domingo, 22 de janeiro de 2017

Elite brasileira tenta burlar todas as leis, inclusive as da física

Leonardo Avritzer

Como afirmei em um post anterior é sempre possível fazer uma sociologia destes grandes momentos nacionais provocados por mortes repentinas ou inesperadas. Eu nunca fui adepto de teorias da conspiração e acho que é difícil derrubar um avião sem deixar rastros. 

Acho mais interessante a gente pensar nas relações entre a elite brasileira e acidentes. São muitos os casos como observou o Renato Janine Ribeiro

Só de políticos depois da democratização Ulisses Guimarães, Eduardo Campos e agora o Teori. Se agregamos grandes empresários teve o acidente com o filho do Abílio Diniz, o da Katia Rabelo do Banco Rural e o Roger Agnello. Todos eles em aviões particulares e em situação de risco, lembrando o velho conceito de risco do Ulrick Beck. Beck diz que na segunda modernidade, os indivíduos já sabem o que é risco e evitam situações de risco. 

Não é o caso da elite brasileira. Acostumada a violar todas as regras ela tenta fazer o mesmo com as regras da aviação civil. Só para lembrar o avião do Teori caiu na terceira tentativa de aproximação. O do Eduardo Campos também. Todos estes acidentes são resultado da tentativa de fazer com as regras da aviação civil o mesmo que estes indivíduos fazem com as regras do sistema político ou do sistema legal. Claro que em todos os casos a culpa é sempre do piloto, o que também é parte o comportamento das elites no país.

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