quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

E se Michel Temer sofresse um AVC?

Luis Felipe Miguel

Eu me pergunto se, no caso de um Michel Temer da vida ter um problema de saúde, eu encontraria tanto amor no meu coração ao ponto de me condoer dele. Acho que sei a resposta e ela é "não".

Mas sei também que eu seria razoável o suficiente para saber que não deveria expressar esse tipo de sentimento em público. Não é hipocrisia: é a manutenção de um padrão de civilidade necessário para a vida em sociedade.

E seria razoável também para não estender o sentimento que nutro em relação a ele - que vejo como meu inimigo, inimigo do Brasil, inimigo da democracia - aos que lhe são próximos. Acho que essa é a principal diferença. As manifestações impressionantes na internet, em relação à internação de dona Marisa, não remetem a um ódio político. São a expressão da desumanização do outro. É necessário rir da dor do outro para mostrar ao mundo - para mostrar a mim mesmo - que eu não o considero um ser humano como eu. É a pontinha do fascismo se mostrando.

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