terça-feira, 19 de setembro de 2017

O grande sucesso do golpe: Com o Supremo, com tudo!

Liderança de Lula em pesquisas prova que ainda há espaço para se fazer política no país

Claudio Guedes

Pesquisa CNT/DMA sobre a corrida presidencial de 2018 mostra (como fatos relevantes):

1) Lula é o grande nome da política nacional, apesar do linchamento contínuo que sofre da justiça (sic), da Globo e da mídia conservadora.

(em porcentagens %)

  • Lula lidera contra Aécio - 32,4 x 3,2 ( mais de 10 x)
  • Lula lidera contra Alckmin - 32,0 x 8,7
  • Lula lidera contra João Doria - 32,7 x 9,4
  • Lula lidera contra Bolsonaro - 32,4 x 19,8
  • Lula lidera contra Marina - 32,4 x 12,1

- Ou seja, os tucanos são os grandes perdedores no processo em curso no país. Reis da hipocrisia estão vendo a lona do circo que montaram cair sobre as suas cabeças!

- Bolsonaro é uma opção? Não creio. Quando começar a abrir a boca deve desabar.

- Marina revela toda sua fragilidade. Poupada, mas mesmo assim parece que não vai para lugar algum.

No segundo turno Lula bate todos, com relativa folga.

2) A rejeição de TODOS os candidatos é muito grande, em torno de 50%, inclusive de Lula. Mas um dado é muito interessante e revelador: Alckmin e Marina têm rejeição maior que Lula. E Bolsonaro e João Doria possuem uma enorme rejeição (próxima de 45%) apesar de ainda desconhecidos de parte da população (13% e 20%) .

3) O governo Temer e o presidente Michel Temer têm a maior rejeição da história. São desprezados por algo como 85% da população!!! Temer, se sobreviver até 2018, será um não-eleitor.

Conclusões:

a) Os tucanos, que lideraram o processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, e que são sócios majoritários do condomínio de poder atual, precisam desesperadamente do braço JUDICIÁRIO da política antipetista, comandado por Gilmar Mendes e Sérgio Moro, para impedirem a candidatura de Lula.

b) Com Lula fora da corrida para 2018, a cenário será de confusão generalizada, com Marina e Bolsonaro se digladiando entre si e ambos contra algum tucano bancado pela Rede Globo, a banca e a FIESP.

c) O afastamento de Lula, tramado pela farsa montada em Curitiba, com o apoio aberto da Rede Globo e dos tucanos, não será um "passeio ao farol" como imaginam seus articuladores. A aceitação popular ao nome de Lula mostra que a capacidade de manipulação da justiça politizada, da mídia e do grupo que assumiu o poder central no país é limitada. Há espaço para se fazer política no país.

Ninguém está acima ou abaixo da lei


Construindo o anti-Lula


Golpe transforma o Brasil em mosca do cocô do cavalo do bandido no mundo

PERDA DE LIDERANÇA NA AMÉRICA DO SUL FAZ BRASIL, MEMBRO DO BRICS, FICAR A REBOQUE DE ARGENTINOS E NORTE-AMERICANOS.

Mauro Santayana

Potências espaciais e atômicas, Rússia e China deram início nesta semana a exercícios militares conjuntos ao largo de Vladivostok, no Pacífico Norte.

Enquanto isso, o Brasil, também membro do BRICS, mas reduzido a uma insignificância diplomática, depois da inviabilização do BNDES como instrumento de política externa na América Latina e da destruição da credibilidade da engenharia brasileira no exterior, por um Ministério Público alheio a qualquer consideração estratégica, aliado a um STF que aprova acordos de delação premiada sem apresentação prévia de provas, se prepara para integrar manobras, no final do ano, na Argentina, com a participação dos EUA, país de quem nos transformamos cada vez mais em vassalos, como demonstram as atitudes adotadas pelo Brasil com relação à Venezuela, por exemplo.

Isso apesar de continuarmos a ser tratados, pelo Tio Sam, como nação de terceira categoria, como mostra o recente episódio de tentativa de revista de um ministro brasileiro, em aeroporto brasileiro - pasmem, senhores - antes de embarcar para missão oficial nos Estados Unidos, em voo da American Airlines, em obediência a recomendações de autoridades norte-americanas - em ação amplamente elogiada pela legião de vira-latas - infestados de pulgas ideológicas - que inunda o espaço de comentários das redes sociais.


Trump chama Kim Jong-Un de "Rocket Man"



Doria usa avião de advogado que o defende em casos particulares e, ao mesmo tempo, litiga contra a prefeitura de SP


Doria usou jato de advogado particular 

Para compromissos pessoais e de sua agenda oficial, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), usou pelo menos duas vezes avião particular do advogado Nelson Wilians. O profissional representa clientes em 63 processos contra a prefeitura e, ao mesmo tempo, é defensor do próprio Doria em casos particulares, da primeira-dama, Bia Doria, e do Lide, empresa de eventos que o político transferiu para seu filho em 2016.

Dono do escritório que leva seu nome, de helicóptero e três jatos, Wilians aparece como advogado de empresas e pessoas que litigam contra o município em ações listadas no Tribunal de Justiça (TJ-SP). Tratam de questões da esfera civil. A mais recente foi distribuída em março, quando Doria já era prefeito. Ele representa uma empresa do setor de plásticos que reivindica créditos tributários.

A situação, conforme juristas e professores ouvidos pelo Valor, suscita questionamentos a respeito do comportamento do prefeito: configuração de conflito de interesses, risco de violação de dispositivos da Lei de Improbidade e inconformidade com o Código de Conduta Funcional do município.

Neste ano, Doria viajou no jato de Wilians em 14 de agosto, uma segunda-feira, para Palmas. O tucano se encontrou com o prefeito Carlos Amastha (PSB), participou de um evento do PSDB, deu palestra a empresários e entrevistas, compromissos registrados na agenda oficial. Na cidade, foi recebido com faixas com a mensagem "Tocantins quer Doria presidente".

Há alguns dias o Ministério Público, atendendo pedido do PT, abriu investigação sobre viagens de Doria em horário de trabalho. Quer saber se houve uso de dinheiro público para promoção pessoal, o que o prefeito nega.

Doria também usou jato de Wilians em 30 de abril, um domingo, para ir a Pirenópolis (GO). Essa viagem não apareceu na agenda oficial. O motivo era o casamento da filha do governador tucano Marconi Perillo. Na ocasião, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi no mesmo voo.

Wilians também advoga contra o Estado. Em nota, o governador afirmou que viajou a Pirenópolis "a convite do prefeito João Doria". Ele ressaltou que o escritório Nelson Wilians não advoga para ele ou para sua família.

A banca de Nelson Wilians é considerada a maior do país em volume de processos. Ele informa que trabalha com 1,6 mil advogados em mais de 600 mil casos. Ao Valor, disse inicialmente que não se lembrava de advogar contra a prefeitura. Confrontado com a informação de que as ações podem ser vistas no site do TJ, completou: "Teoricamente, não é para ter. Mas mesmo que tenha, não entendo que haja conflito de interesse. Se tiver, estou disposto a abrir mão".

Patrocinador de eventos do Lide, Wilians disse que é amigo de Doria há anos. Segundo ele, o uso do avião pelo tucano ocorre quando Doria não pode usar o próprio jato por estar em manutenção. "A troca é comum entre amigos. Depois eu uso o avião dele."

Por escrito, Wilians reconheceu depois a existência das ações, mas disse que a maioria está extinta e que, como presidente do escritório, atua só nas "demandas complexas e estratégicas". Casos da prefeitura não estão sob sua "condução direta e pessoal", informou. "Ademais, sob nenhum ponto de vista que se avalie a situação configurar-se-ia qualquer tipo de conflito de interesses, vez que o escritório não possui vínculo contratual com a prefeitura. Sou advogado do empresário João Doria nas questões privadas e empresariais e não em relação à função pública." Ele não respondeu se empresta jato a outros políticos ou se Doria, como prefeito, fez outras viagens além das duas citadas.

Para o advogado Carlos Ari Sundfeld, da FGV-SP, Doria corre riscos ao viajar na aeronave do advogado. "Ele é uma pessoa acostumada a fazer isso no mundo privado e não atentou para o perigo e para o exemplo que dá aos servidores. Se o prefeito pode fazer isso, por que um fiscal da prefeitura não pode ir no carro de um fiscalizado à obra? Aí o fiscal diz: 'ah, isso não me afeta em nada, sou durão'. Só que vai no carro dele, almoça, recebe presente... Um perigo".

Sundfeld completa: "Não há dúvida de que o uso do jato é um benefício. O risco é que se venha a entender que se trata de vantagem patrimonial indevida. Há, portanto, risco de improbidade por enriquecimento ilícito, artigo 9º da Lei". Ele compara o caso com a situação hipotética de um governante que recebe uma casa de presente e alega economizar recurso público porque o imóvel fica perto da sede do governo. "O ganho indireto com a economia do tempo de viagem casa-trabalho não altera o caráter pessoal do benefício."

O outro risco do prefeito, diz, está no artigo 11º da Lei, o que trata dos princípios da administração. "São os deveres imparcialidade, legalidade e lealdade à instituição. Saber o que é algo desleal é muito discutível. Mas o risco para a autoridade que começa a aceitar benefícios é que ela comece depois a desviar de seus deveres de imparcialidade. O mero recebimento gera improbidade? Em princípio, eu diria que não. Mas é um risco."

Professor da PUC-SP, Rafael Valim também vê a situação de maneira crítica. "A improbidade precisa configurar diante de um caso concreto [de favorecimento ao advogado em troca]. Mas que há conflito de interesse, não tenho dúvida. Aí não é preciso que se consuma algum ato. É pela própria situação. A situação de vulnerabilidade do município."

Valim destaca o artigo 14 do Código de Conduta Funcional da prefeitura, que proíbe agentes públicos, "incluídos os da alta administração", de receber salário e outra vantagem de fonte privada. O texto cita expressamente "transporte, hospedagem, alimentação". O código estabelece R$ 100 como limite para recebimento de brindes.

Pra quem não viu a chegada sensacional de Eduardo Cunha em Brasília


Deputado quer obrigar rádios a tocarem "música" evanjegue


Poder Judiciário no Brasil atua para limitar direitos e rebaixar a dignidade da pessoa humana

Juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho
Luis Felipe Miguel

A execrável decisão do juiz do DF tem como um de seus fundamentos uma noção de livre mercado. Se há gente disposta a vender a "cura" da homossexualidade e se há público para isso, não haveria porque intervir.

O "livre mercado" sempre opera com base em opressões prévias. No caso, a profunda violência que pode levar algumas pessoas a buscarem uma adaptação forçada, mesmo que às custas da mutilação de sua próprio ser. Ao mesmo tempo, as relações de mercado têm impacto que superam a troca localizada entre comprador e vendedor. A permissão para que psicólogos prometam essa "cura" é, em si mesma, um estímulo poderoso para a manutenção da estigmatização e, portanto, da violência contra a população homossexual.

Não sei se falta ao juiz discernimento para perceber as consequências de sua decisão ou, pior, se ele tem plena noção do que está fazendo e simplesmente quer avançar sua agenda reacionária. Num caso como no outro, é mais um exemplo de como o Poder Judiciário tem funcionado, no Brasil, para limitar direitos e rebaixar a dignidade da pessoa humana.

A sociedade dos poetas mortos e dos jumentos vivos

Rubem Gonzalez

GOVERNAR É OCUPAR SEUS ESPAÇOS

Acabei de ler de passagem um comentário dessa new left sem noção afirmando que a Raquel Dodge teria entrado para a Procuradoria Geral da República pela "porta dos fundos", mais uma vez mostrando que hoje a esquerda é realmente uma sociedade dos poetas mortos e dos jumentos vivos.

A Raquel Dodge foi nomeada dentro das prerrogativas legais e constitucionais deste país, quem a nomeou tinha plenos e totais poderes para isso. Ninguém tem culpa se o PT em 13 anos de governo e em cinco ocasiões consecutivas delegou esse direito do executivo a terceiros apenas para abanar o rabo para a elite.

Ela é comprometida até os ossos com a gangue do Michel Temer e seu projeto (?) e governo? Ora, não tenham dúvida alguma disso, em qualquer lugar do mundo o procurador da república é o último zagueiro de sua defesa, a esperança de desarmar os adversários antes de tomar um gol, é cargo de confiança, é cargo para ser desempenhado por quem fez juramento secreto no melhor estilo illuminati.

O fato de Lula e Dilma terem nomeado e reconduzido sem pestanejar a indicação corporativista de profissionais de uma classe que cada vez dá mostras explícitas de se comportar como uma gangue só mostra até aonde pode chegar o nível da tolice, ingenuidade e imbecilidade de um grupo político que desejava reformar a sociedade sem contrariar seus antigos donos.

Governar um país não é uma quermesse, não é um campeonato de bom mocismo ou um torneio de ética e moral. Qualquer rábula ou recém-formado advogado sabe que a justiça e o judiciário não só aqui como de todo o mundo é antes de tudo um teatro e quem tem os melhores atores e os melhores teatros fatalmente terá os melhores e mais assistidos espetáculos.

Quem não ocupa todos seus espaços, não faz tudo que as suas prerrogativas permitem, quem não compra, suborna, subverte, encara, persegue, demite, prejudica, prende injustamente, destrói planejadamente jamais irá governar uma empresa com um orçamento de quase 10 trilhões de reais, porque seus adversários farão tudo isso e muito mais para pegar a chave desse cofre.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Terapia de reversão sexual


Depois da autorização de um juiz para que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, garoto tem a primeira consulta.

— Sente, jovem.
— Ok.
— Feche os olhos.
— Ok.
— Imagine o Rodrigo Constantino saindo do banho.
— Humm.
— Junto com o Fernando Holiday.
— Humm.
— Chega também Jair Bolsonaro, peladinho.
— Doutor...
— Abraçado com Reinaldo Azevedo e o Marco Antônio Villa.
— Para doutor, por favor! Por favor!
— Calma. Estamos quase lá.
— Imagine agora um cafuné do Silas Malafaia no....
— Doutor, por favor!
— ....Alexandre Frota!
— Doutor!
— Chega Kim Kataguiri com um vibrador, junto com Lobão e Olavo de Carvalho.
— Doutor, que nooooojo.

Pronto, garoto, tá curado.

Comparar a gestão da economia de um país com a da economia doméstica é prova definitiva de ignorância ou má-fé

Nilson Lage

Ouvi, na fala do general que prega “intervenção militar”, uma comparação que vejo repetida muitas vezes por manipuladores e por ingênuos que, de boa-fé, ignoram os fundamentos da economia monetária.

Não é possível comparar a gestão da economia de um país com a da economia doméstica da casa de ninguém.

Primeiro, precisaria que o Estado não cunhasse dinheiro, não pudesse controlar ou influir sobre a inflação, os juros, o fluxo de mercadorias, a demanda interna (a dívida do Estado brasileiro é em moeda nacional). Segundo, que o câmbio e o valor atribuído aos ativos fossem regidos pela realidade objetiva atual, não pela percepção subjetiva e expectativas; e a moeda de referência em trocas externas fosse algo ancorado em valor material, seja ouro, prata, diamantes ou quartos de milho.

Nenhuma dessas condições subsiste. Se elas subsistissem, os Estados Unidos, que devem imensuráveis vinte e poucos trilhões de dólares, estariam falidos há décadas.

Esse pessoal que cursa nível superior, tanto em faculdades de direito quanto em escolas militares, deveria formar uma cultura geral ampla que, naturalmente, eliminaria platitudes como essa.

A água está esquentando, pessoal

O menino, o lobo e o sapo na água fervendo
Gregorio Duvivier


Reza a metáfora que, se você joga o sapo na água fervendo, ele pula fora, mas se você joga na água fria e vai esquentando a água aos poucos, ele não percebe e morre cozido. Pura lenda urbana (na verdade, rural -dificilmente você encontrará sapos pra ferver na cidade). Recentemente, biólogos fizeram o teste e descobriram que o sapo, ao perceber que está virando caldo, pula fora da panela, estragando ao mesmo tempo a sopa e a metáfora. Malditos biólogos. Que obsessão em estragar metáforas.

A parábola servia muito bem para explicar um fenômeno tão comum quanto difícil de entender: por que as pessoas demoram tanto a pular fora de casamentos falidos, empregos deprimentes e governos autoritários. O ser humano demora pra perceber que a água está fervendo -e inventou a metáfora do sapo, coitado, logo ele que é tão melhor que a gente na sensibilidade à fervura. Seria mais justo se os sapos usassem, entre eles, a metáfora do humano. "Tadinhos, os seres humanos não percebem o momento em que a democracia vira uma ditadura, daí vários são brutalmente assassinados." "Mas eles merecem", dirá outro sapo. "Sempre espalham inverdades sobre nossa espécie, como aquela da água fervendo, ou aquela outra sobre o fato de não lavarmos o pé."

Existe uma fábula que os biólogos ainda não estragaram, e que toda criança mentirosa já ouviu -ou seja, toda criança. Um menino todo dia grita "lobo!", mas nunca tem lobo nenhum: tudo o que ele queria era um pouco de atenção, e talvez uns "likes". Resultado: no dia em que finalmente tinha lobo, ninguém acreditou, e o menino morreu devorado.

Na nossa adolescência, a gente gritou "fascista!" pro chefe careta, pra professora exigente, pro tio rabugento. A palavra passou a significar "aquele de quem a gente discorda", tanto pra direita quanto pra esquerda. Talvez seja o caso de resgatá-la, ou quem sabe inventar alguma palavra nova pro que está acontecendo.

Jovens usam camiseta com estampa "Ustra vive" em homenagem a torturador. Santander Cultural cede a pressão e cancela exposição de "arte degenerada". Juiz proíbe peça de teatro que "desrespeita a religião". Cantor sertanejo defende que nunca houve ditadura no Brasil, apenas "militarismo vigiado". Candidato que quer cancelar tratados de direitos humanos é o que mais cresce nas pesquisas.

A água está esquentando, pessoal. E tem sapo achando que é jacuzzi.

O brasileiro não tolera corrupção



O país da piada pronta


"O brasileiro não tolera corrupção"
 Raquel Dodge, 18 de setembro de 2017


Arte na República Evangélica do Brasil


Cai a máscara de Ciro Gomes

Destituído, Janot recebe primeiro ataque de procurador que mandou prender


Jornal GGN - Rodrigo Janot, destituído do comando da Procuradoria Geral da República nesta segunda (18), recebeu o primeiro ataque, agora que não tem mais "flechas nem bambus", do procurador Angelo Villela, preso na operação Patmos. Em entrevista exclusiva à Folha, publicada no dia da posse de Raque Dodge, Villela afirmou que Janot fez um acordo de delação com a JBS às pressas achando que iria derrubar Michel Temer e conseguir vetar o nome da procuradora para a PGR. 

Segundo Villela, Janot ainda o implicou na Patmos por questão pessoal e "política", e usou sua prisão como uma carta de isenção para se sair bem diante da opinião pública, sabendo do impacto negativo que teria a delação da JBS com todos os benefícios concedidos para Joesley Batista e aliados.

"Não quero aqui entrar no mérito das acusações, mas apenas destacar que a motivação de Rodrigo, neste caso, conforme cada vez mais vem sendo relevado, foi eminentemente política. O Rodrigo tinha certeza que derrubaria o presidente", disparou.

"Considero que Rodrigo, valendo-se da informação que estava no Congresso no sentido de que a indicação de Raquel era dada como certa, viu na JBS a oportunidade de ouro para, em curto espaço de tempo, derrubar o presidente da República e assim evitar que sua principal desafeta política viesse a ocupar a sua cadeira", completou

Segundo o procurador, a oposição de Janot a Dodge era conhecida dentro do Ministério Público Federal há muito tempo. Ele afirma ter provas, por exemplo, de que a procuradora era chamada de "bruxa" por Janot em um grupo de WhatsApp que reunia apenas membros do antigo gabinete da PGR.

Villela afirmou ao jornal que era amigo íntimo de Janot e frequentava sua casa. A relação mudou quando o então PGR rompeu laços com o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. Villela relatou que, como também tinha muito apreço por Aragão, decidiu manter-se "neutro" e acabou afastando-se um pouco de Janot. Além disso. O resultado foi a interpretação de que Villela havia mudado de lado. A situação piorou quando Janot concluiu que Villela apoiava Dodge para o comando da Procuradoria.

"Isso [a prisão na operação Patmos] tem uma motivação bem clara. Janot interpretou que eu havia mudado de lado também para apoiar a Raquel Dodge, a principal e mais importante adversária política dele."

"No Encontro Nacional de Procuradores da República, em outubro do ano passado, início de novembro, o Janot soltou uma frase que me chamou a atenção. Estavam eu e mais alguns colegas, poucos, e ele falou: 'A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome'. E ele falava de Raquel, todo mundo sabia", acrescentou Villela.

Segundo o procurador, Dodge não terá poder para mudar a Lava Jato, mas todos esperam que ela conduza a apuração com mais "responsabilidade e profissionalismo, evitando vazamento seletivos, evitando assassinato de reputações. Hoje, prende-se para investigar. O ônus da prova é do investigado, eu que tenho que demonstrar que sou inocente."

SOBRE MILLER

Villela ainda complicou a situação de Janot no caso de Marcelo Miller. O ex-procurador da República foi acusado de ter beneficiado a JBS no acordo de delação de maneira irregular. Alvo de um pedido de prisão, Miller tenta que Janot seja convocado pelo Supremo para dar explicações. Ele alega que se cometeu ilicitudes na delação da JBS, seria impossível Janot não saber.

À Folha, Villela endossou a versão de Miller. "(...) não quero crer que o PGR fosse uma rainha da Inglaterra na condução dessa investigação. É evidente que ele tem assessores de extrema confiança e esperava que eles fizessem o "report". Não acredito que o Miller teria feito tudo isso sem conhecimento, ainda que parcial, de pelo menos algum membro da equipe de Rodrigo."

Leia a entrevista completa aqui.

Traficante evangélico. Qual a surpresa?


Andre De Lemos Freixo 

"Traficante evangélico". A expressão causa celeuma e surpresa, como se fosse um contrassenso. Sério? Traficantes de escravos eram cristãos, senhores e senhoras de engenho, igualmente tementes a um deus de tradição judaico-cristã. A inquisição foi católica. A Shoah (Holocausto) foi realizada pelos civilizados e antissemitas alemães, humanistas e fiéis a um deus, uma pátria, um Führer. A colonização toda se amparava numa lógica humanista. Qual a surpresa nessa ética protestante e o espírito do capitalismo tardio? Desprezo pelo outro e sua cultura e violência (de todas as formas) são a base do modus operandi da colonização que ainda praticamos entre nós. Do racismo estrutural que reproduzimos ao complexo de vira-latas que nos impede de colocar freios nessa elite inconsequente que ainda faz o que quer, como quer e quando quer. Tenho certeza que nossos traficantes no Congresso são todos carolas de igreja.

domingo, 17 de setembro de 2017

Bolsonaro vai trazer o mar para Minas


Militar bandido ameaça com golpe se judiciário bandido não resolver o problema dos políticos bandidos que deram o golpe à mando da CIA


Do DCM:

General do Exército ameaça “intervenção militar” se Judiciário “não solucionar o problema político”

Da Folha:

Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão, secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília na última sexta-feira (15), que seus “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”, em referência à corrupção de políticos.

Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que “impor isso” [ação militar] e que essa “imposição não será fácil”. Segundo ele, seus “companheiros” do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento para a ação, mas ela poderá ocorrer após “aproximações sucessivas”.

“Até chegar o momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”

O general afirmou ainda: “Então, se tiver que haver, haverá [ação militar]. Mas hoje nós consideramos que as aproximações sucessivas terão que ser feitas”. Segundo o general, o Exército teria “planejamentos muito bem feitos” sobre o assunto, mas não os detalhou.

Natural de Porto Alegre (RS) e no Exército desde 1972, o general é o mesmo que, em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília, em tese para um cargo burocrático sem comando sobre tropas armadas, após fazer críticas ao governo de Dilma Rousseff. Um oficial sob seu comando também fez na época uma homenagem póstuma ao coronel Brilhante Ustra, acusado de inúmeros crimes de tortura e assassinatos na ditadura militar.

A palestra de sexta-feira (15) foi promovida por uma loja maçônica de Brasília e acompanhada por integrantes do Rio de Janeiro e de Santa Catarina, entre outros. Segundo o vídeo de duas horas e 20 minutos que registra o evento, postado na internet, Mourão foi apresentado no evento como “irmão”, isto é, membro da maçonaria do Rio Grande do Sul.

(…)

Vale tudo na política, no futebol, na justiça, na arte. Brasil envergonha a raça humana.


Moisés Mendes

LIBEROU GERAL

O futebol também está financeira e moralmente corrompido há muito tempo. Mas não era preciso, numa hora como essa, no país do golpe, do Quadrilhão, das malas do Geddel, da Justiça seletiva e dos criminosos impunes da direita, que também um grande jogador comemorasse tão acintosa e vergonhosamente um gol com o braço, como fez Jô contra o Vasco, e continuasse dizendo, depois do jogo, que não foi com o braço. E ainda disse sorrindo.

O exemplo dos pilantras do futebol também ajuda a corromper mais ainda. Jô está reafirmando para as torcidas e para todos que o mundo é dos espertos. Se for o mundo do brasileiro, melhor ainda.

Jogadores de futebol deveriam, sim, ser referência de conduta. Mas esse é o gesto que ele espera ver imitado. Não há salvação.

Prova na USP



— Doutora Xanaína, qual é a diferença entre crime culposo e doloso?
— Se alguém escorrega no cocô de cachorro é culposo, o cachorro é culpado. Se a pessoa cai e sente dores, é doloso.

— Doutora Xanaína, o que é uma ação putativa?
— É a iniciativa tomada por uma prostituta que ainda não se aposentou.

— Doutora Xanaína, o que é litisconsorte?
— Não estou bem certa, mas deve ser alguém que se deu bem.

— Doutora Xanaína, o que é malversação de fundos?
— Há duas interpretações possíveis, excelência: é roubar e não saber gastar, dando bandeira, ou estupro de bruços, se é que o senhor me entende.

— Doutora Xanaína, a última pergunta, para ver se a senhora está apta a ser docente aqui na USP. Os índios não aculturados, as crianças e os doentes mentais são inimputáveis. Sabe me dizer por quê?

— Sua excelência já viu índia puta, criança puta ou puta maluca? Inimputabilidade e a impossibilidade de se prostituir, por causa da dificuldade de conseguir clientes. Consegui passar?

Moro: O Rei das Manhas


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