quinta-feira, 22 de junho de 2017

O prazer de ouvir rádio tornou-se inviável


O é da coisa borogodó 
Ricardo Soares 

Anacrônico talvez mas dos meus pequenos prazeres cotidianos está ouvir rádio. Confesso que está cada vez mais difícil porque o dial está tomado pela praga fundamentalista evangélica,uma profusão de comunicadores populares sem cérebro difundindo música de péssima qualidade e as emissoras absolutamente golpistas com seu elenco de conservadores comentaristas quando não fascistas. Assim sendo resistir no dial é uma luta no meio dessa selva.

Pois bem.No meio disso tudo achei um jeito de driblar os percalços e muitas vezes quando estava em casa no horário das 18 às 19:20 hs ouvia a rádio Band News FM pois aí engatava a audição do Jornal da Band (TV) também transmitido pela rádio. É,a propósito, dos poucos ou talvez o único telejornal que dá para assistir vez ou outra.

Agora o pequeno alento acabou. Faz uns dias a rádio colocou em sua programação uma hora e vinte minutos de puro cacarejar conservador chamado "O é da coisa" conduzido pelo nefasto agente político (não confundir com jornalista) Reinaldo Azevedo.

Desperdiçar linhas para falar desse sujeito é inócuo visto que muita gente já tem opinião formada a seu respeito.Para o bem e para o mal o que reforça a ele próprio a impressão de uma importância que absolutamente não tem. Só tempos bicudos como os nossos, só a absoluta conspiração da mediocridade e as conclusões rasas,rápidas e rasteiras podem explicar o protagonismo de um agente político como esse que nos faz ter saudades (se é que isso é possível) de polemistas como Carlos Lacerda e outros.

Nunca levei Reinaldo a sério porque o acho uma caricatura ambulante de direitista ressentido.Uma falácia neoliberal, um abutre dos movimentos sociais. Seu ego doente e suas pequenas dimensões como "intelectual" já o fizeram apanhar de vara de marmelo (faz muito tempo) do meu amigo Fernando Costa, irônico e talentoso publicitário cearense que o surrou impiedosamente num fórum internético qualquer. Nunca esqueço disso. Reinaldo que então nem era tristemente famoso como hoje jogou a toalha e desde então não lhe dou o menor cartaz. O que acho no entanto inexplicável é como se mantém um negócio desses no ar. Uma indigência de má dicção só pode ter horário tão nobre pois deve dar audiência. E isso é o que me assombra.

Ao fim e ao cabo perco meu tempo em digressões ao redor do sujeito por um motivo muito simples: Reinaldo, seu cacarejar de dicção confusa e ideias tortuosas destruiu meu prazer de ouvir rádio no fim da tarde já que além da Band News FM- pra notícias- só resta a furibunda CBN com seus Mervais e que tais. Ou seja, que saudade de "Um piano ao cair da tarde" da finada Eldorado.

E, ah Reinaldo, umas aulas de fono e de modéstia lhe fariam muito bem.     

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