quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Depois do colapso, virá o FMI

Nilson Lage

Profecia:

O Brasil poderia ter usado as reservas que acumulou para, sabiamente, efetuar o pouso suave para a nova condição econômica a que o confinou a queda do preço das commodities.

Poderia ter usado as dezenas de bilhões de dólares para manter a posse de campos de petróleo, e refinarias, seguir em ritmo mais lento com obras de infraestrutura ou, terminar projetos importantes em fase de conclusão, como os canais do São Francisco.

Poderia, em última hipótese, ter-se armado, já que há o risco de isso terminar a ferro e fogo.

Mas não. Gasta as reservas aos poucos para manter o dólar em custo baixo e, com base nas importações, controlar pelo maior tempo possível a inflação interna - além de viabilizar as férias em Miami para sujeitos abonados, como juízes e procuradores...

Já fez isso antes.

Quando acabarem as reservas, pedirá dinheiro emprestado.

Banco, como se sabe, empresta barato quando não se precisa, e cobra tanto quanto mais necessitado você esteja.

Virão comissões do FMI e do Banco Mundial, saudadas alegremente pela imprensa mais escrota do universo.

Economistas darão sábias explicações.

Também já vimos isso.

Comandando o espetáculo o maestro Ilan Goldfarm, conhecido agente bancário, que tem ouro até no nome, além da vaga conotação rural.

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