos papéis masculinos e femininos é uma problema em aberto, não um ponto há muito estabelecido nas ciências humanas. A "ideologia de gênero" é, na verdade, um termo inventado pelos setores mais reacionários da Igreja Católica e que se tornou a bandeira da frente ecumênica em defesa do sexismo e da homofobia, hoje emblematizada, no Brasil, pelo projeto obscurantista da "Escola sem Partido" (sic). Se há, de fato, uma ideologia de gênero, ela é a ideologia que atribui compulsoriamente comportamentos estereotipados de acordo com o sexo biológico, nega autonomia às mulheres e proíbe relações afetivas que não se enquadrem em um único padrão.

Ao impedir que a desigualdade de gênero e a homofobia sejam tematizadas nas escolas e na mídia e combatidas por políticas de governo, esses grupos promovem ativamente a perpetuação de formas de violência e opressão. As motivações de Malafaia e de seus parceiros incluem doses variáveis de oportunismo político e de fanatismo. Mas são todos cúmplices de milhares de mortes anuais e do sofrimento e insegurança constantes de milhões e milhões de pessoas pelo Brasil afora.

sábado, 19 de agosto de 2017

Estado Islâmico assume autoria de atentado


Ovos nas serpentes


Última esperança


Dilma responde ao ataque da revista de esgoto Veja

Dilma Rousseff

JORNALISMO DE GUERRA: VEJA INVENTA DENÚNCIA CONTRA DILMA PARA ATENDER AO GOVERNO GOLPISTA

NOTA À IMPRENSA

Sobre a matéria de “Veja”

A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2. Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

3. Afastada da Presidência pelo golpe construído a partir do impeachment fraudulento, Dilma Rousseff recebeu em agosto de 2016 seu primeiro benefício como aposentada.

4. Inicialmente, o governo golpista se recusara a reconhecer o tempo de serviço dela, com base nos efeitos da anistia. É que, além de ter sido encarcerada pela ditadura no início de 1970, Dilma Rousseff foi obrigada, a partir de 1977, a se afastar de seu trabalho, na Fundação de Economia e Estatística, por integrar a chamada lista do General Frota. Só no final dos anos 1980, foi anistiada.

5. Por isso, Dilma Rousseff pleiteou para a sua aposentadoria o reconhecimento pelo INSS do período de anistia de aproximadamente dez anos. O governo golpista negou-lhe os efeitos da anistia com o evidente objetivo de prejudicá-la. Alegou que tentava fraudar a previdência, procurando se aposentar antes da hora. A ação foi frustrada porque Dilma Rousseff havia trabalhado por todo esse período e podia facilmente comprová-lo. Como o fez.

6. Na sequência, o INSS apontou que uma anotação equivocada por parte de uma funcionária — sem interferência da presidenta eleita —, ensejou a concessão do benefício em agosto e não em setembro, como seria o correto. A própria autarquia avaliou, no entanto, que não houve má-fé por parte da servidora.

7. A defesa da presidenta eleita — a cargo dos advogados Bruno Espiñera Lemos e Victor Minervino Quintiere — deixou claro que não era possível exigir de Dilma Rousseff que soubesse tratar-se de equívoco por parte do sistema do INSS. Isso porque o procedimento passou pelos devidos trâmites regimentais.

8. Dilma Rousseff está recorrendo da devolução. A jurisprudência dos tribunais superiores considera incabível a cobrança pelo erário dos valores recebidos de boa-fé. Ela vê na atitude do governo golpista uma clara tentativa de prejudicar funcionários de carreira criando uma “falsa denúncia” para punição abusiva.

9. A sindicância mencionada por Veja reforça a tese da defesa da ex-presidente de que não houve “intenção clara dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff”.

10. Veja dá cores de denúncia ao que é sanha de um governo usurpador, tomado pelo objetivo de perseguição política e de diversionismo dos escândalos de corrupção do grupo no poder. Devia era explicar as aposentadorias precoces do presidente ilegítimo e de seus associados.

11. A revista também não cumpre a exigência fundamental do jornalismo isento, ao deixar de procurar a defesa da ex-presidente ou sua assessoria de imprensa. Não há desculpas ou explicações que justifiquem a parcialidade e o proselitismo político da revista.

12. Esse é o retrato dos nossos tempos, em que a democracia se mantém sufocada pelos interesses inconfessáveis de uma elite insensível ao bem-estar da população e ao respeito dos direitos democráticos, como a liberdade de imprensa.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF

São Paulo já vive o pré-nazismo, falta pouco para a ascensão do Führer

Flavio Gomes

Esta é a São Paulo gerida pelo gestor. Manda marcar criança na mão para não repetir merenda. O cara ainda se justifica: "Questões nutricionais". Um escroto sem tamanho. Métodos nazistas de "marcação". Estamos falando de crianças. Esse aí, Doria, é a paixão da classe média mais estúpida do planeta.

De novo não...


Roberta Luchsinger afirma que Luis Nassif mentiu e apresenta documento

“Querem me jogar na fogueira”: Roberta Luchsinger mostra certidão de nascimento do avô. Por Pedro Zambarda

Transformada em celebridade instantânea depois que anunciou que faria uma doação milionária ao ex-presidente Lula, Roberta Luchsinger foi tema de uma reportagem do site JornalGGN do jornalista Luis Nassif.

No texto, ele afirma que o avô de Roberta não seria Peter Paul Luchsinger.

Nas redes sociais, a herdeira diz que o texto é mentiroso. “Se retrata, Nassif. Ficou feio pra você, um senhor da sua idade. Se dê ao respeito, amigo”, disse no Twitter. O jornalista a bloqueou.

Ao DCM, Roberta Luchsinger enviou a certidão de nascimento do parente e falou sobre o assunto.

DCM: Você diz que o Luis Nassif mentiu. Por quê?

Roberta Luchsinger: Creio que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

DCM: Seu avô morou em Porto Alegre? Por que ele saiu da Suíça para vir ao Brasil? Este é um dos pontos contestados.
RL: Sim, ele morou por um pequeno período em Porto Alegre, associando-se aos primos na empresa Adubos Trevo. Fez isso por ter se casado com minha avó, que era brasileira.

DCM: Você tem documentos que provam que seu avô é cidadão Suíço?
RL: Tenho e estou te enviando a certidão de nascimento dele por email. Meu avô é suíço e o Nassif poderia ter se aprofundado melhor na história dele. Inclusive na familia e sua origem.

Quando ele me procurou, eu estava chegando com minha filha de 5 anos a São Bernardo para um aniversário. Eu me ofereci para falar com ele no dia seguinte. Iria mandar fotos porque vi que ele parecia perdido e confuso e um tanto rude sobre a história. Foi uma surpresa para mim e para muitos ver algo tão agressivo como ele fez.

Acho que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

Eu atendi a mensagem do Nassif, respondi a algumas perguntas sem pé e nem cabeça, que estavam estranhas. Falava que determinada pessoa é minha tia e ele perguntava se era minha avó, coisas assim. Não sei porque ele foi absolutamente deselegante e agressivo comigo.

DCM: O que você acha que está ocorrendo?

RL: Fui casada com um homem que fez muitos inimigos. E por defender o Protógenes, eu sempre estou exposta a isso. Agora, por defender Protógenes e também Lula, vão em breve me jogar na fogueira para ser queimada viva, assim como as bruxas na época da Inquisição (risos).


A certidão de nascimento do avô de Roberta

Vejo o diálogo sempre como melhor caminho. Como estamos vivendo momentos difíceis na defesa das nossas convicções no campo da esquerda, e por ser meu gesto ser atípico, o melhor caminho é a união e não embates.

Acredito que não será necessário entrar na seara jurídica. Como já disse ao Nassif, eu estou aqui para ajudá-lo com todas as dúvidas que ele tiver. Acho que depois que ele tiver as informações corretas, ele mesmo dará as explicações.

DCM: Você previa ataques?

RL: Sim, previa. Fui inclusive avisada que seria perseguida por meu ato em apoio ao presidente Lula.

DCM: A Veja publicou que você tem uma dívida de R$ 232 mil no condomínio de Higienópolis. O que você tem a dizer sobre isso?

RL: Acho que é mais um ataque, porque querem me atacar a qualquer custo para tirar o foco da minha doação ao Lula. Sei que é difícil para muitos aceitar minha decisão e opinião em relação ao Lula.

Muitos querem denegrir minha imagem, mas não vou cair nessas provocações. Meus advogados vão dar a devida resposta no tempo correto.

A cigana nos enganou


O judiciário merece Gilmar de Lama

Moisés Mendes

O JUDICIÁRIO MERECE GILMAR MENDES

Em julho, o juiz federal Marcelo Bretas mandou que prendessem o empresário Jacob Barata Filho, da máfia dos ônibus no Estado.

Gilmar Mendes mandou que o soltassem.

Argumentou que há medidas cautelares capazes de impedir a fuga do mafioso. Foi o que ele disse ao soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih, que logo depois fugiu para o Paraguai.

Mas o juiz Bretas mandou de novo que o sujeito fosse preso. Mendes voltou a soltá-lo e ainda passou um pito no juiz.

Gilmar Mendes tem relações de amizade com o mafioso e foi padrinho de casamento da filha do homem que ele mandou soltar pela segunda vez.

E os juízes fazem o quê? Os juízes ficam quietos. O acovardamento se espraiou. Gilmar Mendes e o jaburu-da-mala mandam e desmandam num país anestesiado e alienado.

Se fosse na Venezuela, nossos liberais estariam berrando. O Judiciário que presidiu o golpe de agosto merece Gilmar Mendes.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O bandido bolsonazista da FAB


Leandro Fortes

BANDIDO DA FAB

Infelizmente, a Aeronáutica tornou-se um dos piores redutos do fascismo dentro das Forças Armadas.
O fato de um sargento ter a petulância de ameaçar, de peito aberto, uma deputada federal, revela apenas o grau de anarquia e de leniência dos oficiais em relação ao comportamento dos subordinados.

Uma besta-fera como essa não é só um perigo para Maria Do Rosário, mas para toda a sociedade brasileira.

Tem que ser expulso da FAB e metido numa jaula.

O fracasso da economia cubana e o sucesso da brasileira

Clique na imagem para  AMPLIAR
Gustavo Castañon

SABEM O QUE É ESSE GRÁFICO?

É uma ilustração do desempenho cubano em áreas que formam o IDH. O círculo é o desempenho esperado em função do PIB per capita. Fora do círculo desempenhos superiores aos esperados. Dentro menores. Esse socialismo é mesmo incompetente, não?

Esse abaixo é o desempenho do Brasil. Círculo resultado esperado por renda média, fora superior, dentro inferior. Vejam os assassinatos e a desigualdade de renda onde estão.

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A verdadeira cara de Donald Trump



A verdadeira cara de Donald Trump. Nenhum presidente dos Estados Unidos protegeu tanto racistas, neo-nazistas e a Ku Klux Klan como o atual ocupante da Casa Branca.

Em alemão:

Em inglês:

America's Chauvinist-in-Chief
The True Face of Donald Trump
U.S. President Donald Trump is a racist and a hate preacher. It's time to stop trivializing the immense damage he is causing.


Cai liminar de juizinho de merda e Lula recebe mais um doutorado


Cai liminar, Lula vira doutor e diz: o título é de cada negro e negra

Bahia 247 - A Justiça derrubou há pouco a liminar que impedia a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de conceder ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa. Suspensão da cerimônia marcada para esta manhã se deu ontem, atendendo a pedido do vereador de Salvador Alexandre Aleluia, do DEM.

Mesmo com a proibição, Lula chegou ao município de Cruz das Almas por volta das 11h desta manhã, onde está o campus da universidade. Ele foi recebido com festa pela população.

A decisão do juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível de Salvador, causou espanto ontem no meio acadêmico. A própria UFRB pediu ontem que a Advocacia Geral da União (AGU) tomasse "todas as medidas cabíveis" para reverter a liminar.

Presunção da inocência

O vereador Aleluia disse a uma rádio local que moveu o processo porque, para ele, Lula merecia "uma sentença e não uma homenagem". Foi então que entrou no ar o procurador de Justiça da Bahia Rômulo Andrade Moreira, articulista do portal Justificando, para indagar o político e seu aluno se ele havia prestado atenção às aulas.

"Pergunte a ele se na faculdade ele não aprendeu o que é princípio da inocência. Ele foi meu aluno na Unifacs. Eu ensinei isso a ele. Lula não foi definitivamente condenado. Lula já foi homenageado por várias universidades no mundo", rebateu o procurador.

Capa de CartaCapital descreve perfeitamente Henrique Meirelles


A coreografia do mal



Falsa herdeira de banqueiro suíço faz mídia e juiz de idiotas


O caso da falsa herdeira do banqueiro suíço

A imprensa se esbaldou com uma verdadeira história de princesa com pitadas políticas. Roberta Luchsinger, neta de um banqueiro suíço, sócio do Credit Suisse, um dos maiores bancos do planeta, decidiu doar R$ 500 mil a Lula, para compensá-lo do bloqueio imposto por Sérgio Moro.

Imediatamente o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, exercitando uma militância política indevida, exigiu que a socialite pagasse, antes, uma dívida com um marceneiro.

Nem foi preciso esse bate-bumbo do juiz. A história da socialite correu o Brasil.
Época a descreveu como neta do banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger. Veja a tratou como uma bilionária excêntrica, nascida em Miraí, a cidade imortalizada pelo samba “A professorinha”, de Ataulfo Alves.  A Folha teceu loas à herdeira bilionária que recheou uma mala da marca Rimowa de objetos que o ex-presidente poderá transformar em dinheiro.

Apesar da quase homonímia com o banqueiro suíço, se parente for, seu avô é distante, com as raízes fixadas no Brasil no século 19. Provavelmente o primo suíço não deve ter a menor ideia sobre o lado brasileiro.

A família Luchsinger

Segundo os registros de um dos membros da família, que levantou uma genealogia meticulosa, os  Luchsinger ou Luxinger são oriundos da região de Cantão de Glarus, distrito de Engi na Suiça.
Embarcaram no porto de Hamburgo em 1855 no navio América com destino à Fazenda Nova Olinda, em Ubatuba. Eram 109 pessoas, das quais 38 foram transferidas para o Espírito Santo.

Parte da família radicou-se no Rio Grande do Sul, com alguns descendentes fundando o Adubos Trevo, de saudosa memória.

A árvore de Roberta fixou-se no Rio de Janeiro, através do avô Roberto Pedro Paulo, uma pessoa de classe média, que se casou com Cecília, um dos sete filhos do outrora poderoso coronel Afonso Alves Pereira, de Miraí, que aumentou sua fortuna casando-se com Maria Dinah Sarmento, filha do industrial Severiano de Morais Sarmento.

Cecília e Roberto Pedro Paulo tiveram dois filhos.

A filha Bárbara, tia de Roberta, casou-se com um bem-sucedido financista, Roger Ian Wright, sócio do Banco Garantia. Faleceu tragicamente no acidente da TAM. A mãe de Bárbara não resistiu à tragédia e morreu dias depois.

O segundo filho, Roberto Pereira Luchsinger, casou-se com Maria Ângela Caçula Moreira e veio morar em Miraí, em uma chácara do sogro. Do casamento, nasceu Roberta.

Sempre foi atrevida, a ponto de, ainda estudante, ser proibida pelo juiz de entrar no fórum da cidade de Miraí. Depois, formou-se em direito, pensou em fazer concurso para o Ministério Público, chocou a família tendo um caso com o ex-delegado Protógenes Queiroz, que andava na crista da onda, com quem teve uma filha.

Foi um caso retumbante, conforme o título da matéria da revista IstoÉ: “Protógenes e a banqueira” E o subtítulo: “Famoso pela caça ao banqueiro Daniel Dantas, o delegado deputado está prestes a se casar com a herdeira do segundo maior banco da Suíça”.

“Pode-se dizer que é a união da rainha com o plebeu. Eles se amam e não há nenhum interesse por trás disso”, garantiu a amiga Eulália.

Quando saiu a notícia de que Protógenes havia se casado com uma herdeira do Credit Suisse, Miraí riu à vontade. Já sabiam das fantasias que a conterrânea sempre desenvolveu.

Uma das filhas de Roberta é criada em Miraí pela família.

E o avô Roberto Pedro Paulo, suposto acionista do Credit Suisse?

Com a morte da filha e da esposa, Roberto Pedro Paulo Luchsinger – que não deve ser confundido com o banqueiro Peter Paul Luchsinger – acabou de mudando para Miraí, para ficar perto do filho Roberto.

Em julho passado, na mesma Miraí, morreu, e, seguramente, sem nenhuma ação do Credit Suisse, tal sua situação financeira precária, conforme descrita por amigos da família.

Teve que ser enterrado com a urna que a prefeitura disponibiliza para indigentes.

Juiz de primeira instância desafia ministro do STF Gilmar de Lama


Barata e Mendes
Bretas manda prender novamente empresário que Gilmar soltou

Rio 247 - Pouco depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus ao empresário Jacob Barata Filho e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra ambos. Assim, os dois permanecerão presos.

Barata Filho – conhecido como “rei do ônibus no Rio” – e Lélis Teixeira estão presos desde o início de julho na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Eles foram alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato, que investiga o pagamento de propinas a autoridades do Estado em troca de obtenção de benefícios no sistema de transporte público no Rio.

As novas ordens de prisão são por motivos distintos. Bretas havia decretado nova prisão de Lelis Teixeira ainda na semana passada em função de “fatos novos” – o Ministério Público Federal (MPF) acusa Teixeira de realizar esquema semelhante no sistema de transporte municipal. Barata Filho, por sua vez, tinha também uma ordem de prisão por evasão de divisas. Por esse crime, ele fora pego em flagrante e teve prisão preventiva decretada.

Como ambos já estavam presos Bretas não havia expedido novos mandados de prisão. Agora, com o habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, Bretas decidiu expedi-los.

O preço de um presidente


Georges Bourdoukan

Qual é o preço de um presidente? Milhões, responderão alguns. Muitos milhões, responderão outros. E a resposta não poderia ser outra, dado o valor das campanhas eleitorais. Mas não é esse o caso. Não se trata do valor de uma campanha, mas do valor real de um presidente. Do significado de sua importância para o país.

Que tragédia.

Quem poderia imaginar que presidentes outrora tão poderosos, pudessem valer tão pouco? Mas a História não perdoa. Ela pode ser implacável, até com os vencedores.

Patético.

Perfilados, lado a lado em prateleiras de livrarias do centro velho e em algumas do centro novo de São Paulo, lá estão Floriano Peixoto, Dutra, Castelo Branco, Geisel e todos aqueles que governaram o Brasil desde a República. São livros muito bem acabados, papel de primeira e capa dura, oferecidos pelo preço de... 30 centavos, cada. Isso mesmo, 30 centavos.

Humilhante.

Mas isto não é tudo. O cartaz que anuncia a liquidação vai mais além. Informa que se o interessado adquirir um Floriano, um Geisel e um Castelo, paga 90 centavos pelos três. Mas se levar um quarto, um Médici, por exemplo, paga apenas um real pelos quatro. Acreditem, quatro presidentes por apenas um real.

Não é maldade isso?

E por que um Médici por apenas 10 centavos?

Não foi ele o presidente do Tri, do Brasil ame-o ou deixe-o, e da Transamazônica? Mereceria sofrer um vexame desses?

Para mim, isso deve ser vingança de algum basco. Não há outra explicação. Só um basco não esqueceria a omissão de Garrastazu quando a ditadura franquista resolveu executar três militantes da ETA (Pátria Basca e Liberdade). O mundo protestou. Menos ele, o descendente de bascos Garrastazu Médici. Houve chefes de Estado que ameaçaram romper relações se o ditador espanhol levasse avante a execução. Inútil, já que o generalíssimo, não só mandou executá-los, como determinou que o fossem com requintes de crueldade. Ordenou, e o carrasco utilizou o medieval garrote vil.

Mas a exemplo de nossos ex-ditadores Franco acreditou que também era esperto. Antevendo que a História o atiraria ao limbo, antecipou-se e mandou cunhar moedas com sua efígie, onde se lia Francisco Franco caudillo de España por la gracia de Dios..

Em vão.

Durante as manifestações contra a ditadura, estudantes madrilenos juntavam várias dessas moedas em sacos plásticos para atirá-las contra a polícia. Vale esclarecer, e disso dou testemunho, que as moedas não partiam sozinhas. Os sacos onde elas eram depositadas estavam repletos com os resíduos que o intestino expele depois de uma refeição. Quando arremessados contra os repressores, deixavam um rastro de mau cheiro no ar. E se atingiam o alvo então... Nem la gracia de Dios resolvia.

E agora fica a dúvida que o caro leitor pode ajudar a resolver. Como a História irá se manifestar nos próximos anos sobre os nossos governantes?

Qual será o seu valor real?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Judiciário está podre

Leandro Fortes

CHEGA

Um país onde o Judiciário se presta a proibir uma pessoa - qualquer pessoa - de receber uma homenagem de uma universidade precisa, urgentemente, de uma intervenção civilizatória.

Porque essa decisão de um juiz da Bahia de proibir que a Universidade Federal do Recôncavo Baiano homenageie Lula não é apenas um ato abominável de autoritarismo e de exceção.

É um sintoma claro e indiscutível de que nosso sistema judiciário está doente, apodrecido, dominado por uma casta togada contaminada por um tipo de ódio absolutamente incompatível com a democracia e o Estado de direito

Alexandre Frota prova que Hitler era socialista, Dilma nazista e que ele é o maior idiota do Brasil


Como funciona a democracia


Nilson Lage

A "democracia" funciona assim:

1. Justiceiros e corruptos escolhem candidatos. O dos justiceiros, se eleito, ,ficará corrupto e o dos corruptos, se eleito, plantará banca de justiceiro, sem deixar, naturalmente, de ser corrupto.

2. Nenhum dos candidatos viáveis representa o povo.

3. O povo escolhe um deles.

Com variantes, acontece algo parecido em prefeituras, estados e no mundo todo. 

Nos Estados Unidos, os eleitores tiveram que escolher entre um cara de televisão, rico e meio doido, e uma dona vinculada a fazedores de guerras e que pretendia impor tratados internacionais em benefício dos donos de patentes e direitos, com prejuízo de todos os demais. Por bom senso, ficaram com o doido.

Na França, os candidatos com representação popular, idiotas vaidosos de classe média que se julgam, cada um, "o cara", dividiram o eleitorado o necessário para entregar o poder a um boneco de engonço de modelo novo, adestrado por banqueiros. Devem ter levado algum nisso.

Quem tem um Putin, um Xi, uma Merkel, segure a peça porque, se deixar, eles implantam a "democracia".

Deveríamos ter segurado o Lula.

Tucanaram o racismo e o nazismo


A palavra 'supremacistas' é filhote da atenuação de aparências
Janio de Freitas

O sentimento antinegros nos Estados Unidos não precisa de mais do que a tolerância mal disfarçada que o ampara.

Mesmo depois que Rosa Parks tornou-se uma das maiores presenças do século 20, com a pura e emocionante atitude de sentar-se na área reservada aos brancos em um ônibus, quase vazio.

Com a recusa a ceder o lugar, sem gesto algum de desafio, sem sequer uma palavra grosseira, a um branco imperativo, a simples e heroica humanidade de Rosa Parks obrigou o presidente dos Estados Unidos, general Eisenhower, ao ato esquecido desde Lincoln de mandar ao Alabama tropas em defesa da igualdade entre seres humanos do seu país. Era 1955, há apenas 62 anos.

Kennedy, o sucessor, precisou tomar medidas de igual dureza. O movimento de defesa dos negros acirrou-se, criou grandes personagens da ação pacífica, sonhou com a igualdade pelas armas. Um a um, seus maiores líderes, pacifistas ou não, foram morrendo a bala. De lá para cá, a maioria dos Estados fez concessões importantes. Sem, no entanto, neutralizar a hipótese de que o faziam mais pela imagem desses Estados e do próprio país.

Com leitores/espectadores em todos os segmentos da população e, talvez mais preciosos, anunciantes suscetíveis, a imprensa e a TV influentes não se aplicaram, jamais, em esforços consequentes contra o "apartheid" e suas violências, físicas, psicológicas e morais.

Mudar as evidências negativas da "grande democracia" foi, de fato, o programa nacional, deliberado ou intuído, das instituições e núcleos de atividade pública como a TV, o cinema, a política.

Criada na universidade e injetada no jornalismo, a palavra "supremacistas" é filhote da atenuação de aparências. Supremacismo é, porém, termo aplicável a muitas condições e atividades. Na cabeça brasileira, até ao futebol, a ser visto forçadamente como o superior no mundo, mesmo quando a inferioridade é humilhante.

O sentimento e a ação antinegros nos Estados Unidos são mais do que supremacistas. Seu nome é racismo. Continua sendo e será enquanto exista. Palavra sem máscara. Nome específico, direto, preciso. Consagrado por seu caráter repulsivo, pelo tempo, por quem o porta e por quem o sofre.

Não há razão para acobertar o racismo, prática e nome, com um subterfúgio que só presta serviço aos racistas, de repente maquiados pela dubiedade de supremacistas. Se supremacismo retrata ódios brancos aos negros, alguém seria capaz de dizer que Hitler e o nazismo eram apenas supremacistas por seu ódio aos judeus?

A palavra supremacistas tem, para os racistas e o governo dos Estados Unidos, a mesma finalidade que militares, alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal e parte dos meios de comunicação extraíram da palavra "excessos": nome (e justificativa) da tortura e dos assassinatos políticos nos quartéis.

Em estádios, hoje, torcedores que ofendem jogadores negros são reconhecidos, com unanimidade, como racistas. Porque racismo é racismo onde quer que se manifeste.

Supremacismo, além do mais, é palavra antijornalística –pela imprecisão, quando a precisão é possível; pela utilidade deformadora; e por sua hipocrisia.

Bolsonaro é o político mais honesto do mundo


Do BuzzFeed, através do DCM:

A notícia falsa de que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) teria sido eleito “o político mais honesto do mundo” deixará de receber destaque na primeira página da busca do Google.

Desta forma, o assistente de voz da empresa — que lia o texto falso quando um usuário perguntava “quem é o político mais honesto do mundo” — também deixará de promover a mentira.


O texto inventado havia sido publicado no ano passado pelo site Folha Brasil, cujo design imita a Folha de S.Paulo. Desde que surgiu, a notícia falsa foi desmentida várias vezes por sites especializados, como o Boatos.org e o e-farsas.


A destruição do país é um fim em si mesmo

O fim do tripé macroeconômico instituído em 99
Redução das metas consolida mudança nos pilares da política econômica

Laura Carvalho


No que pode ser interpretado como mais um passo rumo ao abandono definitivo de um dos pilares do chamado tripé macroeconômico instituído no país em 1999, o governo anunciou na terça-feira (15) uma revisão das metas fiscais dos próximos quatro anos, adiando para 2021 qualquer previsão de superavit primário.

Os deficit previstos passaram de R$ 139 bilhões, R$ 129 bilhões e R$ 65 bilhões em 2017, 2018 e 2019, respectivamente, para R$ 159 bilhões nos próximos dois anos e
R$ 139 bilhões em 2019.

Assim, em 2020, ao invés do superavit de R$ 10 bilhões, o governo passou a prever um deficit de R$ 65 bilhões.

Se o plano for cumprido —o que é difícil de acreditar para quem assistiu a quatro pedidos de redução da meta desde o início do ajuste fiscal—, viveremos um total de sete anos de deficit primários no Brasil.

Há apenas dois anos e meio, quando Joaquim Levy assumia o Ministério da Fazenda, a meta era levar o país do deficit de 0,6% do PIB em 2014 para um superavit de 2% do PIB em 2016 e 2017.

Apesar do ritmo ousado do ajuste proposto, que ignorava o agravamento da crise pelos cortes de investimentos públicos praticados, os números não destoavam muito daquilo que havíamos experimentado no passado recente: o superavit foi de 1,7% do PIB em 2013, 2,2% do PIB em 2012 e 2,9% do PIB em 2011, por exemplo.

Mas, desde o início do ajuste, a arrecadação menor fez o deficit aumentar para 1,9% do PIB em 2015 e 2,5% do PIB em 2016 —patamar próximo ao que deve ficar em 2017, considerando as expectativas atuais de crescimento da economia.

Tais perspectivas surpreendem menos pelo resultado em si, que nos aproxima de um grande número de países que vêm praticando deficit primários anualmente, e mais pela tranquilidade com que foram recebidas em um país que costumava se orgulhar de seus vultosos superavit primários de 3% do PIB.

Subitamente conscientes de que o governo não é capaz de controlar o total que arrecada —uma das principais críticas feitas ao regime fiscal brasileiro desde sua implementação—, muitos analistas passaram a atribuir ao superavit primário um caráter apenas residual.

A única meta efetiva passou a ser o teto de gastos, cujo cumprimento depende não só dos cortes já em andamento mas também da eliminação de despesas obrigatórias com a Previdência e o funcionalismo.

O que é curioso nessa abordagem é que ela parece deixar claro que a preocupação principal não é mesmo com a dinâmica da dívida pública. Afinal, sua estabilidade em relação ao PIB depende da obtenção de superavit primários e/ou da queda da taxa de juros que incide sobre a dívida e da retomada do crescimento.

Pouco importa, do ponto de vista do controle da dívida, se tais superavit são obtidos pelo aumento de impostos sobre os mais ricos ou pelo corte de serviços públicos, por exemplo.

Mas o caminho tomado não tem sido só o de evitar a qualquer preço o aumento de impostos enquanto forma de ajuste, mas sim o de abandonar o próprio controle da dívida pública enquanto objetivo primordial da política macroeconômica.

O problema é que esse abandono não se deu em nome de uma expansão de investimentos em infraestrutura ou educação, que traria retorno de longo prazo para o país.

Tampouco se deu para a adoção de um regime fiscal mais em linha com o praticado em outros países: uma meta para o resultado primário estrutural, por exemplo, conferiria ao governo alguma margem de manobra diante de flutuações inesperadas, evitando sucessivas reduções na meta.

O que estamos presenciando é ao abandono das metas de superavit primário em nome da redução do tamanho do Estado, que passa a ser um fim em si mesmo.

MPF gasta milhões para procuradores iletrados e sociopatas procurarem pelo em ovo


Procurador que causou espanto no twitter já investigou banheiros ‘unissex’ e tem longa história de usar o cargo com motivação ideológica


O procurador federal Ailton Benedito de Souza, @AiltonBenedito, causou espanto no twitter durante o fim de semana.

Foi depois da manifestação da extrema direita que terminou com o atropelamento e morte de uma militante em Charlottsville, na Virginia.

Em sintonia com direitistas brasileiros, que garantem que o nazismo é “de esquerda”, ele apresentou um print com o nome do partido de Hitler, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, para “provar” a tese: está escrito ‘socialista’ no nome, portanto o nazismo é de esquerda mesmo!


Houve um enxurrada de respostas. Algumas irônicas. Uma delas sugeriu que Hitler foi mal educado ao cometer suicídio antes de se confraternizar com as tropas soviéticas, comunistas, que derrotaram o regime nazista em Berlim.

A economista Laura Carvalho, colunista da Folha, escreveu: “tem alguma coisa errada com esses concursos [do MPF]”.

Pedro Nunes, @utops, brincou: Cavalo marinho é equino, peixe boi é bovino, bicho pau é de madeira e fruta pão é de trigo.

Logo, deduz-se, se tem socialista no nome é necessariamente de esquerda.

Bernard @berieux foi mais fundo.

Ele apontou situações em que o procurador usou seu cargo no Ministério Público Federal “com propósitos ideológicos” ao longo dos últimos anos, sempre aliado e abraçando causas conservadoras, de direita, do combate aos direitos humanos à investigação da universidade pública, sempre em defesa de aliados:



Depois que o Enem pediu redação sobre “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, o promotor pediu que os conceitos sobre direitos humanos incluídos nas provas fossem divulgados previamente.

O procurador também pediu às polícias federal, rodoviária federal, civil e militar que impedissem estrangeiros de participar de manifestações políticas no Brasil, depois de boatos segundo os quais bolivianos seriam trazidos para protestar contra o impeachment de Dilma Rousseff em Brasília.

Ailton pediu a suspensão da campanha publicitária da Copa de 2014. Segundo ele, a frase “todos ganham” atingia “o inconsciente coletivo, de forma subliminar”.

Na ação, ele se baseou em notícias de jornal para escrever: “A situação evidencia os efeitos da desorganização, da falta de planejamento, da incompetência em executar o que se planejou quanto à infraestrutura e aos serviços voltados à realização da Copa”.

O mesmo procurador mandou investigar banheiros supostamente ‘unissex’ da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, inclusive com a preservação das imagens de câmeras de segurança.

Com um colega, Ailton determinou a proibição de atos políticos na Universidade Federal de Goiás, contra ou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, no momento em que a UFG tinha um dos poucos focos de resistência ao golpe midiático-jurídico-parlamentar.

Em audiência na Câmara dos Deputados, o procurador defendeu o projeto direitista do Escola Sem Partido, que pretende amordaçar professores em sala de aula. Ele já havia patrulhado a Universidade Federal de Goiás e fez audiência pública para tratar de ‘doutrinação’:

Para Ailton Benedito, não há que se falar em inconstitucionalidade na ação das famílias que visam inibir ou reparar abusos político-partidários contra seus filhos praticados por professores no âmbito do sistema de ensino. “Trata-se apenas do exercício da cidadania”, afirmou. Além disso, considera que a proposta legislativa “traz mais segurança aos professores, à medida que lhes proporciona clareza, transparência e publicidade sobre o que podem fazer em sala de aula”.

Atuação – Ailton Benedito instaurou em 2016 Procedimento Preparatório para apurar se as estruturas humana e física da Universidade Federal de Goiás (UFG) estariam sendo utilizadas para promoção de manifestações político-partidárias. O MPF/GO, por meio da PRDC, inclusive promoveu, em setembro do mesmo ano, audiência pública que teve por objetivo debater o tema da doutrinação político-partidária no sistema de ensino brasileiro, especificamente quanto ao reconhecimento ou não da existência dessa prática.

O procurador também assinou o manifesto de promotores de Justiça contra a ‘bandidolatria’, uma tese cara aos aliados de Jair Bolsonaro.

Mas, tem mais: Ailton Benedito instaurou inquérito civil público com o objetivo de apurar ações ou omissões ilícitas da União, do estado de Goiás, de organizações da sociedade civil e de “movimentos sociais” (grafado assim no texto) em manifestações sociais, protestos, movimentos paredistas e greves no território de Goiás.

Para a audiência pública que tratou do tema, ele convocou apenas duas organizações da sociedade civil: Movimento Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, ambos de extrema direita.

Pergunta que cabe fazer: quanto o MPF já gastou em tempo e dinheiro para satisfazer os pendores ideológicos do procurador?
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