terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Geraldo Alckmin cospe na cara da justiça

Por Katia Passos • Jornalistas Livres

São Paulo e seu prato principal: Alckmin à la Renan regado a molho Doria. Estão servidos?

Como todos já sabem, na sexta (6), a Bancada de deputados estaduais do PT-SP entrou com um pedido de suspensão do aumento de tarifas de integração para o transporte público da capital. A decisão do aumento surgiu por vontade do governador Geraldo Alckmin. No TJ-SP, o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, concluiu que cabia uma liminar para suspender mais essa atrocidade.

No entendimento do juiz, Alckmin não queria arcar com o ônus político do reajuste das tarifas básicas, pois Dória, atual prefeito de SP declarou após as eleições que manteria o valor das tarifas de qualquer maneira. Então, Alckmin decidiu num estalar de dedos, que as integrações seriam reajustadas, numa clara tentativa de “maquiar” o aumento das tarifas básicas de transporte. No mesmo dia 6, o juiz Paulo Furtado encaminhou a liminar pelo oficial de justiça, o Sr. João Carlos de Siqueira Maia.

O oficial de justiça chegou no Palácio dos Bandeirantes, às 17h20 e não conseguiu entregar a liminar, pois o Sr. Pedro Henrique Giocondo, que se identificou como assessor de Alckmin, disse que o governador estava ausente, numa agenda externa, sem previsão de chegada e se negou a receber o documento, como se somente Alckmin pudesse receber essa notificação. Às 18h, o oficial foi embora do local. Um verdadeiro desrespeito. 

Curioso é observar, que na agenda do governador, constava compromisso na Casa às 16h.

Alckmin deu seu show de interpretações bizarras e dissimuladas. Não recebeu a liminar, mentiu sobre sua ausência, aumentou as tarifas de integração, desobedeceu a uma decisão judicial e nadou de braçadas por cima de trabalhadores que utilizam o transporte público. A escola de Renan Calheiros está sendo muito bem aplicada por aqui. A justiça só serve para os aliados da dupla Alckmin e Dória. 

Estão servidos?

Na imagem, a certidão do oficial de justiça que descreve sua tentativa frustrada de entregar a liminar no Palácio dos Bandeirantes.

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