sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nazistas de jaleco

Richam Faissal El Hossain Ellakkis - CRM:148403-SP
Leandro Fortes

A classe médica brasileira foi tomada de assalto por uma geração de jovens profissionais reacionários, desumanos, frios, formada nas fileiras de um fascismo muito semelhante àquele que produziu os médicos de Auschwitz e Treblinka.

O mais impressionante é que a maioria esmagadora deles é formada em universidades públicas, logo, às custas dos contribuintes - entre eles, a massa de pobres a qual eles aprendem diligentemente a desprezar, zombar e destratar.

Os cursos de medicina das universidades públicas são frequentados basicamente por uma juventude branca e de classe média, vinda de escolas e cursinhos caros, cuja ideologia fundamental é a de ter dinheiro e status.

A política de cotas arranhou ligeiramente esse quadro, mas foi suficiente para provocar uma onda de ódio dentro e fora da academia, como se a presença de negros e pobres nesses cursos representasse uma invasão de bárbaros na asséptica cidadela de nobres doutores e doutoras.

O resultado é essa lástima que aí vemos.

Primeiro, aquela reação abjeta aos médicos cubanos. Agora, essa troca tenebrosa de mensagens sobre Dona Marisa, digna de pupilos de Josef Mengele, o médico nazista que, não por acaso, viveu seus últimos dias no Brasil.
Gabriela Araújo Munhoz - CRM:142819-SP


3 comentários :

  1. Lixo humano, num rostinho bonito. Morrer é melhor, que conviver com essa juventude imbecil e covarde.

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  2. É bom olhar bem pra esse "rostinho". Se encontrar com ele em algum hospital, prefiro a morte.

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  3. Como entender que alguém pareça orgulhoso de portar um cartaz desse tipo? Tinha razão Nelson Rodrigues, "bonitinha mas ordinária"

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