domingo, 7 de maio de 2017

O Mussolini de Maringá não manda no Brasil

Moisés Mendes 

Muita gente deve ter acreditado que o juiz Sergio Moro está mesmo se dirigindo aos seus fãs, quando pede em vídeo que eles não apareçam em Curitiba no dia da audiência de Lula.

Cada um acredita no que quiser. Tem gente que acredita até que em algum momento a Lava-Jato vai pegar tucanos.

Eu tenho o direito de concluir que ele se dirige, na verdade, aos apoiadores de Lula. Imagino que Sergio Moro ainda não pode (um dia vai poder?) determinar o que eu penso.

Moro deu este recado: só eu posso politizar a Lava-Jato, com meus apelos e minhas atitudes dirigidas ao meu povo.

O resto que se recolha à sua insignificância e se submeta ao que ele pensa. E ele pensa que Curitiba não deve ser contaminada politicamente pelas ações da Lava-Jato no dia 10.

Fiquem em casa, este é o resumo do que disse Moro, como se fosse um pregador dirigindo-se ao seu dócil rebanho.

Moro quer que o Brasil imbecilizado entenda a Lava-Jato como uma questão estritamente jurídica.
Eu não preciso ler mais nenhum dos juristas nacionais e internacionais que dizem o contrário. A Lava-Jato é, na essência, uma implacável caçada política.

Não pretendo ir a Curitiba dia 10. Se tivesse decidido ir, não desistiria da viagem por causa do conselho aparentemente 'neutro' de um juiz que se sente no direito de orientar as atitudes políticas dos cidadãos.

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