sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O golpe será derrotado nas ruas. Ou não será.

Chore, Dilma, chore!
Por Arkx

1. O caminho que nos arrastou até o golpe não será o mesmo caminho para dele nos libertarmos. Não derrotaremos este golpe pela via da política de gabinete, do acordo, do conchavo, da conciliação, do pacto, da capitulação, da rendição, da covardia e da traição;

2. O golpe será derrotado nas ruas. Ou não será;

3. a lógica política da maior parte da Esquerda institucional está completamente invertida. Não será “Lula 2018”, ou “Lula Já”, e nem mesmo pura e simplesmente “Diretas”, a principal arma de luta contra o golpe. Tampouco o serão os índices de popularidade e as pesquisas de intenção de voto. Nenhum “grande líder” ou “salvador da pátria” serão capazes de derrotar o golpe e reverter suas consequências;

4. O golpe será revertido por um grande movimento de massas. Ou não será;

5. Sem um programa mínimo que seja amplamente apoiado pela soberania popular, o golpe não pode ser derrotado, tampouco suas consequências revertidas;

6. Este programa mínimo deve ser necessariamente encabeçado pela caracterização do impeachment inconstitucional como um golpe de Estado. Um golpe da plutocracia contra o Brasil, contra a Nação e o Povo. Assim sendo, o impeachment deve ser anulado. Todos os golpistas, sejam do Legislativo, do Judiciário, PGR, MP, empresários, etc. devem ser responsabilizados. Todos os atos, contratos e decisões do governo usurpador devem ser revogados. E seus beneficiários devem ser responsabilizados como cúmplices do golpe;

7. O item anterior é o único pacto capaz de restaurar o Estado Democrático de Direito no Brasil;

8. Um hipotético candidato de uma necessária Frente de luta contra o golpe deve se comprometer publicamente com este programa mínimo. Ou seja, em primeiro lugar vem o fundamento, o programa e a proposta, só então surge o candidato capaz de viabilizá-los junto com um movimento de massas;

9. Não será se escondendo, se entregando às lágrimas, se omitindo da luta, fugindo das ruas e abandonando os que bravamente enfrentam a repressão que algum hipotético candidato se gabarita para liderar a guerra de libertação do Brasil;

10. Não haverá nenhum futuro, nenhum Ano Novo, sem nos abraçarmos fortemente ao tempo presente. Sem abandonarmos todas as ilusões. Sem uma radical solidariedade que nos obrigue a seguirmos juntos, de mãos dadas. Sem, enfim, compreendermos que só haverá novos tempos, se dessa vez não fizermos prisioneiros. só a Antropofagia nos une! Tupi or not tupi. That is the question.

Em entrevista ao The Guardian, Dilma também revela a reação de Lula após a votação da admissibilidade do impeachment, conduzida por Eduardo Cunha: “Ela também recorda a reação do ex-presidente Lula, que estava junto com ela no momento. "Ele chorou e me abraçou. Ele disse 'chore, Dilma, chore!'.


2 comentários :

  1. O pior de tudo: sabe qual a única chance de haver eleições em 2018 e de permitirem Lula ser candidato? É ele assinando uma espécie de "carta aos brasileiros II", comprometendo-se a manter todas as violências cometidas contra os nossos direitos pelo governo golpista.
    E olha que isso vai ser o melhor dos mundos com que podemos contar.

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  2. O problema é convencer a maioria silenciosa, qu não poia nem luta contra o golpe, e evive afasta e descrente da política

    https://fitademoebius.wordpress.com/2016/05/16/foratemer-desobediencia-civil/

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