terça-feira, 23 de maio de 2017

Como Michel Miguel contratou Ricardo Bolinha de Papel


Cadu de Castro


- Alô.

- Molina? Aqui é Michel Miguel.

- Ave! Como vai Vossa Majestade?

- Mal, né? Isso é pergunta que se faça? Xingá-lo-ia se não precisasse de vossos serviços. Seguinte, vacilei feio e preciso de um laudo de perito sobre umas gravações.

- Sem problemas, tenho laudo para pronta entrega. Vossa Santidade quer a favor ou contra as gravações?

- Contra, estúpido!

- Contra estúpido eu tenho também, preencho com o nome do Bolsonaro?

- Não, idiota, é contra a gravação que o Joesley fez. Trairagem das grossas.

- Ah tá! Fique tranquilo, já tá pronto, comigo é que nem atestado médico pra empresa. A gente só troca uns nomes e fica tudo certo. Só faço uns ajustes.

- Ótimo! Agradecer-lo-ia se não estivesse tão transtornado. Não renuncio! Não renuncio!

- Olha, fique tranquilo. Vou começar por desqualificar o gravador, dizer que foi comprado no Mercado Livre.

- Ideia maravilhosa!

- Atestarei que a frase "Todo mês" é na verdade "Tô no meio". Muda o sentido entende?

- Estou adorando!

- Argumentarei que metade do áudio é ininteligível e que o PC Farias se suicidou.

- Tá louco? Esse caso foi outro.

- Tá certo! Tá certo! É que é tanto laudo que eu vendo que as vezes confundo. Mas pra fechar com chave de ouro, vou dizer que a sua voz é na verdade a Dilma afônica.

- Menos, Molina. Acho que não cola. Vamos fechar no ininteligível. Ah! O do pato amarelo é que vai fazer teu pagamento, tá?

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