sábado, 3 de junho de 2017

O grande grampo de Aécio ainda está guardado



Reinaldo Azevedo não é uma pessoa muito respeitada no meio jornalístico. Azevedo é um vândalo do jornalismo da direita, que produz textos contra Lula, Dilma, o PT e ultimamente contra o juiz Moro e seus métodos (porque a Lava-Jato poderia chegar aos tucanos).

Mas por que então Azevedo foi tão defendido por todo mundo da imprensa, e principalmente pela Globo, quando caiu no grampo da conversa de amiguinhos com Andrea Neves, irmã de Aécio?

Por que a imprensa, que só bebeu de vazamentos e delações até agora, e não fez nada, nada, nada de jornalismo investigativo, estava preocupada em fazer a defesa de Azevedo?

Por que falaram tanto que a relação jornalista-fonte é intocável e que as questões íntimas de cada um devem ser respeitadas, se nunca respeitaram a intimidade de ninguém que fosse do PT e das esquerdas?

A resposta é singela. Porque a Globo sabe, como todos os grandes veículos sabem, que, além de Andrea, também Aécio foi grampeado falando com jornalistas da direita.

A guerra contra o vazamento do grampo de Azevedo parece estranha, porque de Lula e Dilma a Globo vazou o que deu.

O medo é porque sabem que Aécio conversou o que não devia com gente do golpe dentro das redações e das empresas de comunicação.

Esses grampos vão aparecer em algum momento? Talvez. Mas só o fato de que existem deixa muita gente em alvoroço.

Enquanto isso, vão saindo outros grampos, como esses que já andam circulando por aí e que eu compartilho na área de comentários, em que Aécio e gente da Record (com a participação de Moreira Franco nas conversas) negociam alguma coisa, no meio de um pedido de 'entrevista', que envolve o número 1 (o jaburu) e algo cifrado da Caixa.

A Caixa, pelo que se sabe, lida com dinheiro. O que eles queriam com a Caixa?

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