sábado, 10 de junho de 2017

A médica e o motorista


Moisés Mendes 

Ainda sobre a omissão de socorro a uma criança de um ano e seis meses, que morreu no Rio esta semana porque uma médica se negou a socorrê-la.

Todo mundo viu na TV as imagens de uma câmera de segurança que mostra a médica, dentro da ambulância, rasgando o papel com o registro do pedido de atendimento dos pais da criança. Mas não sabemos o nome da mulher*.

Do motorista da ambulância, já sabemos o nome: Robson Almeida. Li que foi ele quem denunciou a médica à polícia. Estava ao seu lado quando ela descobriu que o atendimento seria prestado a uma criança e não a um adulto, decidiu que não iria socorrê-la, porque parece que não gosta de crianças, e foi embora.

“Uma médica estudada, formada, ter agido da forma como agiu. Se tivesse socorrido, a criança não teria morrido”, disse Robson aos repórteres, depois de falar com o delegado que investiga o caso.

Pela teoria de alguns alunos e professores, autores de famosa brincadeira em uma escola de Novo Hamburgo, a médica seria alguém na profissão certa. E Robson seria a pessoa que virou motorista porque algo deu errado.

A escola poderia estudar o caso da criança, da médica e do motorista em sala de aula. Os alunos aprenderiam muito com essa tragédia e suas lições sobre o que pode dar certo ou dar errado.

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