sexta-feira, 14 de julho de 2017

As facções e subfacções do crime midiático

Moisés Mendes

A GLOBO E A FOLHA ESTÃO PERDIDAS 

Há inquietação e confusão na grande imprensa com a inesgotável capacidade de reação do jaburu-rei. É natural, porque não existe, ao contrário do que muitos pensam, um pensamento homogêneo de direita na imprensa nacional.

São muitas as facções. A facção mais confusa é a que apoiou Cunha como capataz do golpe, depois o abandonou e apoiou o jaburu e depois o largou na sarjeta. É a facção Globo, certa de que Meirelles era o cara, que mandaria em tudo, mesmo que não chegasse ao poder por eleição indireta.

Descobre-se agora que Meirelles é apenas o preposto do mercado, sem carisma para segurar o tranco, e não manda nem no Padilha.

Há a facção tucana, da imprensa paulista, liderada pela Folha, que resistiu até onde deu ao lado das aves e também não sabe para que lado voa. A facção paulista ficou ao lado do jaburu até bem pouco, porque essa era a opção declarada dos tucanos, que agora podem se aliar aos tico-ticos que aparecerem na estrada.

Outras subfacções, essas da imprensa satélite regional, tentam acompanhar os movimentos e a inspiração dos grandes planetas carioca e paulista, mas estão igualmente perdidas. Essas subfacções levam muito a sério os movimentos dos aliados do jaburu em seus Estados.

Um gesto em falso, que subestime a sobrevida dos golpistas, pode levar a retaliações em verbas publicitárias.

No conjunto, o que se vê é um salve-se quem puder, com a Globo atuando sem máscaras pelo segundo golpe contra o jaburu. Um texto do Merval Pereira foi a manchete do Globo online até agora há pouco, anunciando que o jaburu cai na votação em plenário. A Globo, com seus lobos já alquebrados, também está cansada.

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