terça-feira, 13 de junho de 2017

Miriam Leitão não merece um pingo de dó, solidariedade ou simpatia de ninguém


Marco Antonio Araujo 

Não tenho um pingo de dó da Miriam Leitão. Eu, pessoalmente, seria incapaz de hostilizar quem quer que fosse, mas é preciso ser coerente: figura pública responde pelo que semeia.

José Dirceu, recentemente, foi do Paraná a Brasília de carro por quê? Porque sabe o que o aguardaria num voo comercial. Não vi ninguém da GloboNews lamentar pelo ex-ministro. Pelo contrário, lembro-me bem da mesma jornalista e seus colegas de estúdio sendo sarcásticos naquela ocasião.

Eduardo Cunha foi esculachado num saguão de aeroporto por uma senhorinha bem saliente - uma, e apenas uma, senhora indignada (vejam só como o mundo pode ser injusto).

Não encostaram a mão, preservaram a integridade física? Vida que segue, sem vitimismo blasé. 

Absurdo é ser agredido na rua por portar bandeiras ou camisa de determinada cor - sem poder contar com selfies ou proteção policiais em manifestações.

Só torço para que jornalistas que propagaram o ódio, a mentira e a persecução a um único partido não sejam agredidos em salas de espera de hospitais, velórios ou restaurantes (diante dos filhos pequenos). Aí, sim, é muita crueldade.

O que não dá mesmo é pra achar que depois de anos de porrada não ia haver um revide sequer - ainda por cima tão ridículo e idiota, vamos combinar.

PS: Ah, e quantas vítimas da intolerância tem uma coluna num dos maiores jornais do país para expor sua dor, oh, lancinante?

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