terça-feira, 20 de junho de 2017

A bola está com o juiz amigo da maior quadrilha criminosa do país


Luis Felipe Miguel

A bola está com Sérgio Moro.

A defesa de Lula apresentou hoje suas alegações finais no caso do triplex. Dallagnol já havia apresentado suas convicções antes.

A ausência de materialidade da denúncia é patente desde o começo. Isso não mudou.

O que mudou foi a posição da acusação - termo que, no caso, vejam só, inclui não só o promotor, mas também o juiz. Desde o embate de Curitiba, quando Lula foi interrogado, a imagem pública tanto de Moro quanto de Dallagnol sofreu acelerada deterioração.

Mesmo para seus mais entusiásticos seguidores está difícil sustentar o discurso de que há imparcialidade, ética ou competência profissional. O que há, claramente, é apenas a vontade apaixonada - ou interessada, ou ambos - de atingir o ex-presidente.

Sem provas, sem uma narrativa convincente e, agora, sem sequer uma fachada de força moral para sustentá-la, a condenação de Lula seria baseada apenas no cinismo.

Meu palpite: Moro vai condená-lo, agora com mais ímpeto ainda, já que não tem mais nada a perder.

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