domingo, 9 de julho de 2017

Como foi a final da Liga Mundial de vôlei Brasil x França

Tom Cardoso

Vi ontem a final entre Brasil x França na Liga Mundial. A despeito de tudo que a cidade simboliza hoje, não tenho nada contra Curitiba. Será pra mim sempre a cidade de Dalton Trevisan e não de Sergio Moro. Mas foi difícil ver o jogo ontem. Não implico com o esporte, que eu adoro, mas sim o com o chamado "público do vôlei". Quando eu era adolescente, todo cara que jogava vôlei achava o Humberto Gessinger um gênio. Hoje eles acham o Codplay o novo Beatles. 

Agora junte toda essa cultura em torno do vôlei e some com o público asseado e provinciano de Curitiba. A organização transformou a Arena do Atlético Paranaense num ginásio de esportes de Orlando, com direito a um time de Cheerleaders oxigenado e placas com palavras em inglês, distribuídas para os torcedores. 

Eu estava só esperando o narrador dizer a frase que virou uma espécie de mantra nos eventos esportivos em Curitiba e que expõe o quanto somos racistas: "Como é bonita essa gente de Curitiba!". 

Não havia um só negro entre os 20 mil torcedores. Mas o que estava em quadra, Earvin Ngapeth, nascido em Camarões, acabou com o jogo. Unbelievable!

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