sábado, 21 de janeiro de 2017

Não investigar é prova de conspiração

Não confie em ninguém
Renato Janine Ribeiro

Desenhando:

1) Não afirmei que a morte de Teori foi um atentado. Afirmei sim, com todas as letras, que requer investigação apurada, porque é suspeito morrer, desta forma, alguém que está ocupado com assunto que pode até tirar o presidente da República.

2) Mostrei, numa lista, que o Brasil é recordista absoluto em número de acidentes (ou não) que resultaram na morte de ex-governantes (presidentes ou premiers), megaempresários, líderes de várias espécies, nos últimos cinquenta anos, em comparação com países democráticos da Europa Ocidental e da América do Norte. Fora nós, só Portugal, com a morte do premier em 1980.
Não disse que só no Brasil houve tais mortes, nem falei de casos isolados como presidentes da Polônia, Ruanda, Burundi, ou de parlamentares na maior parte obscuros de qualquer país que seja.

3) Em qualquer país decente, uma série tão portentosa, que inclui pelo menos duas mortes de ex-presidentes em acidentes (Castelo e JK), mais três que alguns (não eu) dizem ser suspeitas (Getúlio, Jango e Tancredo), mais muita gente importante, teria levado a uma comissão especial e serissima de inquérito. Pode perfeitamente ser tudo acidente. Ou quase tudo.

4) O ceticismo, diante dessa série de casos, está do lado de quem quer a investigação. Desconsiderar a demanda por investigação, dizendo que é teoria da conspiração, não é ser cético.

Cansei.

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