quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Em carta, deputados americanos defendem Lula e criticam Moro e Temer

Quadrilha golpista tucana 
Os congressistas também criticam Michel Temer  por tem agido "para proteger figuras políticas corruptas" com objetivo de impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição
Um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (18) uma carta endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, onde denunciam o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, de perseguir o ex-presidente Lula com decisões "arbitrárias".

Nela, os congressistas afirmam que estão "preocupados com a perseguição ao ex-presidente, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos", de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, que teve acesso ao documento.

"Nos últimos meses, ele tem sido alvo de uma campanha de calúnias e acusações não comprovadas de corrupção pelos grandes veículos privados de mídia alinhados com as elites do país", denunciam, lembrando que "Lula se mantém como uma das figuras políticas mais populares no Brasil de hoje e é visto como uma série ameaça nas urnas por seus oponentes políticos".

"Lula tem sido alvo de um juiz, Sergio Moro, cujas ações parciais e arbitrárias tem ameaçado seu direito de defesa. Por exemplo, o juiz ordenou a prisão arbitrária [a condução coercitiva, em março de 2016] do ex-presidente só para servir de intimação, embora não houvesse nenhuma indicação de que o ex-presidente não quisesse depor na Justiça", segue a carta.

"Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", prosseguem os deputados.

Eles criticam Michel Temer por tem agido "para proteger figuras políticas corruptas, para impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição nacional e pressionar adversários nos movimentos sociais e nos partidos de oposição".

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