quinta-feira, 27 de abril de 2017

O nobre esporte bretão à luz do imperativo categórico kantiano: o caso Rodrigo Caio


Wagner Iglecias

Resumo: num país ágrafo como este, produtos midiáticos como séries, novelas, reality shows e jogos de futebol têm grande poder na formação dos valores e da visão de mundo de milhões de pessoas. No que se refere (Rousseff, D., 2010) aos fatos cotidianos do ludopédio há uma enorme influência também sobre crianças e adolescentes. Neste sentido este artigo busca discutir o "fiz o que tinha de ser feito" do atleta são-paulino Rodrigo Caio tendo como referencial o "faça aquilo que você gostaria que outra pessoa na mesma situação que você fizesse, de modo que isso se tornasse uma prática universal" do filósofo oitocentista Immanuel Kant.

Numa nação em grande parte guiada pela máxima de que "malandro é malandro e mané é mané" (Silva, B., 1985) não são incomuns os exemplos de que dentro das quatro linhas vale gol com a mão, tapa na cara, simulação de falta, cusparada e jogadas até mais baixas. Não serão citados exemplos para não abrir uma guerra entre torcidas, mas de fato não é preciso ir longe para encontrar casos neste sentido, enaltecidos inclusive por torcedores que veem neles exemplos de macheza, ousadia, esperteza, coragem e amor à camisa, entre outros absurdos.

Nota: parabéns Rodrigo Caio, Mestre Telê Santana de onde estiver deve ter ficado com orgulho de você, mlk.

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