quarta-feira, 5 de julho de 2017

Judiciário é um faroeste sem mocinhos

Luis Felipe Miguel

Foi certa ou errada a decisão de devolver o mandato a Aécio?

Não creio que haja resposta à pergunta. No momento em que a "justiça" passou a perseguir deliberadamente um lado do espectro político, ela colocou a si mesma numa posição impossível. Deve cometer arbitrariedades também contra o outro lado, para reequilibrar o jogo, ou retificar sua postura e tentar seguir a lei, mas com isso reforçando sua própria parcialidade?

Certa ou errada, a decisão certamente foi tomada pelos motivos errados. Os elogios de Marco Aurélio Mello a Aécio foram um deboche, uma sinalização de alinhamento, de que a bancada tucana no Supremo não esmorecerá na defesa dos seus. O que fica mais fácil graças àquela cláusula pétrea da Constituição: processos contra Aécio são julgados por Gilmar.

Do outro lado, Janot com suas bravatas flecheiras, em completo desacordo com o que se esperaria de quem ocupa seu cargo, mostra que nesse faroeste não tem mocinho.

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