quarta-feira, 12 de julho de 2017

O liberal brasileiro é indistinguível do fascista

Luis Felipe Miguel

Na Folha de hoje, Hélio Schwartsman condena o ato da senadoras da oposição, que ontem interromperam a votação da reforma trabalhista. Mereceu até chamada de capa (coisa rara para suas colunas). Chama de a ação de "palhaçada" e a considera um "jogo feio", uma falta grave contra as regras democráticas.

Autoproclamada voz do liberalismo ilustrado no jornalismo brasileiro, ele encarna todos os seus limites. As senadoras causam horror porque transgrediram as formalidades do processo parlamentar. Já o fim da CLT, aprovado por parlamentares desejos de agradar ao capital e despreocupados dos interesses e vontades de seus constituintes, transgride não a formalidade, mas a essência do regime democrático. Sobre isso, porém, o colunista se cala. O liberalismo de Schwartsman é daquele tipo que tem ojeriza à democracia.

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