domingo, 7 de maio de 2017

Pena de morte para os traidores da pátria


O crime para traidor é a pena de morte
Francisco Costa

Temer e a quadrilha que se assenhoreou do poder vêm se notabilizando por implantar o neoliberalismo na sua forma mais radical, com redução drástica no tamanho do Estado, barateamento da mão de obra brasileira e fortalecimento do mercado especulativo.

A destacar, que todas essas medidas são reversíveis, desde que se eleja um presidente progressista e com maioria no parlamento, para reverter PEC e PL e tornar sem efeito as portarias e ordens de serviços.

As concessões podem ser revertidas, seja porque os contratos têm duração limitada, seja por anulação de contratos, por não cumprimento do acordado, pelos concessionários.

Em último caso, depois de centenas de PEC, de Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma e agora Temer, a nossa Constituição está tão desfigurada, tão cheia de penduricalhos e jabutis, que uma Constituinte, ampla ou restrita, já se faz necessária, colocando tudo novamente nos eixos.

Preocupa-me muito mais a internacionalização do país, com a perda da soberania e o risco de perdermos parte do nosso território.

A perda da soberania acontece na medida em que estamos fazendo acordos bilaterais desvantajosos e privatizando a nossa economia, quando não destruindo o que temos.

Um bom exemplo é a retomada das obras da refinaria de Itaboraí, no RJ.

A título de punição, ao mesmo tempo em que a Lava Jato desmonta as empreiteiras brasileiras, elas foram proibidas de participar da licitação para as obras dessa refinaria.

Acontece que das 30 empresas estrangeiras que se apresentaram para a licitação, 28 respondem a processos semelhantes ou assemelhados aos da Lava Jato, em seus países de origem.

O governo brasileiro não quer moralizar, mas substituir os ladrões brasileiros por ladrões estrangeiros, com os quais tem mais afinidade e compromissos, por identidade.

Os contratos de privatização são irreversíveis, uma vez que contratos de venda, e não existe venda temporária. A única maneira de reverter seria expropriando, o que geraria demandas nos tribunais internacionais e boicote econômico ao país, acabando de destruir a nossa economia, como aconteceu com Cuba e Coréia do Norte.

Mas, de tudo, por uma questão de patriotismo, o que mais me aflige é a possibilidade de fragmentação do nosso território.

FHC esteve perto de anexar (doar) um pedaço do Maranhão, onde fica a Base de Alcântara, no litoral, aos Estados Unidos, fato que só não se consumou porque as Forças Armadas brasileiras não permitiram.

Logo depois do golpe, em segredo, o ex-chanceler José Serra, retomou as negociações. Atualmente Aloysio Nunes cuida do caso.

Temer pretende sancionar lei que permite a estrangeiros comprar terras brasileiras, sem limites de tamanho, o que, em tese, permite que um país compre um estado brasileiro inteiro.

A lei que impede estrangeiros de comprar terras em território nacional nasceu na Ditadura Militar, e por quê?

O IBGE e o Serviço de Topografia do Exército perceberam que norte-americanos e israelenses estavam comprando terras contíguas, no sul da região norte, de maneira a formar um cinturão, isolando a Amazônia do resto do país. Temer está reabrindo essa possibilidade. 

Mas a desgraça maior está por vir, as Forças Armadas norte-americanas emitiram nota dando conta que foram convidadas, pelo Exército brasileiro, para realizar manobras e exercícios conjuntos na tríplice fronteira: Brasil, Colômbia e Peru.

Isto trará desdobramentos, conforme a mesma nota, entre eles o estabelecimento de uma base militar multinacional na região. 

Foi assim que os americanos entraram no Vietnã e na Coréia, dividindo-os. Foi assim que entraram no Iraque, no Afeganistão e na Síria.

Depois que entram não saem mais.

Estou analisando a documentação e logo mais volto ao assunto.

Derrubar Temer e quadrilha já deixou de ser missão só dos trabalhadores que estão sendo lesados, mas de todos os patriotas, independente de matiz ideológico ou cor partidária, da extrema direita à extrema esquerda.

É a nossa própria integridade territorial que está em jogo.

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