quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O extraordinário currículo do Alexandre de Moraes


PERDEMOS 
Rynaldo Labuto Gondim

O JN mostrou, há dois dias, o extraordinário currículo do Alexandre de Moraes, mas não deu tempo de mencionar que seu escritório de direito defendeu, além do Cunha, uma cooperativa de vans ligada ao PCC.

Não deu tempo de falar do uso de violência desmedida na sua gestão em São Paulo. Não deu tempo de falar do patético episódio dos pés de maconha no Paraguai. E nem da sua defesa do uso da tortura, na época em que era professor.

Eu entendo que está estourando violência nos quatro cantos dos país e que ele deveria ser afastado portanto do Ministério da Justiça. Mas não precisavam manda-lo pro STF.

Reflito também de como os principais meios de comunicação do país detestam o Aécio Neves. Odeiam tanto que se recusam a citar seu nome ou mostrar sua imagem, não importa as barbaridades que ele tenha cometido

Fico irritado e desligo a TV. Fujo pro rádio onde Merval Pereira e Sardenberg elogiam toda e qualquer decisão sobre a economia que diminua os gastos públicos, mesmo que isso gere um pequeno efeito colateral de matar milhares de pobres, que já não tinham acesso aos serviços básicos de saúde, e agora também não tem acesso a salários.

Desligo o rádio e penso no absurdo. Um homem citado inúmeras vezes na Lava Jato - que hoje ocupa o cargo de presidente da república - é quem está indicando um Ministro do Supremo.

Lembro também que quando Dilma empossou Lula como Ministro para livra-lo das garras de Moro (o inimigo número 1 da corrupção, desde que não seja cometida pelo PSDB), Gilmar Mendes impediu que a manobra - uma das mais estúpidas de todos tempos - desse certo. Mas agora, Temer faz o mesmo com o Moreira Franco e tudo bem.

Penso que sou roubado há muito tempo por esses pulhas. E, portanto, fico me perguntando porque agora estou mais triste e mais indignado. A resposta é óbvia: ao perderem o constrangimento, esses assassinos continuam roubando meu dinheiro, só que agora passaram também a desrespeitar a minha inteligência. Continuam fazendo as mesmas calhordices de sempre, só que agora às claras. Eles tem certeza da minha estupidez. Da minha incapacidade de entender suas manobras que vão salva-los de uma visita a cadeia, mesmo que breve.

Fico olhando com os olhos da Claudia Cruz o meu país virar pó. Um pó igual a cocaína encontrada no helicóptero do Perrella. Um pó sem dono.

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