segunda-feira, 27 de março de 2017

Público total das manifestações no domingo foi menor que o do jogo Linense x São Bernardo

Antero Greco

Fechados cálculos das manifestações do domingo. No Brasil todo, a soma ficou em torno de 4 mil pessoas nas ruas, aí computados ambulantes, policiais, turma do trânsito, flanelinhas, sorveteiros, fogueteiros, pombos distraídos. Não foi visto nenhum pato.

No sábado, Linense x São Bernardo teve 5.101 pagantes - um fiasco, não se esperava tão pouca gente assim no jogo.


Golpistas de Goiânia pedem volta da ditadura militar cantando música de protesto CONTRA a ditadura militar



Os protestos em defesa da corrupção e contra os trabalhadores foram fracasso no Brasil, mas sucesso na Inglaterra

O zoológico do juiz Moro

Leandro Fortes
A SS de Curitiba e dois  "atores"

Esse filme que se anuncia, dirigido por Marcelo Antunez (?) e produzido por Tomislav Blazic (??), sobre a Lava Jato, não é só um projeto oportunista e sórdido. É, principalmente, um escárnio com a instituição da Polícia Federal.

Pegaram o tal japonês da Federal, o agente condenado por facilitar contrabando que trabalha com uma tornozeleira eletrônica, para fazer um tour pelas celas da PF, em Curitiba, com os "cineastas".

Isso mesmo: os presos da Lava Jato foram visitados como feras em jaulas, coisa que nem nos porões ensanguentados da ditadura militar aconteceu.

Onde mais, senão na Uganda de Idi Amin Dadá e no Brasil do golpe, uma aberração dessas aconteceria sem que todos os poderes da República agissem em nome da civilidade?


E, sério, à exceção de Joice Hasselmann e os chimpanzés do MBL, quem vai se dispor a assistir uma excrescência dessas?

Violência e alienação: dois jovens brigam na rua e vários "amigos" filmam


Dois moleques brigando na rua e vários 'amigos' filmando, até que o Ali chegou.

O fim melancólico dos golpistas coxinhas


Florestan Fernandes Júnior

Chega ao fim de maneira melancólica o movimento que deu sustentação ao golpe judicial de Estado no Brasil. A manifestação desse domingo na avenida Paulista foi o gran finale de uma ópera bufa que provocou o maior retrocesso social, politico e econômico da história do país. 

A plateia foi mínima para um espetáculo que não vai deixar saudades. A bandeira da luta contra a corrupção foi apenas o mote para derrubar um governo. Hoje ela já não importa mais para os que manipularam boa parte da população. 

Nem os Patos sobreviveram ao "novo velho tempo" que promete aumentos de impostos que garantirão o lucro fácil do setor financeiro. A camisa da CBF volta para o fundo do armário, as panelas voltam para sua função original e nós brasileiros, como no teatro do absurdo, continuamos esperando Godot, continuamos esperando o nada.

O que significa o fracasso das manifestações da direita ontem?

Multidão em Ribeirão Preto
Luis Felipe Miguel

MBL e Vem Pra Rua já cumpriram sua missão de factoides e estão em acentuada curva descendente. Não devem desaparecer, mas sim se misturar de vez à constelação de páginas da rede destinadas à propagação da desinformação, limitando-se a este trabalho e abandonando a pretensão de liderar as ruas. Decerto estão perdendo grande parte do apoio de seus financiadores, aqui e lá fora, uma vez que estão deixando de ser úteis. Kim Kataguiri e Rogério Chequer vão, merecidamente, despontar para o anonimato, como dizia Nelson Rodrigues. A militância na extrema-direita pode continuar a ser um meio de vida para eles por bom tempo, mas num padrão mais proletário e menos estelar.

Mas os vitoriosos do golpe nunca foram esses "movimentos" ou os paneleiros de camisa amarela nas ruas. Os vitoriosos do golpe são os que lucram com a ampliação da exploração do trabalho e com a desnacionalização da economia. Eles não têm as ruas, mas continuam tendo a presidência, o Congresso, o Supremo e o resto do Judiciário, o MP, a PF, as polícias militares e a mídia a seu favor.

Retirar a direita das ruas não é ganhar a guerra. Não é nem ganhar uma batalha. Retornamos ao padrão; quem precisa ocupar as ruas é a esquerda, exatamente porque não controla os principais recursos de poder. A direita só vai às ruas em momentos excepcionais, quando é capaz de mobilizar um discurso de ameaça (como foi em 1964 e em 2015-6). A esquerda nas ruas obteve algumas vitórias, mas também acumula derrotas. Ir às ruas é uma arma dos fracos. E, como sabemos, as armas dos fracos são fracas armas.

Não estou dizendo que não seja importante nossa mobilização. Ela é fundamental. O sistema é blindado contra a pressão popular e, justamente por isso, essa pressão precisa ser ainda mais forte. Temos que fazer uma bela demonstração de inconformidade no dia 31 e tentar, a partir daí, quem sabe, construir algo mais poderoso - uma greve geral, uma ofensiva de ocupações e de desobediência civil.

Mas é importante ter claro que a disputa não é sobre quem leva mais gente para a rua. Esse discurso foi insinuado no momento da derrubada da presidente, quando a pataiada dominava a Paulista, para fazer com que o golpe assumisse ares de plebiscito informal. Mas não foi assim. Nunca é. E é menos ainda em circunstâncias como as que vivemos no Brasil hoje, em que nenhuma garantia vigora e mesmo o tênue fio que garantia a influência popular sobre o poder (o processo eleitoral) se mostrou vulnerável e reversível.

Não adianta mostrar que nós não queremos (o fim da legislação trabalhista, o fim da aposentadoria). Temos que chegar ao ponto de mostrar que a dominação deles será impossível.

A disputa do prefeito Village People com o agente funerário


Doria se veste de gari e faz "varrição simbólica" para fotos, naquilo que confessa ser a primeira faxina da sua vida ("a primeira de muitas!")

Crivella não aparece para entregar a chave da cidade para o Rei Momo, alegando gripe muito forte. Tampouco aparece na Sapucaí para o desfile das escolas de samba, alegando estar assistindo ao Rio Open.

Doria se fantasia de pintor de paredes para apagar grafites. Doria anuncia a criação de um museu exclusivo para grafites. Justiça afirma que não cabe à prefeitura apagar grafites. Prefeitura recorre.

Crivella nomeia um morto para um cargo de confiança na Riotur. A prefeitura afirma não se tratar de um equívoco, afinal a morte é recente e o prefeito ainda não sabia da morte do quase futuro colega.

Doria se veste de marronzinho da CET –mas chega no evento estacionando o próprio carro em local proibido.

Crivella nomeia outro morto, dessa vez para a gerência de Esportes. A prefeitura afirma que na época da indicação o morto ainda estava vivo –mas morreu antes de ser nomeado, devido à burocracia.

Doria se fantasia de cadeirante para experimentar o que eles sentem –por cem metros.

Crivella, talvez descobrindo que não conhece ninguém que ainda esteja vivo, nomeia o próprio filho para a Casa Civil –não sem antes checar que o mesmo está bem de saúde. Respira aliviado ao saber que está.

Formado em psicologia cristã, 'Marcelinho' Crivella trabalhava, até o momento da nomeação, com computação gráfica e fornecia palestras sobre "Como encontrar um companheiro pra vida toda", segundo reportagem do jornal "O Globo".

Doria se veste novamente de gari e posa para fotos segurando fotos dele mesmo igualmente vestido de gari para mostrar que não é a primeira vez em que ele se veste de gari.

STF suspende nomeação do filho de Crivella alegando nepotismo. Crivella, indignado ao descobrir que não pode nem sequer nomear o próprio filho, vai ao STF recorrer. Em vão. Surge um problema. Crivella não conhece mais ninguém que esteja vivo –e não pertença à família Garotinho. Nomeia, então, Clarissa Garotinho, na falta de contatos insepultos.

E ainda estamos em março.

Aguarde cenas do próximo capítulo: Crivella nomeia Ayrton Senna para a pasta de Esportes e se revela chocado com a notícia da sua morte. "Mas tão novinho!". Doria vive um dia de Popeye na Carreta Furacão naquilo que chama de "sarração simbólica" (a primeira de muitas!).

domingo, 26 de março de 2017

Ô, Folha de S. Paulo, VTNC!

Flavio Gomes

O perfil da "Folha de S.Paulo" no Twitter (@folha) tem cerca de 5,6 milhões de seguidores. Às 11h20 de hoje, dia que os patetas do Movimento Brasil Livre (MBL) escolheram para fazer um protesto pelo país para defender a Lava Jato, repetir xingamentos a Lula, a Dilma, ao PT, aos bolivarianos, mandar os comunistas para Cuba e para a Venezuela, gritar que nossa bandeira não é vermelha, clamar pelos militares, masturbar-se por Moro e exaltar Bolsonaro, o perfil da "Folha" no Twitter publicou o post da foto que acompanha esta meu breve relato.

Quem bate o olho e vê "Ato na Paulista..." seguido da foto da multidão com o inefável Pato Amarelo imagina o quê? Ora, ora, ora, estão todos na rua de novo, vamos pra lá, vamos ocupar a Paulista, cadê minha camisa da CBF?, vamos lá para... Para o quê, mesmo?

Ocorre que a foto é de 2016.

Vou repetir: a foto é de uma manifestação qualquer de 2016, uma daquelas pró-impeachment. Esta informação está, inclusive, na legenda da foto da matéria -- que se o usuário do Twitter se der o trabalho de abrir, fala que o tal protesto começa às 14h.

Mas quem bate o olho apenas na tuitada, que é o que a maioria faz, inclusive porque a matéria é só para assinantes (está aqui, caso alguém queira ver: https://goo.gl/SP0wsI, imagina na hora que os patos amarelos voltaram às ruas para glorificar Moro, celebrar seus mandados de condução coercitiva, aclamar seus vazamentos cuidadosamente selecionados, louvar seus paletós, camisas e gravatas negras, ah, tem gente que fica até de piupiuzinho duro.

Na boa, não sou ombudsman do jornal. Se fosse, esculhambaria publicamente esse desvario, essa deformidade de caráter, e pediria demissão. Mas quando uma monstruosidade dessas é cometida voluntariamente e atinge tantas pessoas (5,6 milhões de seguidores, repito), me sinto no dever de gritar alguma coisa, ainda que ninguém escute.

Quem cuida de tuitadas num grande jornal deve ser algum frangote/a recém-saído/a da faculdade, ou nem isso. Terceirizado/a, certamente.

Ah, coitado/a, cumpre ordens.

O cu.

As pessoas têm obrigação de saber que estão sendo usadas para fazer uma sacanagem. Ninguém é obrigado a ser filho da puta, sob ordem de ninguém.

Assim, "Folha", de novo: vá à puta que pariu. E você, estagiário/a que fez isso: vá junto.

Prefake pateta de São Paulo diz que a Lapa fica na Zona Norte

Preparem-se golpistas: quem com ferro fere com ferro será ferido!

O patético fim dos coxinhaços


Ricardo Costa de Oliveira

Hoje testemunhamos o exato momento histórico do patético fim dos coxinhaços com a camisa da CBF. E que inflexão em relação há um ano! 

Sempre há um momento preciso em que os planos da direita naufragam junto com o seu projeto excludente de país. Ao longo da minha vida vi o museu dos horrores dos entulhos de direita sempre aumentarem. ARENA-Ame-o ou deixe-o, PDS-Contra as Diretas Já, Sou Fiscal do Sarney, PRN-Collor Confisco da Poupança, FHC-privataria do PSDB e agora o esvaziamento quase total de mobilizações do MBL, de Moro, do golpista Temer e suas coligações de corruptos, com o completo fracasso das terceirizações, assalto à previdência e destruição de direitos populares.

A palidez conservadora

Fracasso
Weden Alves

O fracasso das manifestações hoje mostra uma realidade em transformação, mas ainda difícil de compreender. O fato é que as bandeiras conservadoras e ultradireitistas (apoio fanático ao Lava Jato, pedido de volta dos militares, motes bolsonarianos, etc) parecem não conseguir mobilizar mais muita gente. Mesmo com vazamento seletivo, às vésperas, uma prática comum desde 2015. 

Quase certo que a agenda Temer desanimou os reacionários, e avivou as bandeiras mais progressistas, como se pode observar nas manifestações do último dia 15. Se esta tendência vai se acentuar, reduzir, estagnar onde está, ninguém pode antecipar. As forças políticas lançarão seus dados, e é a combinação deles que nos dirá para onde estamos indo.

Tentaram reescrever a História

Fernando Horta 

Vendo melar a micareta fascista pelo Brasil afora;

Vendo Moro cada vez mais isolado, criticado, questionado e amedrontado;

Vendo o Kim sei lá eu o quê sendo demitido reclamando de ter uma dívida de 4,9 milhões pelas bobagens que escreveu nos jornalões;

Vendo o Fernando Feriado (do DEM) sendo desmascarado na sua incorruptibilidade e se "vitimando", dizendo ser atacado porque "é negro"

e

Vendo Lula sem nenhum espaço positivo na TV com projeções de ganhar em 2018 no primeiro turno ... eu digo:

Tentaram reescrever a História. Tentaram com alguns bilhões e mídia reconstruir os sentidos do tempo, mas não funcionou. A História é uma senhora turrona, vivida, de memória impecável e pacienciosa. Não é fácil fazer esta senhora convencer-se do que ela não viu.


* A Imagem representa Clio (musa da história) segurando a mão de Cronos (o Tempo). Escultura do século XVIII no mosteiro de Wiblingen na Alemanha

Folha de S. Paulo engana os leitores com foto de 2016 para esconder fracasso de ato fascista



Folha usa foto de 2016 da Paulista para ilustrar ato micado do MBL
DCM

Como está a Paulista em ato do MBL pró Lava Jato, segundo a Folha. O jornal usou uma foto de 2016:

Como está a Paulista na vida real:


Coxinhas abandonaram o barco fascista, só restaram os dementes


Luis Felipe Miguel

Lendo o noticiário sobre os atos da direita, hoje, deparo com o seguinte (está no site da Folha):

Além de defender o fim do foro privilegiado e dizer não a votação por meio de lista fechada, a professora Thais Azevedo, 33, e a estudante Raphaela Gaeta, 28, foram para a avenida Paulista se manifestar contra o feminismo.

Empunhando cartazes com as inscrições "Feminismo é Câncer" e "Moça eu não sou obrigada a ser feminista", as manifestantes defenderam a criminalização do aborto e a mesma idade para a aposentadoria de homens e mulheres.

"O Temer decidiu pela igualdade entre homem e mulher se aposentar, e as feministas se manifestaram. Elas não querem direitos, querem privilégios", afirmou Thais.

Acho que é isso. Aquela grande massa de analfabetos políticos e manipulados já vai desembarcando dos atos de MBL e VPR. Vai sobrando só gente assim, como essas duas, com perturbação mental grave.

Ciro Gomes desafia Sergio Moro a prendê-lo



247 - Pré-candidato a presidente da República pelo PDT, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (CE) criticou duramente o juiz federal Sérgio Moro por causa da condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.

“Hoje (último dia 21) esse Moro resolveu prender um blogueiro, ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala”, afirmou Ciro, em vídeo que circula nos WhatsApps dos advogados.


A ação da PF investiga o suposto vazamento de informações da 24ª fase da operação Lava Jato, iniciada em março de 2016, que tinha como alvos o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua família e assessores. 

A condução coercitiva recebeu repúdio da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), entidade máxima do jornalistas, e do Sindicatos de Jornalistas. Em nota, as entidades afirmaram que, além da arbitrariedade da condução coercitiva, a PF "devassa dados pessoais e desrespeita o sigilo de fonte garantido pela Constituição Federal em seu Artigo 5º", parágrafo XIV, em que define que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

"A Polícia Federal ataca, ainda, a liberdade de imprensa e de expressão do blogueiro – a mesma PF que tem vazado informações seletivamente de acordo com os próprios interesses, sem levar em consideração os interesses da sociedade", diz a nota.

A ONG Repórter Sem Fronteiras, uma das principais instituições de defesa do jornalismo no mundo, com sede em Paris, a “clara tentativa de quebra do sigilo da fonte” do blogueiro Eduardo Guimarães, do “Blog da Cidadania”, representa “um grave atentado à liberdade de imprensa e à Constituição brasileira, que garante esse direito”, disse à BBC Brasil Artur Romeo, coordenador de comunicação da organização no Brasil. “A condução coercitiva desse jornalista já é por si só um abuso, já que ele não havia sido convocado para depor nem se negado a fazê-lo”, acrescentou Romeo, da RSF. “É um recurso abrupto para forçar o depoimento”, disse.

Jornalistas da imprensa nacional também se manifestaram contra a decisão de Moro, dentre eles está Reinaldo Azevedo, que, apesar de ter uma posição ideológica oposta a de Guimarães, afirmou que o blogueiro foi alvo de uma arbitrariedade determinada por Moro. "Se a razão da condução foi o tal vazamento, trata-se de algo inaceitável. E não falo só por ele, mas também por mim e por todo mundo. Se aceito que se cometa uma arbitrariedade contra quem não gosto, ponho, é inevitável, uma corda no meu próprio pescoço", disse ele Reinaldo. 

Marcha fascista fracassa no Rio


Marcha fascista fracassa em Campinas


Marcha fascista fracassa em Brasília


Janio de Freitas: Brasileirinhas

BRASILEIRINHAS
Janio de Freitas

1- Alexandrino Alencar, um dos delatores da Odebrecht, diz que comprou o horário gratuito do PCdoB, do Pros e do PRB para a campanha de Dilma/Temer. Só se o PCdoB vendeu o que já dera à campanha, na aliança pública com o PT.

2- O blogueiro Eduardo Guimarães não tinha obrigação e talvez nem tivesse meios de saber que Moro considerava sigilosa a sua ordem de detenção de Lula, naquele tal "depoimento coercitivo". Teve a informação e divulgou-a, sem razão alguma para fazer dela um segredo. Fez um vazamento. Prática jamais condenada, sequer criticada, por Moro. A detenção de Guimarães, o arresto de seu equipamento e a coerção para dar o nome do informante foram arbitrariedades em hora apropriada: o projeto do Senado contra abuso de autoridade deve ser votado dentro de duas semanas.

Ombudsman da Folha reafirma crime cometido por subordinados de Rodrigo Janot


Ombudsman da Folha reafirma: PGR fez coletiva em off para vazar delações

247 – O tema central da polêmica entre o procurador-geral Rodrigo Janot e o ministro Gilmar Mendes, voltou a ser abordado pela ombudsman da Folha, Paula Cesarino Costa.

Confira abaixo:

Das dezenas de envolvidos na investigação, vazaram para os jornalistas nesse primeiro momento os mesmos 16 nomes de políticos, sem que se saiba o critério utilizado.
Apurei que as informações foram obtidas em encontro de jornalistas e representantes da Procuradoria-Geral da República, sob condição de off, quando a fonte da reportagem não é identificada no texto.
O procurador-geral, Rodrigo Janot, disse que a afirmação é uma "mentira". O ministro do STF Gilmar Mendes aproveitou para acusar a PGR de "chantagem" ao vazar informações sob sigilo. Janot reagiu falando em "disenteria verbal". 
Reafirmo, como já fiz durante a semana, as informações aqui publicadas, confirmadas por mais de três fontes independentes, como requer a boa prática jornalística.


Gilmar "Disenteria Verbal" Mendes está em campanha para a presidência da república


E se Gilmar Mendes estiver se capitalizando para ser candidato?
Janio de Freitas

Tudo o que o ministro Gilmar Mendes tem defendido, na aceleração da sua atividade de político, corresponde aos interesses do grupo que tem dominado a política brasileira, liderado pelos expoentes do PMDB e seus seguidores em vários partidos. O repúdio ao recato próprio de um ministro do STF não se faria sem motivo. Qual poderia ser o de Gilmar?

Dois traços marcantes de sua personalidade explicam alguma coisa. Um, sua identificação com a direita, evidente desde que se aproximou da vida pública. Talvez bastasse dizer que teve a nada invejável função de assistente jurídico de Collor na Presidência. Mas Gilmar Mendes quis consolidar a primeira evidência com seu desempenho como advogado-geral da União no governo Fernando Henrique.

À época se disse que selecionado por Sérgio Motta entre os possíveis dispostos a fazer uma barragem contra incômodos ao governo, não há dúvida de Gilmar Mendes se saiu bem na missão. O outro traço marcante é a atração pelo poder.

São, porém, características que Gilmar poderia arrefecer, ao menos o suficiente para ter conduta adequada a juiz, a ministro do STF e a presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Não o fez. Muito ao contrário. A um só tempo crítico e colaborador de Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, foi como ansioso militante que comprometeu o STF com o apoio ao vazamento ilegal de gravações ilegais, feito pelo juiz de Curitiba. Um vazamento a que não atacou "como crime", porque servia à sua e à causa da corrente conservadora no Congresso.

Com a mesma motivação, Gilmar Mendes reteve por ano e meio a proibição de doações "eleitorais" por empresas, na tentativa de impedi-la. Para encurtar: entre outros desempenhos, tem batalhado pela admissão do caixa 2, o "por fora" nas eleições; prega a anulação dos inquéritos e processos que tiveram vazamentos; apoia a anistia aos doadores e recebedores do "por fora"; e propagandeia a volta das doações "eleitorais" de empresas. Estranhas, a militância e as posições?

E se Gilmar estiver se capitalizando para ser visto, na contabilidade política do PMDB & sócios, como potencial candidato à Presidência? O PMDB controla o jogo político, por sua dimensão e por meios escusos, mas não tem como alcançar o poder de fato: em seus numerosos quadros não há quem mostre condições de disputa real da Presidência.

Um quarto de século de eleições diretas para presidente – e o gigante PMDB só na figuração. Seus sócios, atuais ou possíveis, não passam de reboques. Um candidato confundindo-se com o Supremo e oferecendo à direita um candidato sem as botas militares de Bolsonaro, pode imaginar-se como um presente para o PMDB, DEM, PP e cia. Gilmar tem feito a alegria de Renan Calheiros, Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, e por aí. À toa, não é.

E o Lollapalooza virou LULApalooza

sábado, 25 de março de 2017

A verdade não mais importa


A mentira tem perna curta, mas anda de SUV, de helicóptero, de jatinho. Compra prova do Enem, manda prender, manda soltar. Elege, ilude. Inventa guerra. fura poço de petróleo. vende nióbio. 

Não importa se você viu o embassa aí com um saquinho de pó branco dentro do congresso. Não importa se o cheque está nominal no nome do Ilegítimo. 

A verdade não mais importa. A repetição causa a entropia. Se você disser mil vezes Lula ele aparece preso amanhã.

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