terça-feira, 4 de julho de 2017

O golpe adquiriu autonomia autárquica?


Cristóvão Feil

Vejam que os golpistas, quase a integralidade deles, estão envolvidos nas malhas das suas próprias ações criminosas e delinquenciais. 

Contudo, nada abala a rotina de suas políticas de desmonte, subtração de direitos, desmoralização internacional do País, alienação do patrimônio público, etc. 

O golpe adquiriu autonomia e avança como se fora uma autarquia dos remanescentes do conservadorismo escravocrata?

A Petrobras está sendo assaltada todos os dias, e sob atos supostamente legais emanados de uma administração irresponsável e demagógica. São muitos os exemplos que poderíamos citar nesta política deliberada de miniaturização e desqualificação do Brasil. 

A tal reforma trabalhista segue seus trâmites no Congresso, a sanha golpista não para, a fúria da direita é incontrolável. 

Fica a questão: que legalidade restará à nova legislação trabalhista, caso seja consumado o golpe neste importante quesito para os assalariados do País?

Teremos leis e normativas cevadas no vício ilegítimo do golpe e que deverão ser observadas e cumpridas por todos?

Como um golpe (vamos à redundância: ilegítimo, ilegal e inconstitucional) pode gerar leis legítimas e harmônicas com a letra constitucional e a democracia formal? 

Como sair deste imbróglio no pós-golpe?

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