domingo, 25 de setembro de 2016

Folha acerta uma vez na vida e diz que errou!

Deltan Dallagnol é um idiota

Urgente: pesquisa séria, técnica, honesta e imparcial da Datafolha muda o cenário eleitoral em São Paulo!

Folha de S. Paulo é órgão oficial de propaganda da ditadura


A Folha gasta duas páginas hoje para afirmar que não só ela, mas toda a grande imprensa é crítica ao governo Temer. Mostra várias de suas próprias reportagens e também uma pequena coluna com "Destaques de outros veículos", destinada a provar a imparcialidade do Estadão, do'O Globo e até da Veja.

O simples fato de que sintam a necessidade desta defesa mostra que as críticas à manipulação da informação estão incomodando.

Mas a defesa se baseia, ela própria, em manipulação. Claro que a Folha apresenta matérias críticas ao governo Temer. É possível que Temer, com o complexo de Luís XIV que tem, se sinta profundamente magoado por estarem falando mal dele e de seus amiguinhos. É possível até que a Folha ganhe um diploma de oposicionismo num teste de "valências" do noticiário, mas isto só mostraria, uma vez mais, as insuficiências deste método.

A Folha colabora com o golpe não por evitar críticas ao governo golpista, mas porque participa do processo de criminalização de Dilma, de Lula, do PT e das esquerdas, endossando as denúncias vazias dos procuradores e juízes reacionários e fazendo vista grossa para a maioria das arbitrariedades da Lava Jato.

A Folha colabora com o golpe não por evitar críticas ao governo golpista, mas por aderir à narrativa que justifica suas inúmeras iniciativas antipovo, com o enquadramento conservador e unilateral de questões vinculadas às contas públicas, reforma da previdência, direitos trabalhistas, reforma do ensino etc.

A Folha colabora com o golpe não por evitar críticas ao governo golpista, mas porque, com elas, constrói a oposição entre o governo Dilma, marcado pela corrupção e levando à destruição do país, e o governo Temer, que até tem um ou outro fruto podre e é atrapalhado, mas está tentando acertar.

A Folha colabora com o golpe não por evitar críticas ao governo golpista, mas porque, mesmo nas críticas, segue um roteiro de ocultação, minimização ou viés. Oculta aquilo que reafirma a ilegitimidade do governo, como o ato falho do usurpador nos Estados Unidos. Minimiza as acusações contra a Lava Jato e contra integrantes-chave do governo golpista - na matéria de hoje, reproduz orgulhosamente uma denúncia de corrupção contra José Serra, mas esquece de dizer que enterrou o caso em 24 horas (e quem lê o resumo acredita que o assunto morreu porque as explicações do ministro foram suficientes). E enviesa todo o debate sobre as questões de fundo.

Faz tempo que o jornalismo sabe que o público espera que ele "bata" nos governantes. É seu papel como "cão de guarda" do interesse público. Mas existe muita diferença entre um combate para matar, com soco inglês nas mãos e todos os outros truques sujos, e uma briguinha ensaiada, um telecatch, que pode fazer rir mas não machuca.

Implantado oficialmente o Estado Fascista no Brasil

'Soluções inéditas' da Lava Jato têm um nome: Tribunal de Exceção
Janio de Freitas
A realidade não precisa de batismo nem definição, mas ambos tornam mais difundidas a sua percepção e compreensão. Esse é o auxílio que o país recebe de um tribunal do Sul, quando os fatos fora do comum se multiplicam e parecem não ter fim: a cada dia, o seu espetáculo de transgressão.

Foi mesmo um ato tido como transgressor que levou o tribunal, ao julgá-lo, a retirar a parede enganadora que separava a realidade de certos fatos e, de outra parte, a sua conceituação clareadora. Isso se deu porque o Tribunal Regional Federal da 4a Região (Sul) precisou decidir se aceitava o pedido, feito por 19 advogados, de "processo administrativo disciplinar" contra o juiz Sergio Moro. O pedido invocou "ilegalidades [de Moro] ao deixar de preservar o sigilo das gravações e divulgar comunicações telefônicas de autoridades com privilégio de foro [Dilma]". Parte das gravações, insistiu o pedido, foram interceptações "sem autorização judicial".

Se, entre os 19, alguém teve esperança de êxito, ainda que incompleto, não notara que recursos contra Moro e a Lava Jato naquele tribunal têm todos destino idêntico. Mas os 19 merecem o crédito de haver criado as condições em que o Judiciário reconheceu uma situação nova nas suas características, tanto formais como doutrinárias. Nada se modifica na prática, no colar de espetáculos diários. O que se ganha é clareza sobre o que se passa a pretexto da causa nobre de combate à corrupção negocial e política.

De início era apenas um desembargador, Rômulo Pizzolatti, como relator dos requerimentos. Palavras suas, entre aquelas com que apoiou a recusa do juiz-corregedor à pretensão dos advogados: a ação do que se chama Lava Jato "constitui um caso inédito no direito brasileiro, com situações que escapam ao regramento genérico destinado aos casos comuns". E o complemento coerente: a Lava Jato "traz problemas inéditos e exige soluções inéditas".

O "regramento genérico" é o que está nas leis e nos códigos, debatidos e fixados pelo Congresso, e nos regimentos e na jurisprudência criados pelos tribunais. O que "escapa ao regramento" e, em seu lugar, aplica "soluções inéditas" e apenas suas, tem nome no direito e na história: Tribunal de Exceção.

A tese do relator Rômulo Pizzolatti impôs-se por 13 votos contra um único desembargador. Não poderia ser tida como uma concepção individual do relator. Foi a caracterização –correta, justa, embora mínima– que um Tribunal Federal fez do que são a 13a vara federal de Curitiba, do juiz Sergio Moro, e "a força-tarefa" da Procuradoria da República no sistema judicial brasileiro, com o assentimento do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Conselho Nacional do Ministério Público e dos mal denominados meios de comunicação.

Fazem-se entendidos os abusos de poder, a arrogância, os desmandos, o desprezo por provas, o uso acusatório de depoentes acanalhados, a mão única das prisões, acusações e processos: Tribunal de Exceção.


TRF 4 implanta o estado de exceção oficialmente no Brasil

SEM FREIOS
Defesa de Lula critica decisão que reconheceu regras inéditas para "lava jato"


Ao definir que a operação “lava jato” não precisa seguir regras dos processos comuns, o Tribunal Regional da 4ª Região criou a figura de um juiz acima da Constituição Federal e das leis, o que é inadmissível. É o que afirma Cristiano Zanin Martins, um dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre decisão que mandou arquivar representação contra o juiz federal Sergio Fernando Moro.

Corte Especial rejeitou pedido contra a divulgação de conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “É sabido que os processos e investigações criminais decorrentes da chamada operação ‘lava jato’, sob a direção do magistrado representado, constituem caso inédito (único, excepcional) no Direito brasileiro. Em tais condições, neles haverá situações inéditas, que escaparão ao regramento genérico, destinado aos casos comuns”, afirmou o relator, desembargador federal Rômulo Pizzolatti.

“Assim, tendo o levantamento do sigilo das comunicações telefônicas de investigados na referida operação servido para preservá-la das sucessivas e notórias tentativas de obstrução, [...], é correto entender que o sigilo das comunicações telefônicas (Constituição, art. 5º, XII) pode, em casos excepcionais, ser suplantado pelo interesse geral na administração da justiça e na aplicação da lei penal”, diz o acórdão, acompanhado por outros 12 desembargadores. Só um foi contra.

Zanin Martins considera equivocada a tese do TRF-4. “O que é inédito? Todo ato de persecução penal requer estrita observância da lei. Se a corte reconhece que nem todos precisam observar as mesmas normas, dá espaço para arbitrariedades.”

Segundo o relator, “não havia precedente jurisprudencial de tribunal superior aplicável pelo representado, mesmo porque, como antes exposto, as investigações e processos criminais da chamada operação 'lava jato' constituem caso inédito, trazem problemas inéditos e exigem soluções inéditas”.
Martins também é contra essa visão. Segundo o advogado, a Constituição e a lei não deixam dúvidas sobre a necessidade de se respeitar o sigilo telefônico. Ele aponta que, na Espanha, o juiz Baltasar Garzón foi afastado por ordenar a gravação de conversas na prisão entre advogados e seus clientes. “Isso porque nem chegou a divulgar as falas”, afirma o advogado.

Para a defesa de Lula, a recente decisão do TRF-4 reforça a necessidade de acionar a Organização das Nações Unidas contra as atitudes de Moro. “No Brasil, o Judiciário e os órgãos responsáveis pela fiscalização judicial se negaram a fazer o controle efetivo dos atos jurisdicionais relativos ao caso.”
Felipe Luchete é repórter da revista Consultor Jurídico.


Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2016, 12h43

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Juca Kfouri: "Ou a gente grita, ou virão nos buscar"

A PF sob as ordens da Lava Jato de Moro

“Eu fico sem saber o que pensar. Olho para tudo que está acontecendo e embora eu não seja adepto da teoria da conspiração, me ocorre que os exageros óbvios, desde a reunião de Curitiba na denúncia contra o Lula, até esse episódio da prisão do Guido, me parece que existe uma grande isenção para haver motivos jurídicos para melar a Lava Jato, em função do fato de o grande serviço já ter sido feito: o impeachment da Dilma Rousseff e o nome do Lula ter sido jogado na lama. 

Agora querem salvar a cabeça dos de sempre. Não é possível que isso não seja fruto de mentes maquiavélicas, que cometem erros tão crassos, como o de prender, em um hospital, alguém que não coloca a sociedade em risco, no momento em que sua mulher está submetida a uma biopsia, deixando o Eike Batista, que fez a denúncia, solto, o Eduardo Cunha solto, a alta plumagem do tucanato sem ser ouvida. 

Não é possível que isso não seja uma coisa deliberada, e quem está te falando isso não é do PT, nunca fui do PT. Sou absolutamente a favor de que todo mundo que cometeu atos ilícitos pague por eles, mas tudo tem um limite, que realmente lembra a frase do Brecht. ‘Ou a gente grita, ou virão nos buscar, porque não há ninguém que grite por nós’. 

Eu costumo raciocinar, mas agora estou elaborando uma nota cujo tema central é ‘já não sei o que pensar’. Agora o que faz o Sergio Moro: revoga a prisão. Aparece a face humana do juiz, para que amanhã ele possa fazer mais uma dessas arbitrariedades. 

Pegue a declaração do procurador do Ministério Público Carlos Fernando dos Santos que falou em ‘triste coincidência’, dizendo que a ordem era anterior e não foi cumprida devido às Olimpíadas. A Olimpíada impede que você vá à casa de alguém para levá-lo coercitivamente para depor? A Olimpíada era no Rio de Janeiro – Guido mora em São Paulo – e acabou faz um mês. As coisas não fazem sentido, não tem nexo. 

A esquerda estava se reorganizando com manifestações de rua, o Moro divulga o indiciamento do Lula. O ministro do Temer diz que é a favor da anistia do caixa 2, e  eles vão prender o Guido! De alguma maneira, eles querem fazer frente à repercussão das coisas que são negativas para o establishment. Eu estou indignado, eu fui colega de escola do Guido, e uma coisa eu garanto para você: ele é incapaz de pegar um tostão para ele, é incapaz de fazer o que agora Eike Batista denuncia.”

Porque Cristovam Buarque não merece mais ser chamado de professor


Não gosto de dirigir ofensas pessoais a ninguém, mas há horas em que a dignidade nos obriga a dizer verdades que, na consciência plena de culpas de um traidor ou de um fariseu, soam como ofensivas.

Li uma breve manifestação do senhor Cristovam Buarque sobre a reforma educacional proposta pelo Governo Temer.

Ele elogia a volta da divisão escolar, lembrando do “clássico’ e do “científico”  que existiram até os anos 60.

Só um energúmeno pode fazer algo assim, sobretudo quando viveu aqueles tempos.

Para quem não os viveu, eu conto.

O curso “Normal” (que não se perca pelo nome) era para as “moças”, que ou seriam professoras primárias ou, tendo outras aspirações deveriam fazer o clássico, para seguir carreiras “recatadas”, das artes e do espírito,  bem como os homens que visassem a formação superior em Ciências Humanas.

Já os rapazes “pragmáticos” faziam o científico, como fez Cristovam para ser engenheiro.

As disciplinas pouco diferiam, mas a ênfase, sim.

A alternativa era o curso técnico, onde também imperava o sexismo. Na minha turma – a de 74 – da Escola Técnica Federal, hoje Cefet, havia apenas uma mulher, porque o curso não era para “meninas” que, afinal, não se prestavam a estas coisas mecânicas e não era bom que conhecessem tornos, fresas, forjas ou fundições, em lugar de panelas, caçarolas, frigideiras ou travessas.

É óbvio que o ensino médio precisa de cursos técnicos. Orgulho-me do meu.

Mas o que se está fazendo não é colocar mais áreas de conhecimento à disposição dos que as desejem, mas tirar algumas que são necessárias à construção de seres humanos plenos.

Para que artes, se não é necessário expressar sentimentos, impressões, sensações, se não é necessário compreender que é por ela e com ela que o homem, desde as cavernas, começou a escrever e contar e transmitir conhecimento?

Não sei se o senhor leu Nossa Senhora de Paris – talvez só tenha assistido a sua versão Disney, “O corcunda de Notre Dame”. Mas se acaso o leu, talvez se lembre da cena em que Cláudio, o arcediago da Catedral, aponta um dedo para as torres da igreja, com seus gárgulas e pousa a mão sobre um livro, dizendo “isto substituirá aquilo”.

Porque, até então, sem letramento, só a monumentalidade da arquitetura era capaz de levar a todos ideias, sentimentos, símbolos.

O conhecimento, se o senhor ainda fosse um professor saberia, não é um castelo onde seja dispensável conhecer alguns compartimentos que “não vêm ao caso”.

Para que é que um jornalista deveria saber matemática, não é mesmo, ex-professor? Ou para que um engenheiro mecânico como o senhor deveria saber algo sobre filosofia?

Pois eu não sei se o senhor, depois de ser apresentado como “intelectual” ainda precisa saber como se decompõem os vetores de força numa das belas estruturas que o Niemeyer fez aí em Brasília, para entender porque aquilo para de pé e não cai.

Mas eu, jornalista, sou imensamente ajudado pela capacidade que adquiri ao entender o que é “limite”, o que é “função”. E, talvez, para dizer ao senhor que matemática vem do grego que, livremente traduzido, quer dizer “o que se relaciona ao aprendizado”.

Já que não tenho certeza que o senhor tenha lido Victor Hugo, espero que, como muitos de nós, aí pelos 60, tenha lido “O Homem que Calculava”, de Julio César de Mello e Souza, o Malba tahan.

O senhor há de recordar que Beremiz Samir, o tal homem, foi desafiado a ensinar matemática à princesa Telassim, pois que era impossível que uma mulher aprendesse as artes dos números, que só importavam no “mercado”, coisa que não era para elas.

E a primeira frase que Beremiz lhe diz é: “Medir, senhora, é comparar”.

Pois eu, como Beremiz ensinava, o meço, senhor Cristovam, comparando-o: em que o senhor difere, em seus atos, de um Magno Malta ou de um Jair Agripino Maia, seus parceiros de golpismo e de sabujismo a Temer?

Mas me penitencio, também, não apenas por um dia lhe ter dado o meu voto, como por não o chamar mais de professor.

Afinal, o senhor ainda ensina. Ensina, pelo exemplo negativo,  como um homem não deve apodrecer com o tempo.

Clima de completa normalidade



Sérgio Moro é um meliante e um canalha

Gustavo Castañon



Sobre a prisão do Mantega eu só tenho duas coisas a dizer. Um juiz que manda prender um cidadão que não oferece risco nenhum a sociedade antes do julgamento, com base em uma única "denúncia" de que ele pediu uma doação a seu partido, exatamente a mesma coisa que fez o Temer, e não manda prender o Cunha que tem seis delações e toneladas de provas contra ele, é um meliante, um canalha. 

Agora, que o Moro é um fora da lei e um agente político (de quem?) todos já sabem. A grande verdade que a prisão de Mantega no hospital deixa nua no momento que Cunha já está ao alcance de Moro há duas semanas, é que essa gente que apoia Moro não tem mais como fingir ignorância: são canalhas que se regozijam em ver o judiciário como mero instrumento de perseguição de seus ódios políticos.

Pisando em ovos

Destruir a educação é prioridade do regime fascista

Ator pornô fascista e estelionatário assessoram 
o ministro da destruição da educação
Luis Felipe Miguel

O ataque à educação é central no retrocesso que vive o Brasil. Vimos professores e estudantes sendo atacados pelas polícias militares, vimos as faixas contra Paulo Freire nas manifestações da direita, vimos o avanço dos projetos do Escola Sem Pensamento e das táticas de intimidação nas escolas e nas universidades. E chegamos agora à MP de destruição do ensino médio.

O interesse é impedir que se fomente o raciocínio crítico e o questionamento do mundo. Justificam as mudanças com um discurso de qualificação eficiente para o mercado de trabalho ou, de maneira mais ampla, da educação como um investimento cujo resultado líquido seria o desenvolvimento econômico. Claro que a reforma proposta nem isso alcança. O que eles querem mesmo é uma educação que mantenha os pobres no seu lugar, como mão de obra barata a ser explorada.

E a educação pode ser muito do que isso. Pode ser um instrumento para reflexão sobre o mundo e o lugar que nele ocupamos, para a produção de uma consciência crítica que emerge do diálogo com os outros e com a realidade. Pode ser uma promessa de liberdade. Tão grande que não apenas promova o desenvolvimento econômico como seja capaz de questionar em que consiste esse desenvolvimento.

É isso que os golpistas temem e é por isso que, entre os muitos direitos sob ataque, a educação se destaca.

Ato falho da TV Goebbels

Quem acredita na isenção da Lava Jato é imbecil ou bandido

Lava Jato caçando untermensch 
Do DCM:

Boulos: ‘Já foi o tempo em que acreditar na isenção da Lava Jato era caso de ingenuidade. Agora é pura má-fé’
De Boulos, no Facebook:

Lava Jato teve uma atividade intensa até o impeachment de Dilma. Operações semanais. Na prática, seus alvos políticos foram só petistas, apesar de várias citações de políticos de outros partidos em delações.

Depois do impeachment, a Lava Jato tirou férias de alguns meses. Parecia ter um certo sentimento de dever cumprido. Neste meio-tempo veio a delação de Sérgio Machado, a implicação de Temer, Jucá, Renan e novas citações a Serra e Aecio. Cunha perdeu o foro privilegiado, podendo agora ser julgado por Moro.

Então, a Lava Jato volta à cena:
E os procuradores de Curitiba indiciam… Lula!
E Moro mandou prender hoje… Guido Mantega!

Já foi o tempo em que acreditar na isenção da Lava Jato era caso de ingenuidade. Agora é pura má-fé.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ditadura destrói ensino médio

Luis Felipe Miguel

Se faltava algum motivo para resistir a esse golpe, agora não falta mais. Está sendo colocada em curso a destruição da educação brasileira.

Chamo a atenção para um trecho da matéria:
"...haverá a opção de aprofundamento em cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e ensino técnico. Ao aluno caberá a escolha da linha na qual deseja se aprofundar. Mas a oferta dessas habilitações dependerá das redes e das escolas. Ao menos duas áreas, entretanto, devem ser oferecidas."
Ou seja: nós podemos ter as ciências humanas virtualmente abolidas de grande parte das escolas, já que apenas duas áreas precisam estar disponíveis. E os estudantes das localidades menores, das periferias, todos aqueles que têm acesso a uma oferta menor de escolas vão ter opções limitadas para a escolha que terão que fazer tão precocemente.

Em suma: menos educação, menos discussão, menos crítica e mais desigualdade social.

Moro revogar a prisão de Mantega é prova de covardia

Sergio Moro sem máscara 
Leandro Fortes

DEU RUIM

Nem a prepotência se sustenta diante de um ato ignóbil absoluto.

Agora, nem Moro, nem o MP, nem ninguém sabia que Guido Mantega estava no hospital acompanhando a cirurgia da esposa.

Mas, de fato, que diferença isso faz?

Mesmo que Mantega estivesse comendo churros no Ibirapuera, qual a razão para mandar prendê-lo?

Uma delação de Eike Batista.

Aécio Neves foi delatado oito vezes.

Eduardo Cunha, com um caminhão de provas contra ele, está solto. A mulher dele, Cláudia Cruz, recebeu o passaporte de volta, para poder voltar a flanar em Miami.

Tudo isso é tão absurdo que a soltura de Mantega, que poderia ter sido um ato de grandeza, é, na verdade, uma prova de covardia.

Justiceiro fascista de Curitiba revoga prisão de Mantega

Paraná 247 – O juiz Sergio Moro acaba de revogar a prisão do ex-ministro Guido Mantega, que foi detido quando acompanhava sua esposa no Hospital Albert Einstein, onde ela faz tratamento contra o câncer. 
Juiz Moro

Tijolaço: O nome de monstros é pouco para a turma da Lava Jato

Polícia Federal em ação contra os untermensch petralhas 

Prender o ex-ministro Guido Mantega num hospital, durante a cirurgia de sua mulher, sob qualquer ponto de vista, só merece o nome de monstruosidade.

Não era uma pessoa foragida.

Não era uma pessoa que, intimada, tivesse se recusado a depor.

Para que exigir formação superior de policiais, promotores e juízes se estes agem como selvagens pré-históricos?

Moro, num rasgo de hipocrisia diz que “no período da [prisão] temporária”, Mantega terá a ” oportunidade para esclarecer as transações descritas pelo MPF. Apesar das fundadas suspeitas de que se trate de dinheiro de origem ilícita e de pagamentos subreptícios, se as transações tiverem causa lícita, terão condições no breve período de esclarecer e justificá­-las.”

A prisão é quase “um favor”.

E agrega, “bonzinho” que é: “A medida, por evidente, não tem por objetivo forçar confissões. Querendo, poderão os investigados permanecer em silêncio durante o período da prisão, sem qualquer prejuízo a sua defesa.”

Os delegados da PF que agem sob as ordens de Moro também não têm desculpas. Mantega tem endereço certo e sabido. Nada explica que tenham preferido invadir um hospital para cumprir o mandado.

Há um fábrica de monstruosidade em curso, que repugnaria qualquer tribunal onde houvesse um mínimo de humanidade.

Mas não os há.

Também eles têm medo dos monstros.

Depois de buscar Mantega no hospital, que falta a Lava Jato fazer no rol das monstruosidades?

Líder da Força-tarefa 

Que a Lava Jato é fundamentalmente injusta sabemos.

Que ele é um arma da plutocracia para destruir o PT e Lula sabemos.

Que ela faz uma parceria indecente com a mídia, sobretudo, a Globo, sabemos.

Que ela ajuda o Brasil a ser uma República das Bananas, sabemos.

Mas que ela é canalha, miseravelmente canalha, desumanamente canalha tivemos a prova nesta manhã de quinta no curso da Operação Arquivo X.

O nome, aliás, não poderia ser mais apropriado. Depois do power point que parecia feito por alienígenas sob o comando de Dallagnol, tinha mesmo que vir a Operação Arquivo X.

Prender Mantega no hospital, quando ele velava a mulher submetida a uma cirurgia, ultrapassa todos os limites da decência.

É coisa que a gente não consegue imaginar nem em ação policial nazista. Ou, para ficarmos no tema presente, nem nos tribunais alienígenas.

Descemos novos degraus no índice da civilização. Pense como a opinião pública britânica reagiria se tamanha brutalidade ocorresse lá. Todo o comando policial ligado a ela seria expelido devido à pressão da sociedade. Orwell cunhou a expressão “decência básica” para evitar tais monstruosidade.

Nem na Revolução dos Animais Orwell concebeu uma baixeza de tal magnitude.

Mantega é um homem lhano, acusado de coisas que só no Planeta Lava Jato são cabíveis. Um dia, espero que não tão longe, saberemos quantas mentiras estavam e estão associadas às acusações da Lava Jato.

Tão repulsiva quanto a ação em si para prendê-lo foi ver a reação de débeis mentais manipulados pela mídia plutocrata.

Aplausos dementes, palmas ensandecidas: nem um miserável sinal de humanidade.


Eis no que a plutocracia nos transformou: num país selvagem, desprezível, oprimido por um grupo de poderosos que trata os brasileiros como gado.

Cientista Miguel Nicolelis compara situação de Lula à de Mandela

247 - Cientista Miguel Nicolelis, um dos vinte maiores cientistas do mundo, segundo avaliação da revista Scientific American, usou seu perfil no Twitter para se expressar sobre a aceitação de denúncia contra o ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela condução dos processos da Operação Lava Jato.

Nocolelis sustenta defesa de Lula de que a Justiça brasileira não está levando em conta provas nem fatos para abertura do processo, e afirma que o Brasil pode se tornar uma África do Sul, pela perseguição que sofreu o maior líder da história do país, Nelson Mandela.

"No Brasil de hoje o que importa é o "ritual", o "processo", mas não o conteúdo, a prova ou o fato real. Simulacro da lei vale mais do que justiça. Tribunais que hoje se calam as provas, que se vergam a pregação irracional dos inquisidores intolerantes, serão condenados pelo juízo da história. Em pleno século XXI, Brasil se prepara para repetir Africa do Sul e condenar um homem do povo pelo crime de ousar mudar destino do seu país. Jogar para o cidadão a obrigação de provar inocência em juízo, na ausência de prova concreta de culpabilidade, é a antítese do Estado Direito", escreve Nicolelis.

Lula visita o Ceará






Por que tanto ódio?

Rosa Freire d'Aguiar

Entrevista de Bresser-Pereira para a revista Os Brasileiros:

"O fundamento desse ódio é um elitismo muito violento dos brasileiros, que vem ainda da escravidão, e especialmente da classe média. A classe média viu que tinha sido esquecida no governo Lula. Os muito ricos estavam ganhando muito dinheiro, e o governo tinha uma clara preferência pelos pobres. 

Eles viram que tinham ficado excluídos e viam a ascensão social desses pobres, que andavam de avião com eles, entravam nos shopping centers com eles, entravam nas universidades. As elites brasileiras só admitem a ascensão isoladamente, muito individualmente. Mas uma coletiva é inaceitável. 

Há ainda outro fator. De repente apareceu o mensalão, um escândalo político grave exatamente no partido que estava promovendo essa política que as incomodava tanto. Então, o ódio teve um destino: virou um ódio ao PT e ao Lula, e a Dilma depois. Nunca tinha visto isso na minha vida. É muito grave."

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Michel Temer em discurso na ONU: "Acreditamos no poder do diabo"



O caixa dois, o congresso e a antipolítica

Mauro Santayana

Por mais que se tenha que combater o poder econômico na política - e a proibição do financiamento empresarial de campanha vai, teoricamente, nesse sentido - não se pode, moralmente, aceitar que se puna, agora, o Caixa Dois, com base no mesmo argumento mendaz e revisionista que permitiu a condenação retroativa de Dilma Rousseff no caso de "pedaladas" que sempre estiveram incorporadas ao universo administrativo brasileiro, até serem transformadas em crime, justamente para afastar, definitivamente, do poder, a Presidente da República.

Do ponto de vista tático, só o Congresso pode combater - com suas prerrogativas essencialmente legislativas - o avanço, ilegítimo, manipulador e deturpatório, dos procuradores e juízes sobre a seara política - e deve fazê-lo de forma desassombrada, buscando esclarecer a opinião pública sobre o que está ocorrendo com a República.

É preciso que deputados e senadores de todos os partidos saiam da defensiva e retomem a iniciativa. 

A Câmara e o Senado podem estar cheios de defeitos, mas eles têm uma coisa que os jovens janotas do Sr. Janot não têm, e continuarão não tendo, apesar de se dedicarem a campanhas de coleta de assinaturas, que os nacionalistas e os defensores do Estado de Direito também podem promover: o voto

Canalhas eventuais, eleitos, são passíveis de ser trocados a cada novo pleito.

O povo pode ser educado.

Com a plutocracia - em parte cada  vez mais autosuficiente e autoelevada por seus sagrados concursos e seu inflado e armaniano ego à condição de pequenos deuses vingadores - dificilmente ocorre o mesmo.

Tradução do despacho do Reichsmarschall de Curitiba

Flavio Gomes

No despacho do egrégio pavão curitibano, gosto particularmente do trecho:

"Certamente, tais elementos probatórios são questionáveis, mas, nessa fase preliminar, não se exige conclusão quanto à presença da responsabilidade criminal, mas apenas justa causa."

Traduzindo, para quem não entendeu: foda-se que não tem prova de porra nenhuma, vamos foder o Lula logo, porque senão ele ganha as eleições de novo.
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