sábado, 18 de novembro de 2017

A faísca

Moisés Mendes

A FAÍSCA

Alguém em algum momento terá que cometer o grande gesto, aquele gesto demarcatório que conduz a uma reação coletiva e acaba por provocar mobilizações pela democracia. Um gesto que não precisa ser de um político, de uma celebridade e muito menos de um salvador.

Um gesto de alguém com autoridade moral para confrontar o golpe com sua imoralidade e sua fragilidade. Um gesto aparentemente singelo, mas suficiente, por sua força simbólica, para abalar a estrutura de poder dos corruptos.

Imagino, por idealização, que esse gesto pode ser cometido pelo curador de arte Gaudêncio Fidelis, perseguido desde a suspensão da exposição Queermuseu, no Santander, por pressão da extrema direita.

Gaudêncio terá de depor, sob condução coercitiva, à CPI dos Maus Tratos de Crianças e Adolescentes, por exigência do senador Magno Malta, um dos porta-vozes do fascismo religioso no Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, negou a Gaudêncio o direito de depor voluntariamente. Não há surpresa nessa decisão. Moraes não precisou plagiar ninguém para determinar que Gaudêncio seja conduzido pela polícia à CPI do Senado.

E agora? Agora Gaudêncio poderia, com sua inteligência, aproveitar o teatro montado no Senado e desnortear o golpe. Não imagino que deva ser herói ou valentão em meio a hienas, mas que aproveite a chance de se defender e de ser o defensor de todos nós.

Falta uma faísca para que o golpe, como já aconteceu antes em tantos outros lugares em circunstâncias semelhantes, sucumba ao poder da maioria. E a maioria está saturada do golpe.

É preciso acionar essa faísca. Gaudêncio pode tentar, outros também poderão tentar mais adiante. A arte tem esse poder de provocar e desestabilizar os fascistas. Falta a faísca.

Qual a diferença entre a velha e a nova ditadura?


Define-se ditadura como o modelo de governo em que um indivíduo ou grupo de indivíduos desrespeita os mecanismos de gestão democrática e impõe sua vontade sobre os cidadãos.

Os sistemas autoritários, exercidos com ou sem a participação do parlamento, apropriam-se do patrimônio público, estabelecem medidas de interdição da manifestação discordante e constituem meios de regular o comportamento dos cidadãos.

Considerado o conceito clássico, resumido acima, não resta dúvida de que o Brasil, desde 2016, vive novamente um período de ditadura.

As finanças públicas são controladas pelo governo de intervenção e utilizadas arbitrariamente para comprar o voto de deputados e senadores.

Por meio de diversos mecanismos de Estado, como as forças coercitivas e o aparato juristocrático, exerce-se permanente repressão à expressão de discordância, criminalizada e punida sumariamente. 

O paradigma seletivo garante a garra da lei sobre qualquer voz dissonante, enquanto assegura plena liberdade aos amigos do regime.

Por fim, os mesmos sistemas, associados à rede da mídia hegemônica, estão mobilizados em uma campanha massiva de estigmatização de comportamentos, de difamação de personalidades progressistas e de detração de grupos minoritários ou divergentes.

Há, no entanto, diferenças na aplicação da regência autoritária. No período de 1964 a 1985, recorreu-se frequentemente à mordaça sobre a mídia, por meio de órgãos como a Divisão de Censura Federal e a Divisão de Censura de Diversões Públicas.

Desta vez, as ações de censura contra artes e espetáculos, por exemplo, são exercidas por meio de figuras do ministério público e dos baixos tribunais, onde a direita nacional lentamente constituiu enclaves de hegemonia.

Esse time de poderosos inquisidores, no entanto, faz tabela com movimentos conservadores organizados, como o MBL, o Vem Pra Rua e o Endireita Brasil, encarregados de agregar as vozes reacionárias e alçar a voz de demanda proibitiva.

Associados a essas representações, cujos líderes são bem remunerados pelo capital interno e externo, cerram fileiras na vanguarda do atraso também os exércitos de articulistas, distribuídos pelos portais digitais noticiosos, pelos jornais, pelas revistas e pelos programas de rádio e TV.

A direita nacional, ironicamente, educou-se em Gramsci melhor do que a esquerda organizada. Dessa forma, operou silenciosamente nos últimos anos para constituir "hegemonias" nos mais diversos setores, da imprensa à academia, da justiça às igrejas, sobretudo as evangélicas.

Esse constructo poderoso e maligno, operado dia e noite, na mídia convencional e também nos canais de comunicação alternativos, consultados pelo computador doméstico ou pelos aparelhos móveis, demonizou o pensamento progressista e convenceu largos setores populares de que as políticas de universalização de direitos constituem um desvio moral da política.

Não à toa, entre aqueles historicamente explorados, enviados de volta aos estratos sociais subalternos, muitos manifestam feroz repúdio a termos como distribuição de renda, direitos humanos e reforma agrária.

Ao mesmo tempo, reproduzem o pensamento retrógrado, fazendo reverberar conceitos fascistas, machistas, racistas e homofóbicos.

Na Ditadura Militar que apeou João Goulart do poder, articulou-se (sobretudo a partir da promulgação do AI-5, em 1968) um aparato de Estado destinado a reprimir a opinião dos diferentes e insatisfeitos. Foi criado, por exemplo, o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e o binomial Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

A partir do modus operandi da Operação Bandeirante (OBAN), o governo de usurpação aprisionou, torturou e assassinou. E, muitas vezes, fez desaparecer fisicamente as vítimas do arbítrio.

Na ditadura iniciada em 2016, o sistema de repressão é difuso e não nomeado. A cultura de ódio e intolerância conduz, muitas vezes, o cidadão comum a articular a conduta violenta.

São agentes dessa barbárie reinventada o comerciante de Foz do Iguaçu que folga em aspergir veneno em crianças, a profissional de hotelaria que vai ao aeroporto agredir uma filósofa, os baladeiros bem aquinhoados que esmurram uma mulher na padaria da Rua Augusta e os proletários que, em Fortaleza, espancam até a morte uma travesti.

A nova ditadura é tentacular e espalha seus poderes pelas vozes de promotores, juízes, jornalistas, pastores e simples repassadores de hoaxes pela Internet. É uma ditadura perigosa, extremamente bem estruturada, e que se impôs mesmo antes do rito do impeachment de Dilma Rousseff.

A nova ditadura soube alinhavar, pacientemente, o tecido institucional ao cultural, de modo que as redes de interdição recorrem cada vez menos ao cassetete e à bala de borracha. 

A passeata de mulheres não sente a força da farda, mas se encharca com a urina ensacada que o cidadão "de bem" lhe atira do oitavo andar. Não há agente da lei molestando o professor. É o pai do aluno quem o aborda para censurar o estudo do darwinismo ou da teoria do big-bang.

A nova ditadura terceirizou o terror e a ignorância, inoculando o vírus do rancor nas pessoas comuns, persuadidas de que seus sofrimentos e frustrações têm origem nas práticas de liberdade e solidariedade. 

E elas tratam de propagar a contaminação em suas próprias comunidades, conforme o roteiro dos filmes B de zumbis e outras criaturas monstruosas.

A nova ditadura é mais eficiente e mais eficaz. É altamente destrutiva e inimiga do rito civilizatório. É tremendamente contagiosa e mortal. 

E distribui soldados voluntários em cada esquina, em cada praça, no balcão de cada bar, em cada torcida de futebol, em cada congregação religiosa, em cada família. 

Agora, é assim.

A Globo informa que não pagou propina. O FBI segue investigando


Bob Fernandes

O empresário argentino Alejandro Buzarco negociava direitos de transmissão. Agora, em Nova York delata no julgamento de Marin, ex-presidente da CBF.

Buzarco delatou a Globo. Disse: a Globo pagou propina para comprar diretos de transmissão de Copas e campeonatos.

Delatou também Televisa, Fox, Full Play- argentina- e a espanhola Mediapro. Que negocia direitos no mercado europeu.

Em novembro de 2015, Jamil Chade lançou o livro "Política, Propina e Futebol". Jamil, correspondente do Estadão na Suíça há 18 anos.

Em fevereiro de 2016 relatamos aqui: a página 77 desse livro seguia invisível... E ainda segue...

Na página 77 a revelação de procuradores suíços: propina foi paga pelos direitos de transmissão das copas 2002 e 2006. Naquelas Copas, direitos comprados pela Globo.

Agora Buzarco delata: a Globo teria pago propina de US$ 15 milhões pela exclusividade dos direitos para 2026 e 2030.

Licitação e resultados para 2026 e 2030 não tornados público pela Fifa. Porque sequer se escolheu onde serão tais Copas.

A Globo assegura: fez auditoria interna, nunca pagou propina e não é investigada no caso...

...O FBI não investiga empresas. Investiga pessoas. Não investiga a FIFA, investiga o Blatter. Não investiga a CBF, e sim Ricardo Teixeira, Del Nero, Marin...

O FBI está investigando ex-funcionários da Globo nesse setor. O principal deles, Marcelo Campos Pinto, ex-diretor que negociava pela Globo.

Todos deixaram a Globo entre 2013 e 2016. Campos Pinto depois da prisão de Marin pelo FBI.

Ao menos quando deixou a emissora, Campos Pinto não teria assinado termo de responsabilidade.

Das emissoras do mundo, Campos era o único que se hospedava onde estavam dirigentes da FIFA, o hotel Baur Au Lac, em Zurique.

Campos Pinto era conselheiro do Comitê de Mídia da Fifa. E negociador dos direitos para a Tv Globo.

O Jornal Nacional informou não ter conseguido falar com Campos Pinto. A Globo assegura que propinas não foram pagas.

Ricardo Teixeira e Del Nero seguem exilados no Brasil, intocáveis. Mas tem o Nuzman...

Metrô do Rio tem redução de 3 milhões de viagens no terceiro trimestre de 2017


por Renan Rodrigues 

O MetrôRio registrou uma redução de 3 milhões de viagens no terceiro trimestre deste ano quando comparado com o mesmo período do ano passado, uma queda de 4,7%. Foram 63,5 milhões de viagens nos meses de julho, agosto e setembro, contra 66,5 milhões no mesmo período do ano passado. As informações constam no balanço da companhia divulgado aos investidores.

A concessionária menciona o impacto econômico negativo, “com uma forte redução dos postos de trabalho, gerando menos viagens”. Com a queda na circulação de passageiros, houve também uma redução na arrecadação com a tarifa no mesmo período: redução de R$ 39,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, o equivalente a 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado. “O principal motivo para esta queda foi a redução do número de passageiros pagantes”, justifica o documento.

Em junho deste ano, O GLOBO publicou o resultado do primeiro trimestre do modal de transporte. Nele, a crise econômica já havia tirado passageiros do metrô. Foram realizadas 46,7 milhões de viagens no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período de 2016, quando o número chegou a 54,7 milhões. Em números absolutos, houve uma redução de oito milhões de embarques.

Porta dos Fundos explica para que serve o jornal O Globo



Por Joaquim de Carvalho

Sociopata foi candidata pelo PSOL com apoio de Plínio de Arruda Sampaio, presidente da sigla


Mulher que hostilizou Butler se propôs a defender “igualdade entre os gêneros” quando foi candidata em 2012, diz revista
Da Veja, através do DCM:

Nascida em 1965, em São Lourenço, cidade com cerca de 50 mil habitantes em Minas Gerais,Celene Salomão de Carvalho disse ser uma anticomunista de carteirinha desde os 15 anos, muito por causa do pai, Célio Martins de Carvalho, um mineiro do ramo hoteleiro. “Estive nos países comunistas com meu pai. Ele disse um dia para mim: ‘minha filha, você vai fazer 15 anos, vamos lá para você ver que esse troço não funciona.’ Então, eu tenho essa turma comunista, socialista, atravessada na garganta desde os 15 anos”, afirmou.

Apesar de morar em São Paulo, Celene foi candidata à Prefeitura de São Lourenço nas eleições de 2012 – pelo PSOL, uma legenda identificada com o discurso de esquerda. Questionada se não achava incoerente a candidatura por um partido com um discurso oposto ao seu, Celene afirmou que era a única alternativa na época e disse ter combinado com o então presidente da sigla, Plínio de Arruda Sampaio, morto em 2014, que deixaria a legenda se fosse eleita.

“Não tinha partido nenhum mais. Estavam todos ou coligados ou vendidos. O PSOL não tinha nada a ver comigo. Mas conversei com Plínio, disse que não concordava com nada do PSOL. Mas disse que precisava de um partido para me candidatar”, contou Celene. “Se acontecesse um milagre e eu fosse eleita, prometi sair da sigla. E ele aceitou.”

Ódio, imbecilidade e fascismo

VEJA foi até a Justiça Eleitoral teve acesso ao programa de governo apresentado por Celene em 2012, no qual a tradutora propunha “promover a inclusão social e a igualdade entre os gêneros, raças e etnias, e o respeito à diversidade sexual”. Questionada sobre se tinha mudado de opinião, a tradutora se espantou: “Olha… Isso aí é novidade para mim”, disse. E emendou depois de um tempo: “Tem que olhar lá com calma, porque tem coisas que você não pode sair muito da linha do partido. Pode ser por isso que isso esteja aí.”

O desempenho eleitoral dela foi bem modesto: apenas 370 votos ou 1,5% do total, o que lhe rendeu a última posição entre quatro candidatos à prefeitura.
Partido de aluguel

A diferença entre o Rio e o resto do Brasil




O que chama a atenção é que ainda chegaram a prender políticos no Rio de Janeiro, enquanto nos outros estados os protagonistas da arte de furtar ainda estão governando e sendo elogiados, homenageados e se candidatando como vestais para 2018! Estão muito mais avançados do que no resto do Brasil! No Rio de Janeiro, inacreditavelmente, um ex-governador do PMDB está preso e deputados de bancadas familiares chegaram até mesmo a serem presos! Nos outros estados os governadores que fizeram e fazem a mesma coisa, ou coisas piores, juntos com deputados, estão todos soltos, impunes e protegidos pelas grandes famílias dos poderes executivo, legislativo, judiciário, tribunais de contas, MPs, mídias, patos do empresariado, farsas a jato e senso comum dos transeuntes. Mais um dia normal na República golpista do nepotismo.

Efeito cascata

Palmério Dória

Cármen Lúcia, ao livrar a cara do fuzileiro nasal Aécio, produziu o efeito cascata, chamado de insegurança jurídica, que abriu a porta da cela de Picciani, o muso do verão carioca.

Fidelidade


Temer lança o programa "Menos Médicos"

Palmério Dória

Proibindo a criação de novos cursos de Medicina no País, por um período de cinco anos, o vampiro prova que é ladrão e assassino.

Globo quase é atingida por escândalo internacional


Solidariedade com bandidos fardados?

Fábio Lau

Vou me arrepender até o último dia por ter em algum momento manifestado solidariedade a PMs quando estiveram em situação semelhante aos demais servidores: sem salário, dignidade e respeito. Eis que tão logo restabeleceram sua situação particular voltaram a agir com violência contra estudantes, trabalhadores, servidores, e se colocar na defesa daquilo que acreditam ser o objetivo maior da sua existência - a proteção do poder - quanto mais corrupto, maior a gana em proteger.

Não é, policial. O senhor existe para proteger os que lhe pagam salário, regem o processo político através do voto e garantem sua sobrevivência pagando impostos. O dirigente do estado é figura fugaz, temporária, hóspede que ocupa o imóvel com data para sair. A sua covardia é força da ignorância.

Hoje não foi diferente. Recebi áudios aos montes de conhecidos ou não que se viram às voltas com a violência policial - estando ou não na Alerj. Que vergonha! Entendo a razão de muitos conhecidos omitirem a condição de parentes. Eu também teria.

O que aconteceu no Rio jamais aconteceria em São Paulo


Dúvidas?


Estudo aponta blindagem recíproca entre Judiciário, Executivo e Legislativo em São Paulo

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Deputado cita Bertoldo Brecha para justificar voto a favor da soltura de ladrões


 Ao votar pela soltura de colegas presos, André Lazaroni (PMDB) atribuiu ao personagem Bertoldo Brecha uma frase do dramaturgo Bertolt Brecht

Ouvem, não escutam. Veem, mas não enxergam. Leem, mas não entendem.


Um amigo de direita, semi-reaça e vice-paneleiro me interpela indignado:
- Tu postou estes dias a tal Mercedes Sosa cantando umas músicas comunas?
- Postei.
- Tu não tem vergonha não? Fazendo apologia ao genocídio (sic)?
- Não... Olha esta aqui. (envio para ele Bella ciao).
- Me envergonha uma pessoa culta como tu, historiador apoiando estes assassinos...
- Olha esta (mando a Internacional comunista)
- Lixo! Lixo, defendendo uma sociedade que não existe e nunca existiu. Tu não ouve nada "do bem", não?
- Ouço sim, gosta de Beatles?
- Claro!
- Imagine do John Lennon? (mando para ele a música)
- Musicão. Isto sim é música. Não estas coisas de comunista...

Aí você tem a certeza que eles não entendem nada. Ouvem, não escutam. Veem, mas não enxergam. Leem, mas não entendem.



Acabou o Estado do Rio


Polícia fora de controle e comandantes que são chefes do crime organizado, lideranças do Legislativo presas e igualmente chefes de quadrilha, governador bandido e na mira da Justiça, MP estadual omisso, para dizer o mínimo, contas falidas e servidores passando fome, alguns se matando, serviços públicos em colapso, violência cada vez maior. Acabou o Estado do Rio. Acabou. Fim.

Estou perdendo a noção do absurdo. Tenho para mim que, se outro povo de fora estivesse por aqui, de qualquer lugar, o Rio neste momento arderia em chamas. Mas vejo sorvetes, cachorros, carrinhos de bebê e indiferentes engravatados no Centro. Enquanto isso, a Alerj dá um tapa na cara de cada um de nós, em um por um, e diz quem manda de verdade. Realmente, não entendo das coisas.

Leonardo Valente

Paneleiros ameaçam voltar às ruas contra novos inimigos


Tom Cardoso

O pessoal raivoso, que fica com aquela baba no canto da boca de quem passou o domingo mudando o Brasil, vai finalmente pra rua, dia 4 de dezembro.

Depois de 19 viagens para Miami, depois de 500 dias da posse de Temer, essa gente altruísta e patriota, se tocou que alguma coisa está acontecendo.

Essa gente não está só explodindo de gases, por conta da pizza de bobó de camarão da Riviera. Está inflada de indignação.

Eles descobriram que a Dilma não era tão vaca assim, que o Aécio, além de chulo, é ladrão. E que o homem do pato também. E que o João Dória não sabe administrar nem a quermesse da Nossa Senhora do Brasil.

É muita revolta.

E esse ódio estará voltado dia 4 para um novo inimigo: a xoxota e o pinto.

Sim, você que tem pinto, passe a ter medo. Guarde-o na cueca.

Desenhar passaralhos em guardanapo? Nunca mais.

Eles estarão na rua no dia 4, na Paulista. Certamente sobrará para a exposição do MASP, que insiste em atentar contra os valores da família brasileira.

Eu, ateu ortodoxo, fiz uma promessa:

Que o MASP desabe sobre os coxinhas e deixe de ser o maior vão livre do mundo.

Num último esforço, aos gritos de Suzana Vieira e Regina Duarte, Alexandre Frota, o Thor da Ofner, tentará segurar a imensa estrutura de concreto.

Em vão.

O mundo amanhecerá mais feliz e eu caminharei nu pelo centro de São Paulo, ao lado de Zé Celso.

Bolsonaro é escrachado em jogo do Palmeiras

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) foi hostilizado nessa quinta-feira, 16, no estádio do Palmeiras, durante jogo do Brasileirão entre o time paulista e o Sport; Bolsonaro passava por um dos camarotes da arena quando foi visto por torcedores; muitos fizeram gestos obscenos e xingaram o deputado de "fascista" e "filho da puta". "Vai embora" e "sai daqui" são outros gritos ouvidos no vídeo.


Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo: Michel Temer recebe 45 mil de aposentadoria


Bernardo Mello Franco

A nova propaganda do governo diz que "tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo". O presidente Michel Temer se aposentou aos 55 anos e recebe pensão de R$ 45.055,99 do contribuinte paulista. Parte do valor é descontada por furar o teto do Estado.

Jornalismo investigativo


Vox Populi: Lula 42 x 34 resto



A revista Carta Capital que chega às bancas nesse 17/XI traz uma pesquisa CUT/Vox Populi com 2 mil brasileiros, em 118 municípios, entre 27 e 30 de outubro.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

No “voto estimulado”, Lula tem 42% dos votos contra 16 do Bolsonaro, 7% da Bláblárina, 5% do Santo do Alckmin, 4% do Ciro Gomes, 1% do Álvaro Dias e da Luciana Genro.

Quando a Vox inclui o Luciano Huck entre os candidatos, o Lata Velha não passa de 2 pontos.

A soma dos tucanos de raiz e sem raiz – Geraldo Alckmin, Doria, Luciano Huck e José Serra, o Careca, o maior dos ladrões, que aparentemente está com febre amarela (lamentavelmente, a Vox omitiu o Careca nesse levantamento...) - todos os tucanos somados não dão 8 pontos percentuais.

(Do Aloysio 500 mil, claro, nem se cogita...)

Portanto, amigo navegante, essa guerra nos intestinos tucanos, que tanto espaço ocupa no PiG não tem a mais remota relevância, na vida real.

Num segundo turno, Lula ganha:

• de 50 a 14 contra o Santo;
• de 51 a 14 contra o Prefake;
• de 48 a 21 contra a Bláblá;
• de 49 a 21 contra o Bolsonaro;
• de 50 a 14 contra o Huck.

E a rejeição maior a Lula vem do Sudeste: ou seja, de São Paulo, que tem a pior elite do Brasil, que tem a pior elite do mundo!


PHA

Brasil medieval


Folha publica fake news sobre feministas que apoiariam Bolsonazi

Luis Felipe Miguel

O jornal paulistano continua dando gás ao representante neofascista do Rio de Janeiro. Hoje, dedica um terço de página às "feministas por Bolsonaro", com título explicando o motivo desse apoio tão surpreendente (o pretenso "discurso duro contra assédio").

Quem são essas "feministas por Bolsonaro"? Ninguém. Uma página de facebook que se dedica, em geral, a atacar o feminismo. As bolsonarianas ouvidas se declaram antifeministas. As feministas manifestam sua óbvia repugnância pelo ex-capitão terrorista.

A reportagem não é só a amplificação de algo sem importância, que ganharia zero na contagem dos tais "valores-notícias" que continuam a ser ensinados nos cursos de comunicação. Seu propósito é transmitir uma impressão falsa a quem a lê. A Folha, que se empenha tanto em alertar sobre os perigos das fake news, podia começar se olhando no espelho.

Não tenho referência de quem é a repórter que assina o texto. Imagino que hoje ela esteja pouco orgulhosa do próprio trabalho.


José Geraldo Couto

Por que a Folha não faz uma matéria com as verdadeiras feministas (ou com mulheres de um modo geral) para saber o que elas pensam do Boçalnazi?

Ficam pinçando um grupelho virtual que talvez nem exista de verdade para angariar mais apoio ao cujo.

Vão se catar antes que eu me esqueça.

Juninho Pernambucano elege o melhor zagueiro da temporada: Gilmar Mendes



O ex-jogador de futebol Juninho Pernambucano, que vez ou outra emite opiniões políticas nas redes sociais, ironizou nesta quinta-feira (16), pelo Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O ministro, conhecido por “proteger” aliados políticos como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), não foi poupado pelo ex-atleta que, um dia após o Corinthians ser sacramentado como campeão do Campeonato Brasileiro, o elegeu como melhor “zagueiro” da temporada.

“Agora na hora de escolher os melhores, não esqueçam do melhor zagueiro da temporada. Protegeu seu time, não deixou passar nada, nem por cima nem por baixo e ainda liberou seus atacantes pra ficarem bem livres no jogo. Parabéns Gilmar Mendes, jogou demais…”, provocou Juninho.

Seu tweet viralizou e com um pouco mais de 4 horas de publicação já está bombando nas redes.

Sem organização não vamos a lugar nenhum.


Sylvia Moretzsohn

Vou dizer aqui uma coisa que talvez desagrade os meus amigos, mas convocar manifestações sem o cuidado com a segurança é uma irresponsabilidade. 

Digo isso porque ontem comecei a ver essa #ocupaAlerj, convocada para hoje, quando a canalha que ocupa a Alerj decide se o seu capo e seus parceiros permanecem ou não em cana. Nem vou insinuar a previsão do resultado.

Todos sabemos o que tem acontecido nas manifestações, sobretudo no Rio.

Recordo aqui a intervenção do Eugênio Aragão no vídeo com o Wadih Damous, há alguns meses, na noite em que o TSE votou o caso da chapa Dilma-Temer. Lá no final ele critica o óbvio: a falta de organização para a segurança dos manifestantes. Que era, em tempos idos, uma preocupação central dos partidos de esquerda, então ilegais. 

Partidos, sindicatos, movimentos sociais de modo geral existem para isso: para organizar. Sem organização não vamos a lugar nenhum.

Não se pode encarar essas coisas de maneira amadora, voluntarista, como tem sido feito. É uma irresponsabilidade, pela qual temos pago um preço alto demais.
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