domingo, 25 de dezembro de 2016

O nível de inteligência de uma barata

Nilson Lage

O nível de inteligência dessa matéria é o nível da Folha.

É o nível de inteligência do Otavinho e de seus light-neo-quatrocentões.

O nível de inteligência de uma barata.

Em sociedades complexas e desiguais como a nossa, o êxito social e financeiro premia alguns dentre os que se empenham e são capazes. O diferencial é a conjunção de circunstâncias incontroláveis; Deus, na concepção corrente, o poder distante que as ordena, o Senhor do Acaso: “deu voz ao vento, luz ao firmamento, pôs o azul, nas ondas do mar; fez poeta o rouxinol"… E, naturalmente, brindou a sorte a cada homem.

Em qualquer cultura do mundo, pessoas comuns que se deram bem em condições competitivas como essas, terão, honestamente, – e até por envergonhada modéstia - que admitir essa presença do Acaso, mão de Deus, na construção histórica de seu êxito.

A pesquisa é lugar-comum, pegadinha boboca; não aponta para coisa alguma relevante, exceto o desejo profundo dessa corja paulistana de culpar a suposta estupidez do povo brasileiro pela desgraça que eles, homens poderosos e arteiros, cuidam tanto de propiciar.

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