segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Golpista ladrão comete nova gafe e chama Paraguai de Portugal


Em nova gafe internacional, Temer troca Paraguai por Portugal

247 - Michel Temer voltou a cometer uma gafe em durante um evento internacional.

Em um discurso durante visita oficial do presidente do Paraguai, Horacio Cartes, ao Brasil, Temer trocou o nome do país sul-americano por "Portugal". Temer e Catres mantiveram uma série de reuniões sobre segurança nas fronteiras, relações econômicas, Mercosul e a crise política na Venezuela.

A gafe foi cometida quando Temer tentou explicar a Cartes os dispositivos constitucionais brasileiros para a integração sul-americana.

"Sabe que na nossa Constituição existe um dispositivo especial que determina que toda e qualquer política pública do país se volte para a integração latino-americana de nações? Quando fazemos isso, fazemos pelo apreço que temos na relação Brasil-Portugal, mas também fazemos por fruto de uma determinação constitucional. As pessoas aqui muitas vezes não dão atenção à institucionalidade", disse Temer.

Recentemente, em passagem pela Noruega, Temer chamou o monarca do país de "rei da Suécia". Sua equipe também se referiu à Rússia como República Socialista Federativa Soviética da Rússia na publicação da agenda no site do Planalto. Temer ainda chamou os empresários russos de "soviéticos" quando esteve por lá.

O fedor da força bruta


Wanderley Guilherme dos Santos

O Golpe de 2016 expulsou a representação popular do circuito legal do poder executivo.  A violência continua, exonerando técnicos de governo por suspeitada simpatia pelas teses econômicas e sociais progressistas. Evitar a qualquer custo o retorno legítimo de representantes populares ao Executivo resume a cláusula pétrea do breviário golpista. Atenção para o “evitar a qualquer custo”. Não se trata de recurso estilístico de mau gosto: indica o compromisso prioritário dos reacionários com a manutenção da liderança golpeada no ostracismo. Antes ou depois da vitória eleitoral da oposição popular.

A coalizão reacionária não tem programa a oferecer. Desastrosos resultados de iniciativas delirantemente privatistas e antinacionais esgotaram a mínima reserva de expectativas, até daquela parte da população brasileira solidária com a truculência primitiva. Prometer o quê? Privatizar a Caixa Econômica e o Banco do Brasil? Fechar a Embrapa, o Ita, a Embraer? Alugar o BNDES ao sistema financeiro? Ceder a base de lançamento de foguetes de Alcântara aos Estados Unidos? Reafirmar a crença de que o mercado resolverá, em algum momento inespecífico do futuro, os problemas de emprego, renda, miséria e desigualdade? A derrota é inevitável.

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é indestrutível. Ele ascendeu àquela região em que a pessoa física continua vulnerável, mas o poder mobilizador permanece inalterado. A direita e a esquerda de nariz torcido evitam reconhecer que a indestrutibilidade de Lula não é propaganda partidária, mas fenômeno sociológico. Terá parentesco com crenças religiosas, sim, porém com fundamento empírico inegável. Por isso, a menos da descoberta de contas abrigando, no mínimo, um Pedro Barusco, as trampolinagens jurídicas que apresentam um apartamento em Guarujá e sítio em Atibaia como prova de corrupção resvalam para o vazio da fúria impotente. Sabe a maioria da população que, na bichada cultura cívica brasileira, a corrupção está “precificada”, como lá dizem os corruptos. Doações inferiores ao valor de venda de um apartamento, arbitrado pela família de Aécio Neves junto aos potentados da JBS, somado ao empréstimo obtido dos mesmos irmãos açougueiros, e às propinas que surgirão das obras da cidade administrativa de Minas Gerais e de Furnas, aquém desse montante, avaliam os empreiteiros, os burocratas e os políticos, não se trata de corrupção, é troco. E nem isso os ferozes curitibanos comprovaram.

O manual cotidiano entregue à população brasileira tem sido esse: profissionais liberais que sonegam o imposto de renda e chantageiam os clientes com preços diferenciados, com e sem recibo; ainda quantidade assustadora dos restaurantes, papelarias, lojas de roupas, farmácias, padarias, supermercados não dão nota fiscal e ninguém reclama; os jogos de azar (jogo do bicho, corridas de todo tipo de animal, bingos, cassinos) são de conhecimento geral e, à exceção dos cassinos, operando às claras. O consagrado intermediário nas negociações ilegais entre a população e o varejo dos serviços públicos é o famoso “despachante”. Há estratificação de credibilidade e renda entre eles, estabelecidas pelo mercado, em função da celeridade dos resultados e economia no valor do suborno vencedor. A população foi ensinada a ser cínica, cultivar elevadíssimo limiar de indignação diante de absurdos e a incorporá-los aos cálculos de sobrevivência. Reagir individualmente é arriscar-se à antipatia social.

A caravana iniciada por Lula, agora em agosto de 2017, será irresistível. É razoável esperar que os radicais direitistas inaugurem a violência física. O pavor dos reacionários os levará à criação de problemas a granel e a intensifica-los de tal modo que a urgência de soluções tenderá a romper os prazos com que a democracia opera. É o que esperam para que a cláusula golpista mantenha-se pétrea: o voto popular deixará de ser o único recurso para chegar ao poder. Sinto o fedor da força bruta.

A supremacia branca de Temer está sendo construída na calada da noite


Por Carlos Fernandes
A cada encontro às escondidas que Michel Temer promove com criminosos em pleno Palácio do Jaburu, um direito constitucional brasileiro é atacado
O mundo se depara mais uma vez com a vergonha do nazismo. Expressa na escalada insana do ódio, a ideologia fascista ganha espaço cada vez maior em extratos sociais bem definidos. São brancos, héteros, cristãos e geralmente abastados.

Nos Estados Unidos, onde a segregação racial nunca foi exatamente um problema resolvido, confrontos entre grupos neonazistas e antirracistas se tornam cada vez mais frequentes.

Para um povo onde apenas 26% de sua população acredita que a bíblia foi escrita por humanos, por mais estúpido que possa ser, não chega a surpreender que lunáticos venham também a acreditar que possuem direitos divinos apenas por serem brancos.

A bíblia, convenhamos, está entre os grandes livros a defender, justificar e regulamentar a escravidão. Livros como o Gênesis e o Êxodo estão repletos de passagens que indicam como deve se dar o tratamento aos escravos ou mesmo quanto eles devem valer monetariamente.

É claro que a religião, sozinha, não explica a nova ascensão do nazismo. Diversos outros fatores sociais como o aprofundamento da divisão de classes e a falta de acesso à educação contribuem sobremaneira para que extremistas sintam-se à vontade para disseminar discursos de “higienização” da sociedade. (Tudo bem, Dória?)

O Brasil, que em matéria de racismo e discriminação não deixa a dever pra ninguém, cuida por aprofundar suas diferenças através de uma política de Estado que, na sua essência, de pouco a nada difere do que pregam os supremacistas brancos, nazistas mesmo.

A cada encontro às escondidas que Michel Temer promove com criminosos em pleno Palácio do Jaburu, um direito constitucional brasileiro é atacado. Entre confabulações tratadas na calada da noite, décadas de avanços sociais são perdidos.

Em pouco mais de um ano, Temer fez mais pela supremacia branca brasileira do que qualquer fascista vestido de verde e amarelo poderia imaginar.

O sucateamento das universidades públicas, o desmantelamento das políticas de cotas, o desemprego, a desvalorização do salário-mínimo, o fim dos investimentos em segurança, saúde, educação, ciência e tecnologia e o maior recuo já visto nos programas Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida estão promovendo uma verdadeira colonização de guetos sociais em todo o país.

Ao governar exclusivamente para rentistas, Temer escraviza toda uma nação que se vê completamente desprovida da ação do Estado ao mesmo tempo que é sacrificada na cobrança de impostos cada vez mais altos.

Negros, pobres, homossexuais e minorias em geral estão sendo particularmente massacradas.

Sem a utilização de uma única arma, Michel e sua gangue executam a mesma política de “sincronização” que Adolf Hitler utilizou-se para governar. Ao aparelhar o Estado, criminalizar trabalhadores e centrais sindicais, retirar direitos e perseguir adversários, a ditadura de Temer ganha contornos puramente intolerantes.

No desserviço que está sendo prestado à política e à democracia, não é por acaso que figuras intimamente ligadas a posições neofascistas como Jair Bolsonaro ascendem justamente entre aqueles que negam a igualdade de direitos e a socialização das riquezas dessa nação.

Vivemos tempos difíceis. A história parece não ter nos ensinado o suficiente para evitarmos outra vergonha humana como o regime nazista. Pelo silêncio das pessoas daquela época, a monstruosidade de ideologias insanas varreu o mundo de uma maneira que jamais deveríamos nos esquecer.

Pelo silêncio das pessoas de nossa época, estamos mais uma vez caminhando em direção ao abismo. É inadmissível que esse país ainda tolere a presença de Michel Temer e seus asseclas à frente dos destinos desta nação.

Ou nos levantamos contra o fascismo de nossa era, ou podemos já começar a pensar em novos campos de concentração.

Colapso sem retorno

Muito ruim? É Detroit, cidade antigamente riquíssima. Imagine aqui.

Marco Antonio Araujo

A questão deixou de ser a ilegitimidade do governo Temer. Estamos ignorando um consenso, algo raro nos dias de hoje: a "política econômica" em vigor é um desastre, e nosso país já está em um colapso sem retorno à médio ou longo prazo.

Golpistas fecharam a Farmácia Popular e agora aposentados humilhados percorrem a cidade à procura dos seus remédios

Sem Farmácia Popular, aposentada apela a doação de igreja: "É humilhante"

Diego Toledo 
Colaboração para o UOL, em São Paulo


Debaixo de uma chuva persistente, a aposentada Maria Aparecida da Silva, 59, sai pelas ruas na região da Saúde, na zona sul de São Paulo, em busca dos remédios de que ela e o marido precisam.

O périplo, que já virou rotina, inclui paradas em postos de saúde e outros pontos de distribuição de medicamentos mantidos pelo poder público. Mas uma das opções de acesso a remédio mais usada pela aposentada não existe mais.

No final de março, o Ministério da Saúde decidiu que até agosto fecharia as unidades próprias do programa Farmácia Popular, que distribuía medicamentos gratuitos ou com até 90% de desconto.

As últimas 367 farmácias do tipo fecharam suas portas. Uma delas, próxima à estação de metrô da Saúde, encerrou suas atividades em julho. Era ali que Maria Aparecida conseguia o antidepressivo de que necessita.

"Um dia, cheguei para buscar o remédio e a farmácia estava fechada. Ninguém avisou", lamenta a aposentada. "Ficou pior para encontrar. É difícil achar esse remédio em postos de saúde."

Para conseguir o medicamento, Maria Aparecida encontrou uma solução inesperada. Ela conta que a "salvação" surgiu na igreja São Judas Tadeu. A obra social da paróquia recebe doações de remédios e faz a distribuição dos medicamentos, com a supervisão de uma farmacêutica e mediante a apresentação de receita médica válida, com o nome do paciente.

A aposentada diz ter ficado sabendo que trabalhadores da área de saúde na região costumam doar amostras grátis de diversos remédios para a igreja. E foi lá que ela encontrou o antidepressivo de que precisava.

Apesar disso, Maria Aparecida, que mora no Jardim Celeste, perto do Zoológico de São Paulo, não esconde a decepção de ter frustrada a sua busca por medicamentos nos pontos de distribuição do SUS (Sistema Único de Saúde).

"É muito chato ter de ir até a igreja para pegar remédio. É até humilhante", afirma a aposentada.

Além do antidepressivo, ela faz uso contínuo de medicamentos para controlar o colesterol e também precisa circular pela cidade para encontrar os remédios do marido, que sofre de hipertensão e diabetes. Ele não vai junto porque, por conta da doença, perdeu parte da visão. 

Quando não consegue os medicamentos nem mesmo na igreja, Maria Aparecida precisa desembolsar o dinheiro para pagá-los, o que força o casal de aposentados a reduzir as despesas com itens básicos como comida.

"Está faltando muita coisa em casa. O que é supérfluo, tipo adoçante, a gente deixou de comprar", revela.

Para cuidar do marido, ela conta que tenta ficar pouco tempo fora de casa, mas diz que já se acostumou a sair para "correr atrás de remédio".

A farra das diárias dos procuradores

Moisés Mendes

A bomba do dia é a notícia sobre a farra das diárias dos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. Monica Bergamo conta na Folha que eles gastaram R$ 2,2 milhões em diárias de viagens de janeiro de 2015 a julho deste ano.

Só o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima gastou R$ 286 mil. Fiz aquela continha básica. O procurador que mais escreve artigos simplórios sobre os esforços moralizantes da Lava-Jato (e gosta de atacar Lula) recebeu, em média por mês, R$ 9.225,80 só de diárias.

Não sei se algum deputado ou senador já recebeu algo parecido. A nota de Monica Bergamo informa que, de acordo com a assessoria da Lava-Jato, “de uns tempos para cá”, eles decidiram receber apenas metade das diárias. Estão satisfeitos com a metade.

Os moços vão dizer que essa dinheirama é da lei. Como os políticos sempre disseram. Eu espero uma rosácea num powerpoint sobre os gastos com diárias dos procuradores que pretendiam salvar o país com as suas convicções moralistas seletivas.

Os procuradores imitam o que a política tem de mais varzeano. Farra com diárias é da chinelagem da política.

Receita para fazer uma Revolução Popular Híbrida... mas não conte para a esquerda! - 1



 “Primaveras”, “levantes”, “jornadas”, “protestos”, não importa o nome. Egito, Ucrânia, Síria, Brasil: em todos eles, a mídia corporativa viu os acontecimentos sob a narrativa do “espontâneo”, do “novo”, da “renovação na política”. E sempre pelo mesmo viés: a “velha política” não conseguiria dar mais conta das insatisfações, principalmente dos jovens. O roteiro de todas essas “primaveras” é praticamente idêntico (ONGs e fundações educacionais dando apoio financeiro e operacional, jovens lideranças formadas em universidades dos EUA, faixas e cartazes em inglês, vítimas em manifestações principalmente femininas, vazamentos oportunos do Wikileaks etc.) sugerindo algo como uma receita de bolo com ingredientes bem definidos. Propaganda, branding management, técnicas avançadas de psicologia de massas fermentam toda essa “espontaneidade” com objetivos geopolíticos bem definido contra o governo-alvo. Mas não conte para a esquerda – afinal, tudo não passa de “teorias conspiratórias”.



Em uma sequência do filme MIB – Homens de Preto o agente Kevin (Tommy Lee Jones) introduz o novo agente James (Will Smith) na Organização. Kevin para em uma banca de jornais e folheia um tabloide sensacionalista. “Vamos ver os relatórios”, diz diante do incrédulo agente James. Percebendo a estranheza do pupilo, Kevin explica: “são as melhores fontes do planeta... às vezes também se encontra algo no New York Times”.

Tão previsível e clichê como o último atentado em Barcelona (sempre com a mesma narrativa ao mesmo tempo fatal e enfadonha que caracterizam os “não-acontecimentos”, “false flags” e “inside Jobs”) são também as “revoltas populares” ou “primaveras” que nos últimos anos pipocaram em países como Jordânia (2013), Egito (2013), Ucrânia (2014), Georgia (2003), Hong Kong (2014), Síria (2012), Tunísia (2010), Líbia (2011) e, finalmente, Brasil (2013-16).

O modelo desses “levantes populares” de protestos desse século estão lá no século passado como a “Primavera de Praga” na Checoslováquia em 1968 ou a chamada “Revolução de Veludo” no Leste Europeu em 1989.

Previsíveis e com uma narrativa tão fixa e recorrente que falar sobre isso sempre faz o locutor ser rotulado de “sensacionalista” ou “teórico da conspiração”. Mas, principalmente as esquerdas, deveriam seguir o conselho do agente Kevin: há mais verdades nas maquinações conspiratórias e sensacionalistas do que na séria Ciência Política.

“Primaveras”, “levantes”, “jornadas”, “protestos”, não importa o nome. Em todos eles, sempre a cobertura midiática relata os acontecimentos sob a narrativa do “espontâneo”, do “novo”, da “renovação na política” ou, como no recente giro de “primaveras” pelo planeta, do papel das novas tecnologias digitais (redes sociais e dispositivos móveis) nesse processo. E sempre com o mesmo viés: a “velha política” supostamente não conseguiria dar mais conta das insatisfações, principalmente dos jovens.

A cilada do “novo”

E as esquerdas e intelectuais acabam sempre caindo nessa cilada do “novo”. Por exemplo, durante as “jornadas de junho” em 2013 esse humilde blogueiro assistia, incrédulo, professores da ECA/USP rumando para a Avenida Paulista para sentir, de dentro das manifestações, o irromper do “novo” na política brasileira, que a supostamente carcomida política tradicional não conseguiria enxergar.

Por isso, as esquerdas parecem evitar discutir esse assunto: uma guerra híbrida da geopolítica dos EUA por trás das “primaveras”? Isso é “teoria conspiratória!”, “sensacionalismo!”, teme a esquerda, talvez preocupada em ser levada à sério para ganhar espaço em colunas e entrevistas na mídia corporativa e não ser confundida com "chavistas" ou "bolivarianos". 

E toca a fazer “autocrítica” dos supostos “erros de avaliação” por não ter dado “respostas” ou informações “na hora certa” para a opinião pública.

Agentes políticos surgem do nada, em geral vindos de alguma universidade norte-americana e turbinados por alguma ONG ou fundação financiada por algum empresário brasileiro com preocupações na área da “educação”. Enquanto isso, a esquerda ou patina nas incansáveis auto-avaliações (lembrando as impagáveis sequências das reuniões da inerte e burocrática Frente de Libertação contra a dominação romana do filme A Vida de Brian do grupo Monty Python) ou joga fora jovens lideranças com origens na própria esquerda.

 Então, esse Cinegnose vai dar uma humilde e didática contribuição descrevendo uma receita para criar o bolo das revoluções populares híbridas, diretamente inspirada nas chamadas “teorias da conspiração”.  

Se o agente Kevin estiver correto, as melhores fontes de informações do planeta estão nos tabloides sensacionalistas... mas não conte para a esquerda!

Continua AQUI

Receita para fazer uma Revolução Popular Híbrida... mas não conte para a esquerda! - 2

  

Receita para fazer uma Revolução Popular Híbrida (RPH)

Ingredientes:


  • Toneladas de dólares da CIA, MI6 e/ou George Soros e/ou irmãos Koch
  • Empresários nacionais financiadores de Fundações, principalmente em áreas de Educação e Meio Ambiente
  • Grupos nacionais de defesa de “Direitos Humanos” ou “Pró-Democracia”
  • Jovens universitários idealistas e aspirantes libertários facilmente manipuláveis
  • Faixas profissionalmente confeccionadas e escritas em inglês
  • Agentes provocadores violentos para ação direta – black blocs ou policiais infiltrados (P2)
  • Jornalistas corrompíveis ou chantageáveis
  • Políticos corrompíveis ou chantageáveis
  • Acadêmicos corrompíveis ou chantageáveis

Modo de preparação

Passo 1

Despachar agentes da CIA, de ONGs turbinadas por George Soros e/ou irmãos Koch para a nação alvo. Eles poderão facilmente se passar como estudantes de intercâmbio, turista, ativista comunitário, jornalista, empresário, diplomata. O que importa é ser criativo.


Passo 2

Inicie ONGs no país-alvo. Use pretextos humanitários como “Pró-Democracia”, “Direitos Humanos”, “transparência” ou “Liberdade de Informação”. Contate empresários brasileiros que financiam fundações, principalmente na área educacional. Aquelas organizações com ideais altruístas como “formar gente boa que capacita jovens para mudar o Brasil” ou “comprometida em formar líderes no País”.

Baixando do céu das boas intenções e colocando em prática na Terra, essas organizações tornam-se úteis para ter em mão aqueles “jovens idealistas” (vide ingredientes) no bolo final da Revolução Popular Híbrida. Essas organizações acabam dando cobertura para descontentes locais e idealistas ingênuos.


Passo 3

Recrutar a rede de traidores nacionais – alvos intelectuais, políticos e acadêmicos e, se possível, militares. Suborno é uma boa maneira para formar essa rede. Se não for suficiente, chantagear aqueles que têm alguma mancha na sua privada ou profissional é a solução mais drástica.

Agora estamos prontos para começar a cozinhar!

Passo 4

Escolha um tema cativante ou cor para sua Revolução Popular Híbrida (RPH). Revolução Laranja (Ucrânia), Primavera Árabe (Egito, Tunísia, Líbia, Síria), Umbrella Revolution (Hong Kong), Revolução Verde (Irã). No Brasil tivemos uma interessante combinação de temas: “Jornadas de Junho” ou “Manifestações dos 20 centavos”.

Faça um verbete na Wikipedia sobre o tema e crie perfis nas redes sociais. Revolução é uma questão de marketing.

Passo 5

Lance sua revolução como um “protesto espontâneo”. Use aqueles agentes da CIA (aqueles sob identidade de “estudantes de intercâmbio”, “jornalistas” etc.) e os ativistas e “novos líderes” das ONGs.

Proteste contra alguma coisa do tipo “violações de direitos humanos”, “fraude eleitoral”, “governo corrupto” ou “Saúde e Educação Padrão FIFA”. Pouco importa se as alegações são verdadeiras. O que importa é criar paixões, polarizações e o inevitável efeito de manada.

Nesse momento descobrirá a importância daquelas fundações educacionais que formam “líderes para o futuro”: por exemplo, no Brasil a Fundação Estudar, criada pelo empresário Jorge Paulo Lemann, financiou e deu apoio operacional ao Movimento Vem Pra Rua.

Iranianos orientados pela CIA para protestar contra "eleições roubadas" 

Passo 5.1. (opcional)

Em certos casos Wikileaks pode dar uma ajuda a sua RPH através de “vazamentos” de segredos embaraçosos sobre personagens-chave dentro do governo-alvo.

No caso do Brasil, a “Carta Aberta ao Povo Brasileiro” do funcionário dissidente da NSA, Edward Snowden, denunciando que a agência dos EUA teria espionado e-mails da presidenta Dilma e Petrobrás só aumentou a temperatura da fritura do governo-alvo: virou prova da fraqueza de uma presidenta à beira do abismo.

Passo 6

Estenda suas faixas “espontâneas” e cartazes de protesto escritas em inglês nas manifestações. Afinal, é necessário ganhar a simpatia da opinião pública internacional e, principalmente, dos políticos norte-americanos.
 
Irã-Brasil
Passo 7

Adicione aos seus agentes e líderes políticos em tempo integral que, a essa altura, já ganharam espaço na mídia corporativa (alguns até ganharão coluna fixa em jornais e internet), acadêmicos e universitários aspirantes a uma geração globalizada e “antenada”.

Isso vai engrossar a fileira de manifestantes, incluindo descontentes, pessoas com queixas legítimas, desinformados que acabam seguindo a manada ou simplesmente gente entediada que não tem coisa melhor para fazer.


Passo 8

A essa altura a grande mídia norte-americana e europeia já está retratando a sua RPH como “popular”, “espontânea” e “renovação política” . Uma reação natural à tirania, ditadura, corrupção ou fraude do governo-alvo.

Agora que o mundo está assistindo, encene um incidente. Se você não conseguir encontrar algum fanático que ateie fogo contra si mesmo, simule uma atrocidade. Sangue falso, gás lacrimogêneo ou simplesmente fotos encontradas na Internet. Certifique-se que a vítima seja mulher.

Por exemplo, no Brasil pegou bem o episódio de mulheres salvando cães beagles cobaias em um Instituto farmacêutico em São Roque/SP em 2013: mulheres de classe média salvando animaizinhos em meio a fogo e quebradeira de black blocs. Claro, para jogar a culpa no Governo e Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) – clique aqui.

Ou o fusca incendiando com uma família dentro (marido, esposa e filhos) pegos “de surpresa” em uma manifestação em São Paulo.

Ou ainda os “lindos olhos amendoados do anarquismo” (Caetano Veloso) das fotos de black blocs femininos, capas de revistas nacionais.



Transforme black blocs em editorial de alguma revista moda feminina. Algo assim como o ensaio fotográfico da atriz Bárbara Paz.

Mas avise aos seus agentes para não olharem ou rirem para as câmeras. Como aconteceu nos atentados terroristas false flag em Berlim e Paris – em plena cena de tragédia, a câmera pegou policiais rindo e conversando descontraidamente até perceberem que estavam no enquadramento. Para de imediato ficarem em alerta e correr para algum lugar apontando armas.

Ou o caso da iraniana Neda Agha-Soltan (intitulada pela grande mídia “o anjo da liberdade”) checando o ângulo da câmera enquanto aplicava sangue falso em si mesma.

Blogueiras que inacreditavelmente conseguem wi-fi no meio de uma guerra civil como na Síria ou num país supostamente isolado como Cuba, também cai bem.


Passo 9

Se, mesmo assim, tudo isso não der certo você poderá contar com o levante de alguma armada rebelde ou ainda a ameaça de sanções econômicas ou de “zona de exclusão aérea”  imposta pelos EUA, ONU ou União Europeia. Até convencer ou derrubar um governo contrário a agenda geopolítica dos globalistas.

Mas, claro, tudo isso não passa de “teoria da conspiração”... mas não conte para esquerda. Eles não entenderão mesmo...

Tá todo mundo errado nessa história


Gregorio Duvivier

Esse mundo tá muito radical demais. Essa coisa dos Estados Unidos, por exemplo. De um lado tem o radicalismo do povo que sai atropelando. Do outro tem o radicalismo desse povo que é atropelado. Se você parar pra pensar, tava todo mundo errado nessa história. Por que não deixavam o pessoal protestar em paz? Só porque tem tochas? Só porque são brancos? Só porque pregam a morte de todo mundo que é diferente deles? Isso também uma forma de radicalismo.

OK, tem um pessoal que é neonazista. Não acho certo. Nazismo é errado. Eles são muito radicais. Querem matar os negros e os judeus. Mas do outro lado tem o radicalismos dos negros e dos judeus, que se recusam a morrer. Custa ceder um pouquinho? Afinal de contas, são tantos. Custa morrer meia dúzia? Às vezes, acho que esse povo não quer morrer só de teimosia. Ou seja: tem muito radicalismo dos dois lados.

No Brasil, é a mesma coisa. O pessoal diz que o Bolsonaro é radical, que ele odeia gays, mulheres e negros. Isso tudo é meio radical, mesmo. Vocês têm razão. Mas a gente esquece que do outro lado tem muitos gays que insistem em ser gays, mesmo sabendo que isso incomoda. Será que a homossexualidade também não seria uma forma de radicalismo? Quer dizer, pode beijar à vontade. Mas precisa ser na rua? Na frente das crianças?

Na minha opinião, todo o mundo tem o direito de ser o que é. O gay pode ser gay. O homofóbico pode ser homofóbico. O problema é que os gays estão cada vez mais radicais com a gayzice deles. Eles reclamam dos homofóbicos, mas eles são homofóbico-fóbicos. Você quer ter o direito de ser gay? Os outros também tem o direito de não querer que você tenha esse direito. É uma via de mão dupla.

Ah, mas existe uma coisa chamada crime de ódio. Sim, mas pra essas pessoas quem tá cometendo crime é o gay. Não que eu ache que seja crime. Pra mim, tá todo mundo errado nessa história.

Afinal, que seria do verde se todos gostassem do amarelo? Tem espaço pra todo mundo: negro, gay, homofóbico, fascista, nazista. Todo mundo merece o seu espaço igual.

O pessoal reclama muito do nazismo, mas se não tivesse tanta gente reclamado do nazismo a Segunda Guerra não tinha acontecido. O problema é que o pessoal dos direitos humanos não respeita quem pensa diferente deles. Depois reclama quando é atropelado.

domingo, 20 de agosto de 2017

Morte horrível

Lula não é nenhum fenômeno



Fernando Horta

Quando o Oscar jogava basquete, invariavelmente os analistas e comentaristas das partidas chamavam-no de "mão santa". Como se um dom divino o tivesse atingido e fosse responsável pelas cestas. Numa entrevista, vi ele dizer que odiava ser chamado desta forma, que ele ficava fazendo 2000 lances livres após os treinos, todos os dias, para depois dizerem que aquilo era "santo". 

Lula não é um "fenômeno". Falam como se houvesse uma ligação divina que brilhasse em Lula. Alguém que desde a década de 70 levanta 3 ou 4 horas da manhã para falar com empregados na porta das fábricas, que viaja pelo Brasil falando e ouvindo gente de todas as cores, de todos os tipos e com todos os sotaques não pode ser chamado de "fenômeno". É diminuir o trabalho, a história e a capacidade que tem Lula. 

Como uma imensa piada de mau gosto, no Brasil atual temos um grupo de classe média que cultua TODAS as qualidades que Lula tem: esforço pessoal, determinação, coragem, conhecimento real e não apenas acadêmico, humildade e etc. Mas pagam fortunas para "empresários", que não têm tais qualidades, falarem por embuste, enquanto criminalizam tudo o que Lula fez. 

É errado até mesmo colocá-los em comparação. Viveremos 100 anos e não haverá outro Lula. E não haverá porque hoje ninguém quer pagar o preço que Lula pagou nas décadas de 70 e 80. Não existem "fenômenos". Enquanto uns colhem das multidões a quem plantaram - por décadas -, outros precisam de seguranças para fugir de ovos.

Ronaldo Gordômeno troca o inqualificável Aécio pelo desqualificado João Scoria


 Tudo por dinheiro

Análise profunda de Trump


Jerry Lewis morre aos 91 anos



G1

O ator e comediante Jerry Lewis morreu aos 91 anos neste domingo (20). Conhecido como "Rei da Comédia", ele é um dos maiores comediantes de todos os tempos.

O agente do ator confirmou que Lewis morreu nesta manhã em sua casa em Las Vegas, no estado norte-americano de Nevada. Entre junho e agosto deste ano, ele ficou hospitalizado para tratar de uma infecção urinária. Ainda não há informação sobre o que levou à morte do comediante.

A última apresentação de Lewis nos palcos ocorreu no hotel South Point, em Las Vegas, em outubro do ano passado.

Além de influenciar uma geração inteira de comediantes e ser um ícone do riso, Jerry também conduziu causas humanitárias, como seu programa beneficiente anual do Dia do Trabalho para a Associação de Distrofia Muscular, que ele começou a apresentar em 1952. Ele se aposentou do evento em 2011.

Carreira

Jerry Lewis atingiu o estrelato junto do cantor Dean Martin, com quem atuou a partir de 1946 e formou uma das duplas mais memoráveis do humor americano.

Dean Martin era o elegante da dupla, especialmente quando cantava, enquanto Jerry Lewis exercia o papel do parceiro imprevisível. Os espetáculos eram totalmente abertos à improvisação.

Após dez anos de sucessos demolidores nos teatros e no cinema, graças a filmes como "O marujo foi na onda" (1952) e "O rei do laço" (1956), em 24 de julho de 1956 Dean Martin e Jerry Lewis fizeram o último espetáculo como dupla no clube Copacabana, em Nova York.

Ainda na década de 1950, Lewis se notabilizou pelas apresentações em clubes noturnos, na televisão e no cinema. Ao longo de cinco décadas de carreira, Lewis estrelou mais de 50 filmes.

O filme mais famoso de Lewis é a comédia “O Professor Aloprado”, de 1963. Protagonizado e produzido por ele, o longa conta a história do atrapalhado professor universitário Julius Kelp. Depois de ser humilhado por alunos e quase demitido da instituição de ensino pelas constantes trapalhadas em que se envolve, Kelp cria uma fórmula que o faz ser elegante, charmoso e bom de papo. Nasce então Buddy Lee.

O filme ganhou uma nova versão na década de 1990, quando Eddie Murphy viveu o professor aloprado.

Seu último filme é "Max Rose", lançado no ano passado, e o primeiro que ele protagonizou desde "Rir é Viver", de 1995. Ele interpreta o viúvo Max Rose, que, ao mesmo tempo em que sofre com a perda da esposa Eva (Claire Bloom), investiga uma descoberta que pode acabar com as certezas adquiridas após muitos anos de casado.

Já o penúltimo trabalho de Jerry ator foi o filme brasileiro "Até que a Sorte nos Separe 2", em que trabalhou com Marcius Melhem e Leandro Hassum. Na época das filmagens, o ator estava com 87 anos.

Prêmios

Ao longo de sua carreira, Lewis ganhou vários prêmios pelas suas atuações, como American Comedy Awards, Golden Camera, o Los Angeles Film Critics Association e do Festival de Venice.

Além disso, possui duas estrelas na Calçada da Fama. Em 2005, recebeu o Governors Award da Academia de Artes e Ciências Televisivas.

Jerry Lewis nunca recebeu um Oscar por sua atuação nas telonas. Ele só foi lembrado pela Academia de Cinema em 2009, quando recebeu um Oscar por seu trabalho humanitário.

Repercussão

Lewis foi um modelo a ser seguido para muitos comediantes e humoristas, que manifestaram tristeza ao saber de sua morte. "Eu tive a honra de assistir um show dele em Las Vegas e depois tive a honra de contracenar com ele", afirmou Marcius Melhem à GloboNews.

"Foi um dos dias mais nervosos da minha vida. Nem quando as minhas filhas nasceram fiquei tão nervoso", disse Melhem. "Foi muito emocionante passar o dia com ele, gravar, filmar. Eu estava eufórico, emocionado, tentando fazer tudo direitinho."

A pobreza espiritual do Brasil

Thomas de Toledo

A pobreza espiritual predominante no Brasil fica evidente quando vemos as referências religiosas que fazem fortuna com a ignorância social. Nada novidade em um país que se consagrou como o maior exportador de fé enganosa do mundo, onde sua maior multinacional é a Igreja Universal e seu maior expoente literário é Paulo Coelho. Por aqui tem INRI Cristo que fala que é Jesus. Tem Gideon que fala ser Lakota. Tem Hélio Couto que fala que é Akhenaton e que vende CD onde diz gravar "quanticamente" tudo o que pessoa pedir. Tem bispo Valdemiro vendendo vassoura pra limpar a casa do demônio. Tem Toninho do Diabo vendendo pacto com o capeta e saindo candidato pelo PSDB. Agora tem até "menino do Acre" falando que é Giordano Bruno e vendendo diários de adolescente como se fosse filosofia. 

Enquanto isso, as universidades federais e estaduais estão indo à falência com cortes de orçamento, as particulares virando loja de diplomas, a profissão de professor sendo transformada em bico e os cientistas brasileiros tendo que sair do país pra não virarem motorista de Uber. 

Como se não bastasse, escolhem o ator pornô Alexandre Frota e o pastor Silas Malafaia para promoverem a reforma educacional do ensino médio. 

Para quem acreditava que o iluminismo tinha vindo pra ficar, eis que voltamos à idade das trevas do obscurantismo na qual as religiões neopentecostais, o satanismo e o esquisoterismo encontram terreno fértil para imbelicizar as massas e ganhar dinheiro à custa da ignorância.

A bagagem do preso


Suspensão de negociações de acordo com Cunha mais parece birra
A suspensão, pelos procuradores da Lava Jato, das negociações para a delação premiada de Eduardo Cunha tem versões demais. No que mais interessa, nenhuma tem importância. A suspensão, sim, contém ameaças variadas à necessária verificação de ganhos ilícitos, de uma parte, e vantagens empresariais, de outra, em setores apenas sobrevoados ou nem considerados até agora nas delações e alegadas investigações.

Entre os já citados na Lava Jato, Cunha é, sem dúvida, quem mais conhece –por experiência pessoal e por sua bagagem de informações– a diversidade de setores e personagens ativos no mundo das transações obscuras. Exemplo recente da relevância de delações de Cunha veio da própria Polícia Federal, investigadora na Lava Jato.

Em relatório ao ministro Edson Fachin, a PF diz que "não encontrou" elementos comprometedores de Aécio Neves no chamado caso Furnas, que cochila há uns dez anos. Haja ou não o comprometimento comentado há muito tempo, não encontrar não significa inexistir. Cunha, a quem Aécio tratou no Congresso com muita deferência, conhece por dentro todo o caso. Desde a nomeação, para Furnas, do indicado de Aécio, Dimas Toledo.

Habitação popular? É com Cunha mesmo. Telefonia, negócios brasileiros e portugueses em torno da Oi são com Cunha. Caixa Econômica, seus (ex-)vices Geddel Vieira Lima e Moreira Franco e negócios ainda não apurados ou nem conhecidos são com Cunha. Dinheiro para determinadas votações na Câmara? Posto Ipiranga. Quer dizer, Eduardo Cunha, como tantos assuntos mais.

Não há dúvida de que as revelações oferecidas por Cunha para o acordo de premiação estão aquém do valor possível. Mas nem como pressão é promissor o corte das negociações, a um mês da substituição de Rodrigo Janot por uma situação de incógnita. Mais parece birra da presunção paranoide de alguns salvadores do país, confrontados com as resistências do seu prisioneiro.

Cumplicidade do Supremo mantém Gilmar de Lama livre e desimpedido para violar todas as leis

Mello Franco: com STF calado, Gilmar continuará a atuar desimpedido

247 - Em sua coluna na Folha, Bernardo Mello Franco destaca que o ministro do STF "bateu um recorde pessoal" ao levar 24 horas para conceder dois habeas corpus ao mesmo réu, o empresário Jaco Barata Filho, conhecido como "rei do ônibus" no Rio de Janeiro.

O jornalista observa que a decisão a favor do empresário não foi "atípica", tratando-se de Gilmar Mendes, "conhecido por abrir as portas da cadeia a personalidades envolvidos em grandes escândalos", mas que a novidade, neste caso, está em sua relação próxima com o investigado.

"Gilmar não se constrangeu. Enquanto seus colegas do Supremo se mantiverem em silêncio, ele continuará a atuar assim: desimpedido", ressalta Mello Franco.

A lei virou conveniência e é aplicada de forma implacável só contra pretos e pobres

Do DCM:

Um detalhe

Zélia Duncan

Semana dessas vi uma parte do “Profissão repórter”, de que gosto muito, e já nos primeiros minutos comecei a reparar numa coisa que é infelizmente bem fácil de se constatar. Um programa sobre vítimas de violência nas emergências de hospitais públicos. Muitos entrando já cobertos por um lençol, por onde, lá na ponta da maca, só se viam os pés. Negros. Todos que vi entrando, com ou sem vida, sangrando, chorando, assustados, calados, falantes. Todas as famílias esperando notícias, todas as mães aflitas, todos eram brasileiros negros. Nosso país é racista desde sempre, não posso e não quero me iludir. Fiquei impactada com aquelas imagens e indignada por ninguém ressaltar a constatação óbvia. Ficou como se fosse uma sinistra coincidência. Um detalhe? Sabemos que há uma violência sistemática contra o jovem negro no Brasil. E, claro, uma violência generalizada nos nossos dias. O bebê Arthur que o diga; encurralado por uma bala perdida no ventre da mãe, não resiste e morre. Uma bala de fuzil. Perdida.

Mas, de cada cem, 71 vítimas são negras. Faltou dizerem isso, volto a repetir, pode parecer aleatório, mas está enquadrado numa sinistra estatística de genocídio negro. Os números correm na nossa frente, como evitar que cresçam dessa maneira? Quem foi que deu licença pra esse absurdo? Acostumamos também com isso? Não deveríamos nunca evitar esse assunto. Naturalizar a violência é concordar com ela todo dia.

Vimos também o filho da desembargadora Tânia Garcia, do Mato Grosso do Sul, sempre na mesma foto, fortão, sorrisão, óculos escuros, no sol, flagrado com 120kg de cocaína, mais um monte de munição. Até gravação de conversa grampeada pela polícia com bandido de dentro da prisão, planejando fuga de chefe de tráfico, existe. Se bem que conversa gravada não vale muita coisa no Brasil, todos sabemos disso. Não é questão só de ter acontecido um crime, mas de como o meliante influente vai se safar dele. Apesar de toda a exposição esfregada na cara de todos, o tal Breno conseguiu, graças à mãe, ser transferido para um hospital psiquiátrico, onde poderia tirar praticamente a mesma foto e não notaríamos diferença no ambiente.

E ainda desmoraliza as pessoas que por ventura possam ter problemas psiquiátricos reais e que jamais cometeriam crimes por conta disso. Breno Fernando Solo Braga é o nome desse sujeito de 37 anos, fichado antes por porte ilegal de arma, tudo derrubado por dois habeas-corpus, alegando uma doença que antes não teria sido mencionada. E assim vão os pesos e medidas da Justiça brasileira. Nove gramas de cocaína, 0,6g de maconha e Rafael Braga, preto e ex-morador de rua, foi condenado a 11 anos de reclusão. Habeas-corpus negado. Rafael ficou conhecido por ter sido preso com uma garrafa de desinfetante, durante protesto em julho de 2013. Ele foi o único condenado por supostos delitos durante os atos. Manifestações aconteceram na esperança de chamar a atenção para sua punição completamente desproporcional. De nada adiantou.

A lei muitas vezes parece ter virado só conveniência e é aplicada de forma implacável, contra principalmente pretos e pobres. Os outros, no máximo, esgotam as tornozeleiras do mercado e depois caem no mundo, em geral levando consigo a maior parte dos furtos cometidos.

Este ano uma professora negra pediu a palavra na Flip e se tornou a voz do evento. Diva Guimarães, neta de escravos, bem ali, com o microfone na mão. A vergonha da escravidão foi ontem, e os efeitos dessa ferida estão longe de cicatrizar. Estão em nós todos, em acharmos natural ver negros apinhando penitenciárias, ocupando subempregos, habitando as ruas e os sinais. Temos muito que falar e ouvir, porque é um fato vivo, cotidiano e nosso.

Lima Barreto, homenageado na Flip, é uma voz a ser ouvida pra sempre e nos dias de hoje, um discurso que pode ser ainda transformador e extremamente útil na decisão de sermos mais críticos e brasileiros. Brasileiros no sentido de olharmos pra nós, pensarmos em como chegamos até aqui. Lima era negro e nasceu pouco antes da abolição. Herdou dos pais a certeza de que a liberdade está na educação.

A recente passeata nos Estados Unidos mostra a face orgulhosa de nazistas e seus desdobramentos. Na internet, rapidamente, os que por aqui se identificam com a boçalidade mostram apoio, como se pudessem fazer parte daquilo. Como se latinos estivessem convidados para o banquete da ignorância branca americana.

Mas tivemos um alento. Maria do Rosário vence no processo contra Bolsonaro, isso, sim, uma vitória de todas e todos que lutam por algo melhor, apesar de tanta contramão. Nem tudo vai ficar sem consequência. Respiremos nessa brisa, que oxigênio virou coisa muito rara.

Os crimes de Silas Malafaia

Luis Felipe Miguel

Reportagem na Folha de hoje mostra que Silas Malafaia tomou partido - por João Doria, contra seu até agora amigão Jair Bolsonaro. Ao obter o apoio militante do pastor, o dito prefeito de São Paulo dá mais um passo para se credenciar como nome da extrema-direita para 2018. O preço a pagar, claro, é ampliar o compromisso com o discurso fundamentalista e o ataque aos direitos das mulheres e da população LGBT. (Outros preços podem ter sido cobrados, mas daí é uma questão de foro íntimo entre Doria e Malafaia...)

Muita gente não gosta de Malafaia porque ele é pilantra e aproveitador. Eu acho isso o de menos. Eu não gosto de Malafaia porque ele é um assassino. Pode nunca ter matado alguém com as próprias mãos ou apertado o gatilho, mas tem parte da culpa por cada gestante que morre num aborto inseguro, por cada mulher que é assassinada por um companheiro ou ex-companheiro que a tratava como propriedade sua, por cada lésbica, gay ou travesti que compôs as estatísticas que fazem do Brasil o campeão mundial de homicídios homofóbicos.

Por ignorância, acredito, mais do que por má fé, a reportagem da Folha fala de "ideologia de gênero" sem aspas e deixa transparecer que a questão da construção cultural dos papéis masculinos e femininos é uma problema em aberto, não um ponto há muito estabelecido nas ciências humanas. A "ideologia de gênero" é, na verdade, um termo inventado pelos setores mais reacionários da Igreja Católica e que se tornou a bandeira da frente ecumênica em defesa do sexismo e da homofobia, hoje emblematizada, no Brasil, pelo projeto obscurantista da "Escola sem Partido" (sic). Se há, de fato, uma ideologia de gênero, ela é a ideologia que atribui compulsoriamente comportamentos estereotipados de acordo com o sexo biológico, nega autonomia às mulheres e proíbe relações afetivas que não se enquadrem em um único padrão.

Ao impedir que a desigualdade de gênero e a homofobia sejam tematizadas nas escolas e na mídia e combatidas por políticas de governo, esses grupos promovem ativamente a perpetuação de formas de violência e opressão. As motivações de Malafaia e de seus parceiros incluem doses variáveis de oportunismo político e de fanatismo. Mas são todos cúmplices de milhares de mortes anuais e do sofrimento e insegurança constantes de milhões e milhões de pessoas pelo Brasil afora.

sábado, 19 de agosto de 2017

Estado Islâmico assume autoria de atentado


Ovos nas serpentes


Última esperança


Dilma responde ao ataque da revista de esgoto Veja

Dilma Rousseff

JORNALISMO DE GUERRA: VEJA INVENTA DENÚNCIA CONTRA DILMA PARA ATENDER AO GOVERNO GOLPISTA

NOTA À IMPRENSA

Sobre a matéria de “Veja”

A propósito da matéria “Investigação confirma aposentadoria irregular de Dilma”, veiculada por Veja a partir de sexta-feira, 18, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff esclarece:

1. Veja volta a executar o velho Jornalismo de Guerra ao dar ares de escândalo à aposentadoria da presidenta eleita Dilma Rousseff. O escândalo está na perseguição que a revista promove e não na aposentadoria em si.

2. Depois de 36 anos, 10 meses e 21 dias de serviços prestados – comprovados documentalmente – aos 68 anos de idade, Dilma Rousseff se aposentou com vencimentos pouco acima de R$ 5 mil — o teto do INSS. Ela nada recebe como ex-presidenta da República ou anistiada política. O benefício segue os rigores da lei. Tampouco se valeu de subterfúgios para o recebimento de valores indevidos ou excessivos, como ocorre com Michel Temer e ministros do governo golpista.

3. Afastada da Presidência pelo golpe construído a partir do impeachment fraudulento, Dilma Rousseff recebeu em agosto de 2016 seu primeiro benefício como aposentada.

4. Inicialmente, o governo golpista se recusara a reconhecer o tempo de serviço dela, com base nos efeitos da anistia. É que, além de ter sido encarcerada pela ditadura no início de 1970, Dilma Rousseff foi obrigada, a partir de 1977, a se afastar de seu trabalho, na Fundação de Economia e Estatística, por integrar a chamada lista do General Frota. Só no final dos anos 1980, foi anistiada.

5. Por isso, Dilma Rousseff pleiteou para a sua aposentadoria o reconhecimento pelo INSS do período de anistia de aproximadamente dez anos. O governo golpista negou-lhe os efeitos da anistia com o evidente objetivo de prejudicá-la. Alegou que tentava fraudar a previdência, procurando se aposentar antes da hora. A ação foi frustrada porque Dilma Rousseff havia trabalhado por todo esse período e podia facilmente comprová-lo. Como o fez.

6. Na sequência, o INSS apontou que uma anotação equivocada por parte de uma funcionária — sem interferência da presidenta eleita —, ensejou a concessão do benefício em agosto e não em setembro, como seria o correto. A própria autarquia avaliou, no entanto, que não houve má-fé por parte da servidora.

7. A defesa da presidenta eleita — a cargo dos advogados Bruno Espiñera Lemos e Victor Minervino Quintiere — deixou claro que não era possível exigir de Dilma Rousseff que soubesse tratar-se de equívoco por parte do sistema do INSS. Isso porque o procedimento passou pelos devidos trâmites regimentais.

8. Dilma Rousseff está recorrendo da devolução. A jurisprudência dos tribunais superiores considera incabível a cobrança pelo erário dos valores recebidos de boa-fé. Ela vê na atitude do governo golpista uma clara tentativa de prejudicar funcionários de carreira criando uma “falsa denúncia” para punição abusiva.

9. A sindicância mencionada por Veja reforça a tese da defesa da ex-presidente de que não houve “intenção clara dos investigados em beneficiar Dilma Rousseff”.

10. Veja dá cores de denúncia ao que é sanha de um governo usurpador, tomado pelo objetivo de perseguição política e de diversionismo dos escândalos de corrupção do grupo no poder. Devia era explicar as aposentadorias precoces do presidente ilegítimo e de seus associados.

11. A revista também não cumpre a exigência fundamental do jornalismo isento, ao deixar de procurar a defesa da ex-presidente ou sua assessoria de imprensa. Não há desculpas ou explicações que justifiquem a parcialidade e o proselitismo político da revista.

12. Esse é o retrato dos nossos tempos, em que a democracia se mantém sufocada pelos interesses inconfessáveis de uma elite insensível ao bem-estar da população e ao respeito dos direitos democráticos, como a liberdade de imprensa.

ASSESSORIA DE IMPRENSA

DILMA ROUSSEFF

São Paulo já vive o pré-nazismo, falta pouco para a ascensão do Führer

Flavio Gomes

Esta é a São Paulo gerida pelo gestor. Manda marcar criança na mão para não repetir merenda. O cara ainda se justifica: "Questões nutricionais". Um escroto sem tamanho. Métodos nazistas de "marcação". Estamos falando de crianças. Esse aí, Doria, é a paixão da classe média mais estúpida do planeta.

De novo não...


Roberta Luchsinger afirma que Luis Nassif mentiu e apresenta documento

“Querem me jogar na fogueira”: Roberta Luchsinger mostra certidão de nascimento do avô. Por Pedro Zambarda

Transformada em celebridade instantânea depois que anunciou que faria uma doação milionária ao ex-presidente Lula, Roberta Luchsinger foi tema de uma reportagem do site JornalGGN do jornalista Luis Nassif.

No texto, ele afirma que o avô de Roberta não seria Peter Paul Luchsinger.

Nas redes sociais, a herdeira diz que o texto é mentiroso. “Se retrata, Nassif. Ficou feio pra você, um senhor da sua idade. Se dê ao respeito, amigo”, disse no Twitter. O jornalista a bloqueou.

Ao DCM, Roberta Luchsinger enviou a certidão de nascimento do parente e falou sobre o assunto.

DCM: Você diz que o Luis Nassif mentiu. Por quê?

Roberta Luchsinger: Creio que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

DCM: Seu avô morou em Porto Alegre? Por que ele saiu da Suíça para vir ao Brasil? Este é um dos pontos contestados.
RL: Sim, ele morou por um pequeno período em Porto Alegre, associando-se aos primos na empresa Adubos Trevo. Fez isso por ter se casado com minha avó, que era brasileira.

DCM: Você tem documentos que provam que seu avô é cidadão Suíço?
RL: Tenho e estou te enviando a certidão de nascimento dele por email. Meu avô é suíço e o Nassif poderia ter se aprofundado melhor na história dele. Inclusive na familia e sua origem.

Quando ele me procurou, eu estava chegando com minha filha de 5 anos a São Bernardo para um aniversário. Eu me ofereci para falar com ele no dia seguinte. Iria mandar fotos porque vi que ele parecia perdido e confuso e um tanto rude sobre a história. Foi uma surpresa para mim e para muitos ver algo tão agressivo como ele fez.

Acho que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

Eu atendi a mensagem do Nassif, respondi a algumas perguntas sem pé e nem cabeça, que estavam estranhas. Falava que determinada pessoa é minha tia e ele perguntava se era minha avó, coisas assim. Não sei porque ele foi absolutamente deselegante e agressivo comigo.

DCM: O que você acha que está ocorrendo?

RL: Fui casada com um homem que fez muitos inimigos. E por defender o Protógenes, eu sempre estou exposta a isso. Agora, por defender Protógenes e também Lula, vão em breve me jogar na fogueira para ser queimada viva, assim como as bruxas na época da Inquisição (risos).


A certidão de nascimento do avô de Roberta

Vejo o diálogo sempre como melhor caminho. Como estamos vivendo momentos difíceis na defesa das nossas convicções no campo da esquerda, e por ser meu gesto ser atípico, o melhor caminho é a união e não embates.

Acredito que não será necessário entrar na seara jurídica. Como já disse ao Nassif, eu estou aqui para ajudá-lo com todas as dúvidas que ele tiver. Acho que depois que ele tiver as informações corretas, ele mesmo dará as explicações.

DCM: Você previa ataques?

RL: Sim, previa. Fui inclusive avisada que seria perseguida por meu ato em apoio ao presidente Lula.

DCM: A Veja publicou que você tem uma dívida de R$ 232 mil no condomínio de Higienópolis. O que você tem a dizer sobre isso?

RL: Acho que é mais um ataque, porque querem me atacar a qualquer custo para tirar o foco da minha doação ao Lula. Sei que é difícil para muitos aceitar minha decisão e opinião em relação ao Lula.

Muitos querem denegrir minha imagem, mas não vou cair nessas provocações. Meus advogados vão dar a devida resposta no tempo correto.

A cigana nos enganou


O judiciário merece Gilmar de Lama

Moisés Mendes

O JUDICIÁRIO MERECE GILMAR MENDES

Em julho, o juiz federal Marcelo Bretas mandou que prendessem o empresário Jacob Barata Filho, da máfia dos ônibus no Estado.

Gilmar Mendes mandou que o soltassem.

Argumentou que há medidas cautelares capazes de impedir a fuga do mafioso. Foi o que ele disse ao soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih, que logo depois fugiu para o Paraguai.

Mas o juiz Bretas mandou de novo que o sujeito fosse preso. Mendes voltou a soltá-lo e ainda passou um pito no juiz.

Gilmar Mendes tem relações de amizade com o mafioso e foi padrinho de casamento da filha do homem que ele mandou soltar pela segunda vez.

E os juízes fazem o quê? Os juízes ficam quietos. O acovardamento se espraiou. Gilmar Mendes e o jaburu-da-mala mandam e desmandam num país anestesiado e alienado.

Se fosse na Venezuela, nossos liberais estariam berrando. O Judiciário que presidiu o golpe de agosto merece Gilmar Mendes.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O bandido bolsonazista da FAB


Leandro Fortes

BANDIDO DA FAB

Infelizmente, a Aeronáutica tornou-se um dos piores redutos do fascismo dentro das Forças Armadas.
O fato de um sargento ter a petulância de ameaçar, de peito aberto, uma deputada federal, revela apenas o grau de anarquia e de leniência dos oficiais em relação ao comportamento dos subordinados.

Uma besta-fera como essa não é só um perigo para Maria Do Rosário, mas para toda a sociedade brasileira.

Tem que ser expulso da FAB e metido numa jaula.

O fracasso da economia cubana e o sucesso da brasileira

Clique na imagem para  AMPLIAR
Gustavo Castañon

SABEM O QUE É ESSE GRÁFICO?

É uma ilustração do desempenho cubano em áreas que formam o IDH. O círculo é o desempenho esperado em função do PIB per capita. Fora do círculo desempenhos superiores aos esperados. Dentro menores. Esse socialismo é mesmo incompetente, não?

Esse abaixo é o desempenho do Brasil. Círculo resultado esperado por renda média, fora superior, dentro inferior. Vejam os assassinatos e a desigualdade de renda onde estão.

Clique na imagem para  AMPLIAR

Web Analytics