quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Teoria do Desgoverno Geral" ganha força

Carlos D'Incao

Ainda no ano de 2015 publiquei um texto defendendo a tese de que os países periféricos do Mundo atravessavam por desestabilizações políticas geridas por forças externas.

Essas desestabilizações teriam o apoio de setores internos desses países. Mas seu objetivo não seria colocar esses setores internos no poder (como no passado). Teriam seus próprios interesses autônomos.

Chamei essa teoria de "Teoria do Desgoverno Geral".

Defendi naquela ocasião a ideia de que um Golpe de Estado ocorreria no Brasil, correspondendo a determinados interesses estrangeiros, em especial os dos EUA.

Para mim estava claro que por um momento esses interesses iriam convergir com alguns interesses políticos e econômicos locais (da direita brasileira).

Porém, esse golpe externo estaria destinado a se desprender desses interesses locais em algum momento e começaria a operar de maneira autônoma e dissonante.

Com isso, teríamos depois de um golpe contra Dilma, uma eventual cassação de Temer. Esse último fato em princípio agradaria a esquerda por razões óbvias...

Porém, na prática esses fatos estariam exatamente de acordo com a "política de descarrilhamento" ou, o que chamei de "Teoria do Desgoverno Geral".

Seguindo essa teoria, o que interessaria ao imperialismo é o desgoverno contínuo. Para que? Simples: para comprar o Brasil a preço baixo. Assim, esse desgoverno contínuo serviria como uma espécie de terrorismo econômico, fazendo com que as grandes empresas dos países imperialistas pudessem comprar nossas empresas, riquezas e setores inteiros da nossa economia...

Com a queda de Dilma e a deposição de Temer, teríamos o dólar indo às alturas e as empresas nacionais perdendo valor real e nominal. Um verdadeiro caos econômico... Com isso as grandes corporações norte-americanas conseguiriam, por exemplo, comprar toda a nação a preço de banana.
Porém, se essa minha "Teoria do Desgoverno Geral" é correta ou não, se ela faz sentido ou é apenas uma grande coincidência... isso agora não importa mais...

O que interessa é que entramos em um momento decisivo na História desse golpe. A única forma de garantir a normalidade do Brasil e a nossa soberania política é a mobilização imediata de milhões de brasileiro nas ruas até a deposição de Temer.

Depois disso, a luta deve ser pelas DIRETAS JÁ.

Esperar que algum tribunal - sob o comando de nossos nobres juízes escravocratas - ou a Rede Globo golpista represente os interesses populares é uma fantasia pueril.

Até porque é legítimo questionarmos se a Lava-Jato e a Rede Globo são parte integrante dessas forças externas que promovem o "Desgoverno Geral" no Brasil.

Não podemos nos esquecer que SOMENTE o povo brasileiro pode defender o Brasil dos ataques - externos e internos - que todos nós estamos sofrendo.

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