sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Senador fascista e golpista que defende trabalho escravo e genocídio indígena quer CPI de samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense

Do DCM:

Ronaldo Caiado vai propor CPI de samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense (!?!)

Do Justificando:

O samba-enrendo da Imperatriz Leopoldinense vem causando incômodo no setor do agronegócio brasileiro. Com o tema “Xingu, o clamor que vem da floresta”, a música é uma homenagem e um grito de guerra da luta pela preservação da floresta e da cultura indígena e fará parte das apresentações de carnaval de 2017 no Rio de Janeiro.

“Sangra o coração do meu Brasil. O belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios, tanta riqueza que a cobiça destruiu!”, diz o samba que homenageia os indígenas foi visto como uma ofensa ao agronegócio, causando reação de ruralistas e setores da mídia.

Um exemplo de retaliação aconteceu hoje, 12. O senador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou que vai propor no Senado uma sessão temática para “para discutir, debater e descobrir os financiadores da Imperatriz Leopoldinense e os interesses em denegrir o agronegócio”. “Com tantos problemas no país, que sofre com traficantes, bicheiros e facções, causa perplexidade uma escola de samba atacar o agronegócio, orgulho do País, que é o único setor que gera tantos resultados positivos”, disse Caiado.

Vale lembrar, rapidamente, quem é este senador. Grande líder da Bancada Ruralista, sua família está na “lista suja” entre os 91 incluídos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) da relação de empregadores flagrados com trabalho escravo. Há décadas em posição de destaque na política, Caiado ainda é ex-presidente da União Democrática Ruralista.

Além dele, outros setores ligados ao latifundiário expressaram repúdio ao samba enredo. A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), que cria os gados mais vendidos do país, fez uma nota de repúdio – “ao criticar o agronegócio, o grupo mostra total despreparo e ignorância quanto a história brasileira e a realidade econômica social do país”. 

(…)

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