sexta-feira, 21 de julho de 2017

Dia normal no Golpistão


Ricardo Costa de Oliveira 

Mais um dia normal no Golpistão. Aumento abusivo na gasolina pra pagar o rombo do propinoduto das emendas dos deputados golpistas comprados na última leva, tentativa de exportação do golpe para a Venezuela no Mercosul do usurpador ilegítimo brasileiro sem votos, enésima denúncia de corrupção na Operação Quadro Negro homologada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, envolvendo as famílias neptocratas, nepotismo cleptocrata, da República do Paraná, com Richa, Traiano, Plauto, Tiago Amaral na Valor de Rossoni, tudo sob as barbas dos justiceiros inertes da República do Paraná e sua farsa a jato.

O curioso caso de Sérgio Sá Leitão, novo ministro da Cultura


Gleisi sofre ataque fascista e enquadra agressor



Presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, foi alvo de vítima de um ataque de cunho fascista nesta quinta-feira, 20, em voo da Avianca que pousou em São Paulo; ao se preparar para sair da aeronave, Gleisi foi interpelada por um passageiro, que aos gritos, disse que "o PT acabou com o nosso país"; sem responder ao grito do agressor, mas firme, a senadora respondeu que estava chegando em São Paulo para "cuidar dos 14 milhões de desempregados que o governo de vocês geraram. Pra tratar da reforma Trabalhista".

Sérgio Moro é um covarde e um fantoche da Rede Globo



Lindbergh: "Sérgio Moro é um fantoche da Globo"

SP 247 - Durante participação no ato que levou milhares de pessoas à avenida Paulista, nessa quinta-feira, 20, em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, fez um duro discurso contra o juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão no caso do "triplex do Guarujá". 

"Sérgio Moro, você é um covarde. Porque juiz não é isso, juiz é imparcial. Sérgio Moro, você é um fantoche da rede Globo. Quero ver você ter coragem de bloquear as contas do Aécio", desafiou o senador petista. 

Mais cedo, Lindbergh participou de entrevista coletiva na sede do Diretório Nacional do PT, junto com a presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, do advogado do ex-presidente Lula Cristiano Zanin Martins e de outros líderes petistas, em que reafirmou que o juiz Moro não dispunha de provas para condenar Lula. 

No discurso na Paulista, Lindbergh também criticou a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e as elites econômicas do País. "Vocês são irresponsáveis, não deixaram a presidente Dilma governar, se aliaram a Eduardo Cunha, a Aécio Neves. Os senhores diziam para a gente que era só tirar a Dilma que tudo melhorava. Eu pergunto a vocês: melhorou?" questionou Lindbergh. 

Sentença à mão armada...



Preço que o ladrão Temer está pagando para manter o mandato vai para a conta dos patos amarelos



Brasileiros sentem inveja e admiração pelos ladrões bem sucedidos

Do Extra, através do DCM:

Filha de Cunha e Cláudia Cruz tem milhares de seguidores nas redes ostentando vida de luxo

Aos 19 anos, Bárbara Cruz da Cunha, filha de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e da jornalista Cláudia Cruz segue normalmente sua vida de luxo apesar da prisão do pai e do envolvimento da mãe na Lava Jato (ela foi absolvida apenas num dos processos). Em seu perfil no Instagram, a estudante de Publicidade e Propaganda compartilha fotos de looks e viagens, além de visitas a restaurantes sofisticados do Rio.

Com quase 30 mil seguidores na rede social, Bárbara ou Babu, seu apelido, diferentemente dos três irmãos do primeiro casamento de Cunha mantém seu perfil aberto e faz questão de compartilhar inúmeros momentos com o namorado, o publicitário Pedro Annecchini Bleuler, sócio de quatro empresas do ramo de engenharia. A mãe coruja sempre comenta as publicações românticas da filha com corações e aplausos.

Formada pela British School, Bárbara gasta seu inglês pelo mundo e nas legendas das fotos, mesmo quando come um mero sanduíche. Uma das viagens inesquecíveis da moça foi sua visita a Barbados, em 2015. Foi no Caribe que ela e a mãe encontraram paz, três meses após a citação de Cunha na Lava-Jato, em janeiro de 2015, e dele ir à CPI da Petrobras dizer que era inocente. A jovem sequer fica em cima do muro ao demonstrar orgulho do pai: “Homem da minha vida”.




A culpa não é de Sérgio Moro

Moisés Mendes

Sergio Moro está sendo muito criticado, inclusive pela direita, por causa das barbeiragens que cometeu na sentença contra Lula. Fica cada vez mais evidente que ele está aquém da missão pretensamente grandiosa da Lava-Jato.

Se a Lava-Jato fosse um jogo de futebol, Moro dificilmente seria o juiz, talvez fosse apenas um bandeirinha atrapalhado. Com todo respeito pelos bandeirinhas.

O pior do Brasil é o brasileiro

Weden Alves

A VIDA COMO ELA É

Nesta semana, um taxista:

"Pois é. Tiraram Dilma, uma mulher honesta, para pôr uma quadrilha no governo...a gente não sabe mais em quem acreditar. Por isso voto Bolsonaro"

Trata-se de uma reprodução aproximada do que ele disse. Mas no essencial é isso aí. Não pensem que o personagem em questão seja uma exceção. A vida é um pouco mais dura para quem procura lógica em tudo. Para ele, certamente o mundo se divide entre quem lhe parece honesto ou corrupto. E não em direita e esquerda. A perigosa extrema-direita agradece a criminalização generalizada da política.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

As veias abertas do narcotráfico na política da América Latina


Henrique Oliveira, no Justificando

No imaginário da sociedade brasileira, o traficante de drogas é encarado apenas como um jovem negro, pobre e que mora na periferia, pois esse é praticamente o único modelo de traficante que é produzido e reproduzido, principalmente nos meios de comunicação. E ao mesmo tempo se fala também da participação de políticos e empresários no negócio mundial das drogas.

A intenção desse texto é justamente tentar demonstrar a relação existente entre tráfico de drogas, políticos e as eleições. As eleições têm sido uma forma não apenas de eleger pessoas do tráfico de drogas a cargos políticos para facilitar os negócios e trazer proteção, mas também para lavagem de dinheiro do tráfico, quer dizer, transformar esse dinheiro que é obtido através de um mercado ilegal, em algo legal, através das doações eleitorais a candidatos e partidos políticos.

Segundo a UNODC (Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime), o tráfico de drogas é a atividade criminosa mais lucrativa do mundo, com uma movimentação de 320 bilhões de dólares por ano. E logicamente que esse dinheiro não é transportado em mochilas, ele é investido nos mais diversos setores da economia mundial, entre eles o setor financeiro, os bancos.

Narcotráfico e a Política na América Latina

A relação entre tráfico de drogas e a política teve um dos seus casos mais conhecidos, quando o narcotraficante colombiano Pablo Escobar em 1982 foi eleito suplente de Deputado e dois anos depois teve seu mandato cassado.

Na América Latina tivemos alguns casos em que políticos tiveram relações com o tráfico de drogas. No Peru durante a Ditadura de Alberto Fujimori 1990 – 2000, segundo o Wikileaks em documento divulgados em 2010, autoridades civis e militares tiveram relações com o narcotráfico, além da existência de uma relação direta com o narcotraficante Demetrio Chavez  Peñaherrera, que admitiu após sair da prisão, que o Peru vivia um “NarcoEstado”.

A relação com o tráfico de drogas também aconteceu nas eleições do ano 2000, quando Alberto Fujimori foi candidato a reeleição, o médico cirurgião Daniel Chuan Cabrera, que era fundador e líder do Peru 2000 foi investigado no mês de Fevereiro, a Terceira Fiscalização Especializada em Drogas e a Direção Nacional Antidrogas queriam saber sobre o transporte de cocaína realizado pelo seu barco pesqueiro.

O ex-presidente peruano, Alan Garcia 2006 – 2011 foi acusado de ter envolvimento com narcotráfico, especialmente com o cartel de Cali, e Óscar Fernando Cuevas Cepeda, conhecido por lavar dinheiro do tráfico de drogas. Em 2006, Alan Garcia quando concorreu as eleições recebeu dinheiro do tráfico de drogas, 5 mil dólares que foram dados por Alfredo Sanchez Miranda, filho de Orlando Sanchéz Miranda.

A família Sanchéz Miranda é conhecida por ter feito sua fortuna com o tráfico de drogas entre os anos de 1977 e 1991, através da atuação dos irmãos Perycles e Simón Sanchéz Miranda. Simón foi assassinado em 1987 no México e a Polícia descobriu que sua fazenda servia de laboratório de cocaína que era enviada para os EUA. Em 2010,3 membros da família Sanchéz Miranda foram acusados de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. No mês de Março de 2016, a Promotoria peruana pediu 28 anos de prisão para os membros da família Sanchéz Miranda por lavagem de dinheiro do tráfico através do financiamento eleitoral.

Nas eleições presidenciais no Peru desse ano, novamente o narcotráfico voltou a ser tema ligado aos candidatos. O segundo turno foi disputado entre Pedro Pablo Kuczynski e Keiko Fujimori, filha do ditador Alberto Fujimori, que durante o seu governo como já foi dito, tinha relação com o narcotráfico. E em 2013 foram achados 100 quilos de cocaína na empresa que tem como um dos sócios seu irmão, o Deputado Kenji Fujimori. O jornal inglês The Sunday Times ligou a candidatura de Keiko Fujimori aos interesses dos cartéis do tráfico de drogas, pois na campanha de 2011, Keiko Fujimori recebeu um cheque no valor de 13 mil dólares, do narcotraficante Luiz Calle Quirós.

Nas eleições presidenciais de 1994 na Colômbia, o candidato vencedor, Ernesto Samper do Partido Liberal, foi financiado com dinheiro do Narcotráfico, do cartel de Cali. Essa história também é confirmada pelo candidato que foi derrotado, Andrés Pastrana no seu livro Memórias Esquecidas. A descoberta foi feita após a Polícia colombiana rastrear conversas telefônicas do chefe do Cartel de Cali, Miguel Rodríguez Orejeula.

O jornalista britânico Ioan Grillo, pesquisador e escritor de livros sobre o tráfico de drogas na América Latina, veio na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) e afirmou que o narcotráfico move a política na América Latina.

Tráfico de Drogas e a Política no Brasil


A análise sobre o tráfico de drogas e a política no Brasil será enfocada aqui a partir dos resultados produzidos pela CPI do Narcotráfico divulgado no ano 2000. Segundo o artigo do Centro de Estudos e Pesquisas Sobre Corrupção, o relatório da CPI teve como resultado a cassação de vários vereadores e deputados, entre eles estava o ex-deputado do estado do Acre, Hidelbrando Paschoal do PFL, atual DEM, que foi preso e condenado a 25 anos de prisão por tráfico de drogas, corrupção e assassinato. Hidelbrando se recusou a depor na CPI do Narcotráfico, o que deu brecha para uma abertura do processo de cassação do mandato.


No artigo “Economia da Droga, instituições e política: os casos de São Paulo e Acre na CPI do Narcotráfico”, demonstrou que o ex-deputado Hidelbrando Paschoal liderava uma organização que dominava a rota do tráfico de drogas que vinha da Bolívia e Colômbia através do Acre, depois eram distribuídas para os estados de Rondônia, Amazonas, Piauí, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A CPI do Narcotráfico também acusou por envolvimento no tráfico de drogas o deputado José Aleksandro (PSL) do Acre, em Alagoas os deputados Augusto Farias (PFL, atual DEM), João Beltrão Siqueira, José Francisco Cerqueira Tenório (PMN), Antônio Ribeiro Albuquerque (PRTB), Júnior Leão, Cícero Ferro (PRTB), Celso Luiz (PP) e Fátima Cordeiro (PDT). No Espírito Santo foram indiciados o presidente da Assembleia Legislativa do período, José Carlos Grantz também do ex PFL e o deputado Gilson Lopes dos Santos Filho. No Amapá foram três deputados, o ex-presidente da Assembleia Fran Júnior(PMN), Jorge Salomão que também era do PFL, e que agora está no PROS e o deputado Paulo José (PTC).

No Paraná foram indiciadas 117 pessoas, e o impacto da CPI no estado Paraná levou o Senador Roberto Requião a acusar o governador no período, Jaime Lerner (ex  PFL) de ter sido financiando pelo tráfico de drogas. No estado do Maranhão foram 23 indiciados pela CPI, entre eles os deputados estaduais que foram cassados José Gerardo (PPB) e Francisco Caíca (PSD).

As eleições do ano de 2016, foram as primeiras eleições após o fim do financiamento empresarial de campanha, e uma das preocupações que foram colocadas pelo Ministro do STF Dias Toffoli e ex-presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral – ainda no ano passado, era o financiamento do tráfico de drogas para as campanhas eleitorais. Mas essa preocupação já existiu nas eleições do ano de 2010, não só com o dinheiro do tráfico de drogas, mas também dos caça niqueis e do bingo.

Em Julho a revista Istoé publicou uma matéria falando das pretensões políticas do PCC no estado do Ceará, segundo a revista, o PCC pretendia financiar a eleição de 10 Prefeitos e 50 Vereadores, só que a Istoé que se diz basear em uma investigação Policial que aconteceu em Março, quando foi preso no Ceará o irmão de Marcola, não diz quem são esses candidatos e nem os partidos políticos. A revista apenas fala que o irmão de um traficante cearense estava sendo preparado pelo PCC para ser candidato.

O Ceará se tornou um estado importante para o PCC, o jornal EL País publicou uma série de reportagens, mostrando como uma aliança entre o PCC e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro, conseguiu reduzir a violência no estado Ceará, dando ao tráfico de drogas uma nova forma de gestão e organização, que impede a concorrência, as disputas entre os grupos do tráfico de drogas, aumenta os lucros e diminui a necessidade da violência para vender mais drogas. Os homicídios diminuíram e os roubos foram proibidos, pois a violência atrai a Polícia e os roubos dificultam a relação com os moradores dos bairros.

Em 2014 o Partido dos Trabalhadores (PT) expulsou o deputado estadual por São Paulo, Luiz Moura, por ser acusado em uma investigação de está lavando dinheiro do PCC. O deputado era sócio de uma cooperativa de transporte que estaria sendo usada para lavagem de dinheiro do PCC e teria participado de uma reunião com membros da organização.

Em Agosto desse ano a Polícia Civil organizou uma operação para prender lideranças do Movimento Sem Teto de São Paulo (MSTS), que seria um movimento social de fachada, que na verdade servia para lavagem de dinheiro do PCC. E esse movimento social que se dizia lutar por moradia, nas eleições presidenciais de 2014 apoiou o candidato do PSDB, Aécio Neves.

A relação de políticos do PSDB com o tráfico de drogas precisa ser melhor investigada, em 2009 a Polícia Militar de São Paulo achou 19 quilos de cocaína pasta base, e 515 quilos de crack e munição, em uma fazenda localizada na cidade de Pontalinda, que pertence ao Senador Aloysio Nunes (PSDB), que na época era Secretário de Estado em São Paulo. Mas segundo o Delegado, o político do PSDB era vítima, pois os traficantes escolheram a fazenda dele para esconder as drogas por causa da localização. Será mesmo? Agora imagine essa mesma quantidade de drogas na casa de um morador da periferia, você acha que o Delegado chegaria a essa mesma conclusão?


Segundo o Ministério Público de São Paulo, um Vereador que foi eleito em Campinas em 2016 foi financiado pelo PCC, mas a matéria do Estadão não divulgou nem o nome e nem o partido qual pertence o vereador eleito.

Na cidade de Embu das Artes em São Paulo, o candidato que venceu as eleições para Prefeito, Ney Santos do (PRB), já foi investigado em envolvimento de lavagem de dinheiro do PCC.  A Polícia Civil diz que em 2010 o Prefeito eleito utilizou postos de gasolina, ONG e uma empresa para lavar dinheiro do tráfico de drogas e financiar a sua campanha.

No Mato Grosso do Sul, o candidato a Vereador pelo PSD, Jovanil Salvaterra de Carvalho foi preso acusado de participar de uma organização que movimentava 4 milhões de reais por mês trazendo cocaína da Bolívia.

Nas eleições de 2012 foi realizada uma operação no Acre, onde foram presas 4 pessoas ligadas à coligação Frente Popular que disputou e venceu as eleições para prefeitura da capital, Rio Branco. A Frente Popular era composta por vários partidos políticos PRB/PT/PTN/PR/PSDC/PSB/PV/PPL/PCdoB. O presidente do PSDC, empresário, foi preso, o filho do Secretário de Obras no período também.

E por fim a família Perrella, o Senador Zezé Perrella (PTB) e o seu filho ex-deputado estadual por Minas Gerais, Gustavo Perrella (Solidariedade), tiveram o  helicóptero apreendido pela Polícia Federal em 2013 após pousar  na sua fazenda carregando 450 kg de cocaína pasta base. Zezé Perrella se tornou Senador após a morte do ex-presidente Itamar Franco, e entrou na vaga porque era suplente, o Senador é aliado de outro Senador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

E mesmo após o helicóptero que pertence à família Perrella ser apreendido com quase meia tonelada de cocaína pasta base, dentro da fazenda que também pertence à família, o Delegado da Polícia Federal inocentou os Perrellas do envolvimento com o tráfico de drogas, porque o piloto acabou assumindo o caso dizendo que recebeu 106 mil reais para fazer o transporte do Paraguai até o Brasil. Só que o ex deputado Gustavo Perrella  deu duas versões sobre o caso, primeiro ele disse que sabia do voo realizado pelo piloto, mas que foi enganado sobre a carga e o destino. Mas depois em uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa disse que o helicóptero foi roubado e que iria processar o piloto.

No fim das contas o helicóptero foi devolvido à família Perrella e a droga ninguém sabe e ninguém viu, e o Gustavo Perrella foi nomeado para o cargo de  Secretário Nacional de Esportes dentro Ministério do Esporte após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

Igor Kannário e o Tráfico de Drogas nas eleições para Prefeito na Bahia

O cantor de pagode Igor Kannário, conhecido como “Príncipe do Gueto”, foi eleito Vereador (PHS) e recebeu mais de 13.000 votos, o que levou a indignação de muita gente nas redes sociais pelo fato dele ter sido preso uma vez com uma pequena quantidade de maconha, junto com mais dois músicos da sua banda, levando a especulações de que cantor seria participante do tráfico de drogas, Igor chegou a assumir em um programa de televisão que é usuário de maconha.

Mas para além de Igor Kannário ser um Vereador usuário de maconha, as eleições para Prefeito daquele ano na Bahia teve a participação do tráfico de drogas. Todos sabemos que o Narcotráfico está fortíssimo na Bahia, a cada ano cresce o número de apreensões de drogas, armas e principalmente da violência no estado, fazendo da Bahia um dos estados com maior número de homicídio no país.


No dia 31 de Julho uma operação da Polícia Federal na cidade Ubatã prendeu o pré-candidato a Vereador pelo Democratas (DEM), Sérgio Andrade em um carro com 147kg de maconha. O segundo Vereador mais votado da cidade Ubaitaba, Messias Aguiar (PMDB) foi preso um dia após ser eleito com 300kg de maconha.  A Polícia Civil prendeu na cidade Itapatinga, o Vereador eleito pelo PSDC, Fabrício de Jesus por Tráfico de Drogas, com ele foi encontrado 27 buchas de maconha e 40 papelotes de Cocaína.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT) deu uma declaração para o jornal Valor Econômico, de que com a proibição do financiamento empresarial de campanha para as eleições, o tráfico de drogas entrou  para financiar os partidos e candidatos.

Os presidentes do PSD, Otto Alencar e do PT na Bahia, Everaldo da Anunciação, disseram que o tráfico de drogas interferiu em vários processos eleitorais no interior da Bahia. O Senador Otto Alencar (PSD), chegou a utilizar a bancada do Senado para denunciar que o candidato do PMDB na cidade de Simões Filho, Tolentino de Oliveira, conhecido como Dinha, foi financiado pelo tráfico de drogas e saiu em uma foto ao lado de um traficante local.

O Narcotráfico e o poder político estão altamente vinculados em toda a América Latina, e esse é um dos motivos pelo qual os políticos e os partidos resistem em discutir a legalização das drogas para acabar com o tráfico. 

Henrique Oliveira é graduado em História e mestrando em História Social pela UFBA e militante do Coletivo Negro Minervino de Oliveira/Bahia.

Ato em defesa do ex-presidente Lula emana amor em SP

Centrais sindicais e movimentos sociais realizam ato na Avenida Paulista

Morre Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência


247 - Morreu nesta quinta-feira, 20, Marco Aurélio Garcia, ex-assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Ele tinha 76 anos e foi vítima de um infarto fulminante.

Marco Aurélio Garcia foi um importante líder na construção e execução da política externa brasileira durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi um dos idealizadores dos Brics e do fortalecimento das relações Sul-Sul.

Filiado ao PT, Garcia era professor aposentado do Departamento de História da Unicamp e historicamente vinculado à esquerda.

Atual política externa do Brasil é "um desastre"

Em entrevista ao 247 em março deste ano, Marco Aurélio Garcia criticou a política externa do Brasil no governo de Michel Temer. Para ele, o mundo não via mais o Brasil.

"Nós jogamos fora a política sul-americana", afirma, lembrando-se de uma metáfora futebolística feita pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo. "Estamos indo para a terceira divisão ou para a quarta divisão do campeonato mundial. Nos marginalizamos". De acordo com ele, o mundo "não está vendo" o Brasil nesse momento.

"Antes, éramos acusados de fazer política ideológica, mas nós fazíamos política com os governos da região. Agora, tanto o ministro [José] Serra quanto o Aloysio Nunes procuraram, sim, fazer uma política ideológica, mas uma política ideológica de direita, se associando com setores de oposição na maioria dos países, na Venezuela em particular, e com isso, perdendo a oportunidade de exercer uma função mediadora", avalia.

Garcia criticou ainda o que chamou de "paspalhada tremenda da carne", que "num clique" destruiu o que foi trabalhado durante 13 ou 14 anos para se abrir e conquistar o mercado internacional nesse setor. "Isso arruinou o comércio internacional, vamos ter um prejuízo de 2 a 3 bilhões de dólares, que é mais ou menos o que foi feito em outras áreas, como das empreiteiras", exemplificou, em referência à Operação Lava Jato.

"Vamos ter claro o seguinte: ninguém está defendendo arbitrariedades cometidas por empresas privadas, têm que ser fiscalizadas, punidas. Mas tivemos aí uma ação espetacular, como têm sido todas as ações do governo, que se utiliza disso para lançar pó nos olhos da sociedade brasileira e impedir que ela acompanhe os verdadeiros problemas que o Brasil vem enfrentando", conclui.

Sergio Moro cometeu erro grave na sentença contra Lula


Por Felipe Pena
  
João foi acusado de furtar um pão. Ele tem alergia a glúten, mas, ainda assim, o ministério público vê indícios suficientes para apresentar uma denúncia de furto ao juiz da comarca, alegando que o pão poderia ser "desviado" para outra pessoa.

Vamos considerar que o MP tem razão. O que deve fazer o juiz? Ora, é simples: encaminhar o julgamento com base na denúncia de furto. Não há outra alternativa, é o que está na lei.

Entretanto, no meio do julgamento, uma testemunha diz que viu João atravessar o farol vermelho em frente à padaria. Caberia ao juiz abrir um novo processo, já que se trata de outra infração, mas, contrariando a lei, o magistrado condena João por avançar o sinal e ignora o furto do pão. Ou seja, a sentença não tem relação com a denúncia, o que a torna desprovida de qualquer valor jurídico.

Há vários erros na sentença em que Moro condenou o ex-presidente Lula. Poderíamos falar sobre a inobservância das provas apresentadas pela defesa, sobre o excesso de adversativas no texto e até sobre a nulidade da testemunha-chave. Mas vou me ater à reposta do juiz ao embargo de declaração. Daí a metáfora da história inicial.

No caso do tríplex atribuído a Lula, o MP apresentou denúncia dizendo que o apartamento foi recebido como pagamento de vantagem indevida ao ex-presidente, tendo como contrapartida a facilitação de três contratos da empreiteira OAS com a Petrobrás. Mas, em sua sentença, o juiz Sergio Moro ignora a denúncia e baseia a condenação no depoimento de Leo Pinheiro, cuja principal afirmação é a de que Lula tinha uma "conta corrente" de propinas na OAS. Esse foi um dos pilares do embargo de declaração da defesa do ex-presidente.

E qual foi a resposta de Moro? Reproduzo abaixo:

"Este juiz não afirmou em lugar nenhum que os valores conseguidos pela OAS nos contratos com a Petrobrás foram usados para pagamento de vantagens indevidas ao ex-presidente."

Ou seja, o próprio Moro confessa que sua sentença não se baseou na denúncia. Portanto, de acordo com a lei, ele deveria abrir outro processo. Além disso, ao dizer que a vantagem indevida não tem relação com a Petrobrás, Moro retira o caso do âmbito da lava-jato e inviabiliza sua permanência como juiz do processo.

Não está em discussão se Lula é culpado ou inocente. Apenas fica claro que, com base na sentença de Moro, o TRF da quarta região só terá uma alternativa: anular a sentença do juiz.


Felipe Pena é jornalista, escritor e psicanalista. Doutor em literatura pela PUC, com pós-doutorado em semiologia da imagem pela Sorbonne III, foi visiting scholar da New York University e é autor de 15 livros, entre eles o ensaio "No jornalismo não há fibrose".

José Trajano entrevista Lula

Tem de ser muito doente para continuar defendendo Sérgio Moro


Marco Antonio Araujo

Eis a prova que faltava: todo dinheiro de que Lula dispõe soma 600 mil reais. Ele, que foi presidente da República por oito anos. 

É a mesma sina de José Dirceu, Genoíno, João Paulo Cunha e Vaccari, homens sem posses condenados por corrupção. Foram para a cadeia, pagaram multa e tiveram seus bens mais modestos confiscados.

E a mulher de Cunha, que pessoalmente movimentou milhões em contas secretas, de dinheiro comprovadamente fruto de propina, é considerada inocente. 

E os delatores — criminosos confessos que chegaram a devolver individualmente mais de 160 milhões — cumprem penas ridículas em suas mansões e condomínios de luxo, desfrutando do dinheiro que roubaram e conseguiram ocultar.

Tem de ser muito doente para continuar defendendo Sérgio Moro.

Lula acumulou em 72 anos menos que jogador do Palmeiras ganha por ano


Lula, o ricaço de araque

Moro, na sua maníaca sanha de perseguir Lula, afirmando atender ao Ministério Público da gangue curitibana decidiu confiscar bens do Lula, o que caracterizaria uma segunda sentença num processo só e em mesma instância, já que isto não consta na sentença dada no processo.

Mais uma vez a alegação do arremedo de pequeno Hitler violenta a honestidade: bloqueou a título de “garantir o desviado por petistas”, como se Lula fosse o dono, pai, tutor ou representante legal do PT, responsabilizando-o por tudo o que as convicções de mal-intencionados ditam.

De Lula foram surrupiados três apartamentos, um terreno e dois automóveis, perfazendo o valor de R$ 2.257.000,00, além de ter tido R$ 606.000,00 bloqueados em três contas bancárias, o que daria um total de R$ 2.863.000,00.

Ressalte-se de que tudo isto foi sempre declarado por Lula à Receita Federal, nas suas declarações do Imposto de Renda, bem como à Justiça Eleitoral, sempre que ele foi candidato, afastando-se de pronto a sonegação fiscal e a ocultação de patrimônio.

Depois de intensas investigações, feitas pela Polícia Federal, Ministério Público, PGR e Receita Federal, no Brasil, e instituições financeiras e serviços de inteligência, no exterior, ficam definitivamente afastadas as possibilidades de laranjas e bens no exterior.

Por comparação, todo o patrimônio de Lula é 12 vezes menor que um dos quatro apartamentos de FHC, o em Paris; menor que um dos três apartamentos de Bolsonaro, em condomínio na Barra da Tijuca, no RJ, 13 vezes menor que os R$ 40.000.000,00 que Temer arrombou numa tacada só.

Lula tem no banco o equivalente a 7 meses e meio do salário do Moro.

Num país que ultrapassou a divisão em classes e chegou à divisão em castas, onde o salário mínimo vale pouco mais que R$ 900,00 e há funcionários públicos ganhando mais de R$ 100 000,00, o patrimônio de Lula, repetido à exaustão, pela mídia, parece uma enormidade, quando é pouco, muito pouco, se melhor analisarmos os seus rendimentos.

Esqueçamos as suas palestras e conferências remuneradas, aqui e no exterior, e fiquemos só no salário: Lula ganha R$ 9.000,00, como ex-presidente, o mesmo que Sarney e FHC, e mais R$ 13 000,00 do PT, o que perfaz um total de R$ 22.000,00, menos que um ministro ou diretor de estatal, o que quer dizer que recebe 23,3 salários mínimos por mês.

Dividamos agora o seu patrimônio (R$ 2.257.000,00) por 23,3 e o seu saldo bancário (R$ 606 000,00) pelo mesmo coeficiente, e chegaremos aos valores de R$ 97.000,00 e R$ 26 000,00.

Matematicamente Lula tem o mesmo que um senhor aposentado, com 72 anos de idade, que tenha uma casinha no valor de noventa e sete mil reais e vinte e seis mil reais guardados no banco, o que é perfeitamente compatível.

Por fim, lembro que arredondei as contas e não considerei palestras e conferências remuneradas, nem o fato de Lula ter recebido, mensalmente, acima de R$ 30 000,00, por 12 anos, pelos valores de hoje, enquanto no exercício dos mandatos de Deputado e Presidente da República.

E se algum jumentinho acha que os rendimentos de R$ 21.000,00 de Lula são à custa do povo, lembro que mais de 60% desse valor são pagos pelo PT e menos de 40% pelo Tesouro Nacional.

Se o ódio não cegasse, Moro entenderia que tentando queimar Lula mais não fez que atestar a sua honestidade.

Um sujeito que por oito anos administrou trilhões, anualmente, ter esse patrimônio é atestado de indiscutível honestidade.

Mais dinheiro por ano que Lula em 72 anos

P.S.: Valor do dólar no dia do roubo das propriedades de Lula: US$ 3,1466
Fonte: Valor Econômico

Os R$ 606 mil bloqueados correspondem a US$ 192.381,00. O total incluindo as propriedades é de US$ 908.889,00.

Só para comparação: o jogador de futebol Borja, com 24 anos de idade,  recebe US$ 85 mil por mês de salário no Palmeiras, perfazendo um total de US$ 1.020.000,00 por ano, não incluindo o bônus pela assinatura do contrato e prêmios por vitórias e títulos e eventuais ganhos com publicidade.

Moro é um juiz chicaneiro

Eugênio Aragão: despacho de Moro que sequestra bens de Lula 'é uma chicana'

"Moro é um juiz chicaneiro, não tem outra expressão", diz ex-ministro da Justiça. "Isso mostra que Moro tem lado. Não é coisa que se faça com um réu comum. Ele está fazendo isso porque é o Lula"
O pedido de sequestro dos bens e o bloqueio de contas bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no âmbito da operação Lava Jato, “é um absurdo e uma chicana”, segundo o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, que integrou o Ministério Público Federal de 1987 a 2017. Em despacho de 14 de julho, mas divulgado nesta quarta-feira (19), Moro ordenou o bloqueio, pelo Banco Central, de R$ 606.727,12 do ex-presidente e o sequestro de três apartamentos, dos quais o imóvel onde Lula reside. Todos os imóveis estão na declaração de bens de Lula quando de suas candidaturas à presidência em 2002 e 2006.

“O que ele está fazendo, em bom juridiquês, é uma chicana (“abuso dos recursos, expedientes e formalidades da Justiça”, segundo o dicionário Michaelis). A coisa mais absurda de tudo isso é, primeiro, que a própria sentença reconhece que não houve nenhum prejuízo à Petrobras. Em segundo lugar, reconhece que o apartamento não é do Lula. Afinal de contas, o que ele quer? O Lula tem que indenizar o quê? Em terceiro lugar, ele está lançando mão das verbas alimentares, o que é um absurdo em relação à pessoa física, num valor que o Lula nunca teve na vida, e ele sabe disso. Esse Moro é um juiz chicaneiro, não tem outra expressão”, diz Aragão.

Na semana passada, Moro condenou o petista a nove anos e seis meses de prisão. Em entrevista coletiva, o advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que "a sentença despreza as provas da inocência" e "potencializa um espetáculo midiático-penal". 

“Se é uma medida de natureza executória, caberia na sentença condenatória, e não num despacho posterior, que é para dificultar a apelação”, comenta o ex-ministro. Segundo ele, dificulta a apelação porque, se Moro tivesse adotado a medida antes da sentença, caberia recurso em sentido estrito (artigo 581 do Código de Processo Penal). “Agora não cabe mais. Provavelmente, (a defesa) vai ter que entrar com mandadode segurança. Isso deveria ter sido resolvido na sentença, mas ele resolve como medida de execução provisória de uma sentença que ainda não foi confirmada no segundo grau”, aponta.

Para o jurista, Moro deveria ou ter colocado tal medida na sentença, ou ter resolvido o sequestro dos bens antes da sentença. “E então caberia recurso em sentido estrito. Mas fazer isso depois? Para ele ter por toda a semana os seus dez minutos de glória? Isso é tortura chinesa?”, ironiza.

Aragão diz que o despacho que bloqueia contas e sequestra bens “é uma teratologia” (“estudo das monstruosidades”, segundo o dicionário Aurélio). “Mostra que Moro tem lado. Isso não é coisa que se faça com um réu comum. Ele está fazendo isso porque é o Lula.”

Ele enfatiza que o pedido do juiz de Curitiba de sequestro de bens foi requerido pelo Ministério Público Federal (em 4 de outubro de 2016) muito antes da sentença proferida na semana passada. “Moro deixou isso encadernado lá, sem resolver. Foi arrastando esse pedido e agora resolve esse pedido depois da sentença. É um absurdo completo. Ou ele é um sujeito completamente desorganizado, ou está fazendo isso por chicana, ou por sadismo puro, para fazer as maldades aos pouquinhos.”

Nota

Em nota divulgada no início da noite de hoje, os advogados de Lula afirmam que a decisão de Moro é ilegal. “A decisão é de 14/07, mas foi mantida em sigilo, sem a possibilidade de acesso pela defesa – que somente dela tomou conhecimento por meio da imprensa, que mais uma vez teve acesso com primazia às decisões daquele juízo”, afirma o documento.

A defesa diz que vai entrar com recurso. “Somente a prova efetiva de risco de dilapidação patrimonial poderia justificar a medida cautelar patrimonial”, diz a nota assinada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira  Martins.


O comunicado acrescenta ser contraditório Moro afirmar que o bloqueio de bens e valores tem o objetivo de assegurar o cumprimento de reparação de “dano mínimo”, mas a medida ter sido “efetivada um dia após o próprio Juízo haver reconhecido que Lula não foi beneficiado por valores provenientes de contratos firmados pela Petrobras”.

Tiririca de Curitiba insulta uma das partes e infringe a imparcialidade


Da coluna de Janio de Freitas na Folha, através do DCM:

Janio de Freitas: Moro “insulta uma das partes e infringe a imparcialidade”

Novidade destes tempos indefiníveis, sentenças judiciais substituem a objetividade sóbria, de pretensões clássicas como se elas próprias vestissem a toga, e caem no debate rasgado. Lançamento de verão do juiz Sergio Moro, nas suas decisões iniciais em nome da Lava Jato, o “new look” expande-se nas centenas de folhas invernosas da condenação e, agora, de respostas a Lula e sua defesa. Tem de tudo, desde os milhares de palavras sobre o próprio autor, a opiniões pessoais sobre a situação nacional, e até sobre a sentença e sua alegada razão de ser. Dizem mais do juiz que do acusado. O que não é de todo mal, porque contribui para as impressões e as convicções sobre origens, percurso e propósitos deste e dos tantos episódios correlatos.

A resposta do juiz ao primeiro recurso contra a sentença é mais do que continuidade da peça contestada. É um novo avanço: lança a inclusão do insulto. Contrariado com as críticas à condenação carente de provas, Moro argumenta que não pode prender-se à formalidade da ação julgada. Não é, de fato, um argumento desprezível. Se o fizesse, diz ele, caberia absolver Eduardo Cunha, “pois ele também afirmava que não era titular das contas no exterior” que guardavam “vantagem indevida”.

A igualdade das condutas de Cunha e Lula não existe. Moro apela ao que não procede. E permite a dedução de que o faça de modo consciente: tanto diz que Eduardo Cunha negava a posse das contas, como em seguida relembra que ele se dizia “usufrutuário em vida” do dinheiro. Se podia desfrutá-lo (“em vida”, não quando morto), estava dizendo ser dinheiro seu ou também seu. Simples questão de pudor, talvez, comum nos recatados em questões de vis milhões. Moro não indica, porém, uma só ocasião em que Lula tenha admitido, mesmo por tabela, o que o juiz lhe atribui e condena.

Diferença a mais, os procuradores e o juiz receberam comprovação documental de contas de Eduardo Cunha. O insucesso na busca de documento ou outra prova que contrarie Lula, apesar dos esforços legítimos ou não para obtê-la, é o que leva os procuradores e Moro ao descontrole das argumentações. E a priorizar o desejado contra a confiabilidade. Vêm as críticas, e eles redobram as ansiedades.

É o próprio Moro a escrever: “Em casos de lavagem, o que importa é a realidade dos fatos, segundo as provas e não a mera aparência”. Pois é. Estamos todos de acordo com tal conceituação. Nós outros, cá de fora, em grande medida vamos ainda mais longe, aplicando a mesma regra não só a lavagens, sejam do que forem, mas a uma infinidade de coisas. E muitos pudemos concluir que, se o importante para Moro é a realidade “segundo as provas e não a mera aparência”, então, lá no fundo, está absolvendo Lula. Porque o apartamento pode até ser de Lula, mas ainda não há provas. A Lava Jato e o juiz só dispõem da “mera aparência”, o que Moro diz não prestar.

(…)

Anos e anos de assalto aos cofres públicos

Sérgio Moro cercado pelos cidadãos mais honestos do país 
Weden Alves


Saiu a relação de bens de Lula confiscados por Moro, o noço erói.

1. Três apartamentos em São Bernardo do Campo

2. 600 mil na conta

3. Um Ômega 2010

4. E uma caminhonete F1000 de 1984

Para conseguir tudo isso, Lula roubou a Petrobras por 13 anos, inclusive negociando contratos de 80 bilhões de navios sonda

Todas as contas bancárias de Lula tiveram seus sigilos quebrados assim como seus telefones.

O triplex também foi confiscado, mas ainda não encontraram o dono.

Ainda não recuperaram os dois pedalinhos do sítio.

Aécio do Pó levava 2% dos contratos com o BB desde o governo FHC

Valério: Aécio levava 2% dos contratos com o BB desde o governo FHC
Delação do empresário Marcos Valério é bombástica e atinge não apenas o senador Aécio Neves (PSDB-MG), como também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso; no acordo, fechado com a Polícia Federal, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90; ele afirma ainda que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FHC; Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal

247 - Marcos Valério, que teve sua proposta de delação rejeitada pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG), fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF). Por citar políticos com foro privilegiado, o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O delator relatou bastidores de operação para retirar da CPMI dos Correios, em 2005, documentos sobre a relação do Banco Rural com tucanos em Minas, tema que já é alvo de inquérito no STF, motivado por delação do ex-senador Delcídio Amaral. A operação teria contado com a participação dos então subrelatores da CPMI Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Eduardo Paes (à época no PSDB-RJ). Integrantes do Banco Rural teriam escondido documentos no Uruguai.

(...)

No acordo, entre outras coisas, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90. Afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FH, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa.

Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal.

O operador cumpria pena de 37 anos de prisão pela ação do mensalão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), e foi transferido na segunda-feira para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG), a pedido da PF. A transferência para a unidade — que propõe atendimento humanizado de presos e tem vagas limitadas — era solicitada desde o ano passado por seus advogados, mas não havia vagas.

As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Bandeira de Mello diz que Moro não está habilitado para ser juiz

Jornal GGN - O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello disse, em vídeo publicado no Youtube, que Sergio Moro não está habilitado para ser juiz, pois adotou uma postura parcial e partidária na Lava Jato, chegando a atuar como um "acusador".

"Esse juiz Moro é um homem, a meu ver, muito pouco habilitado para exercer a função de magistrado. A magistratura exige serenidade e sobretudo imparcialidade. Não pode ser uma conduta apaixonada. Mesmo que ele assuma um ar sereno, e assume, o comportamento dele não é de magistrado. O comportamento dele é de acusador."

Bandeira de Mello ainda disse que usar prisões preventivas para obter delações é digno de torturadores e avaliou o caso triplex como uma "perseguição" a Lula, para evitar que o ex-presidente tente disputar o Planalto em 2018.

O tamanho da ignorância de Sérgio Moro é proporcional à desonestidade

Flavio Gomes 

O pavãozinho de Curitiba resolveu sequestrar os bens de Lula. Encontrou três apartamentos em São Bernardo do Campo e um terreno no Riacho Grande, além de um Ômega 2010 (não gosto do modelo) e uma Ranger 2012 (idem). 

Na lista, não aparece o "bem" que resultou em sua condenação, o triplex no Guarujá. Nem sítio algum. O triplex foi confiscado na condenação, mas a Justiça ainda não achou o dono para comunicá-lo do fato -- detalhe irrelevante. Portanto, ele continua lá, onde sempre esteve, e vazio, como sempre esteve.

Não sei bem o que o magistrado pretende com esse confisco, além de dar sequência a uma perseguição abominável ao seu alvo predileto, seu objeto de onanismo, o combustível que lhe faz levantar todos os dias pela manhã para dar o nó na gravata preta sobre a camisa idem.

Mas me chamou a atenção o desprezo por um dos veículos do ex-presidente, que como chefe do maior esquema de corrupção da história do planeta conseguiu amealhar patrimônio decididamente invejável: além de três apês e um terreno no ABC, um incrível Ômega, uma possante Ranger e uma... INACREDITÁVEL PICAPE FORD F1000 1984!!!!

Caralho, uma F1000! E 1984! DIESEL, PORRA!!!! IGUAL A ESSA AÍ EMBAIXO!!!! 

Não sei o estado dela, porém. Tomara que esteja linda como essa da foto que achei na internet.

De fato, Lula roubou muito. É notória a preferência, na história dos grandes larápios de dinheiro público do planeta, por apês em Bernô e terrenos no Riacho Grande, assim como por caminhonetes usadas. 

Aliás, queria dizer uma coisa. Esse negócio de avião, helicóptero, casa de 20 mil metros nos Jardins (com muros imaculados e IPTU sonegado), mansão em Campos do Jordão (com terreno invadido para colocar o gerador), apartamento em Miami (não declarado), estúdio em Paris, cobertura na Vila Olímpia, contas na Suíça, joias, Porsches, Ferraris, Lamborghinis, iates, lanchas... Sério, alguém acha que isso pode ser fruto de dinheiro sujo? Isso é coisa de jeca, mesmo, de novo-rico que curte um Romero Britto, sua arte.

Roubalheira de gente grande resulta em uma F1000 1984, que o pavãozinho de Curitiba, inclusive, decidiu não confiscar. No seu despacho de sexta-feira, que veio à tona hoje, está lá, com todas as letras: "A constrição do veículo Ford F1000, de 1984, indefiro pela antiguidade do veículo, sem valor representativo".

Gostaria de me ater a este rasgo de generosidade do togado do rosto quadrado, uma vez que é área na qual milito, a dos automóveis e afins. 

COMO ASSIM, UMA F1000 NÃO TEM VALOR REPRESENTATIVO? DE QUE PLANETA VEIO ESSE CIDADÃO? COMO PODE DIZER ISSO DE UM CLÁSSICO DA FORD, QUE VEIO PARA DESBANCAR A D10 DA CHEVROLET E FEZ DAS PICAPES UM SONHO DE CONSUMO DOS JOVENS URBANOS, TIRANDO-AS DAS ESTRADAS POEIRENTAS DO BRASIL?

Nota-se que o meritíssimo não entende um caralho de carro, entre outras coisas.


A covardia do Tiririca fascista de Curitiba

Sempre acompanhado pela nata do crime 
Ricardo Costa de Oliveira

Moro é um covarde porque sabe que se prendesse Lula poderia jogar o país na guerra civil, ainda mais nessa conjuntura em que o governo golpista deles afundou em corrupção, crise e alta impopularidade. Mais fácil ficar espezinhando, incomodando e querendo continuamente aparecer como sempre perseguindo Lula às custas da justiça podre desse país.

Bandido de toga Sérgio Moro rouba todos os bens de Lula


Moro confisca imóveis de Lula e bloqueia R$ 606 mil em suas contas
Ex-presidente teve R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco Central nesta terça-feira 18 por ordem do juiz Sérgio Moro, que atendeu um pedido do Ministério Público Federal; o dinheiro foi encontrado em quatro contas de Lula, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, no Bradesco e no Itaú; além do dinheiro, Moro confiscou ainda três apartamentos e um terreno de Lula, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e também dois veículos

247 - O ex-presidente Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco Central nesta terça-feira 18 por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

O confisco dos ativos foi um pedido do Ministério Público Federal, atendido pelo magistrado. O ex-presidente foi condenado a 9 anos de 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na semana passada por Moro.

O dinheiro foi encontrado em quatro contas de Lula: R$ 397.636,09 (Banco do Brasil), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal), R$ 63.702,54 (Bradesco) e R$ 21.557,44 (Itaú), segundo reporcagem publicada no blog do vazador oficial da quadrilha de Curitiba  Fausto Macedo, que divulgou a documentação do bloqueio.
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